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Anvisa Divulga - Artigos, Entrevistas e Relatórios

 

Entrevista: Franklin Rubinstein

Ouvidoria é o canal entre a Agência e a sociedade

O psiquiatra Franklin Rubinstein, 58 anos, é o primeiro ouvidor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Indicado pela diretoria da Anvisa ao ministro da Saúde, Franklin foi nomeado pelo presidente da República para um mandato de dois anos, iniciado em fevereiro de 2000, que poderá ser estendido por mais dois. Funcionário público federal dos quadros do Ministério da Saúde desde 1969, ex-diretor do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Franklin diz que o hábito profissional de ouvir reclamações, anseios, dificuldades e de tentar entender o ponto de vista do outro pode ajudar no exercício do cargo. Até o momento, aliado à escuta, ele tem trabalhado duro também na montagem da estrutura da Ouvidoria e na formulação de processos de trabalho que levem ao encaminhamento adequado das várias demandas recebidas para as áreas técnicas da Agência.

1. Fale um pouco sobre o trabalho da Ouvidoria?

Franklin: A Ouvidoria está prevista na Lei de criação da Anvisa. Iniciou seus trabalhos logo depois da nomeação do ouvidor, que ocorreu em fevereiro de 2000. Foi concebida para representar a sociedade perante a Agência no que diz respeito à garantia de direitos e do cumprimento de sua missão básica. O ouvidor é nomeado pelo Presidente da República e não tem subordinação hierárquica à diretoria, o que assegura autonomia e continuidade para o cumprimento de suas tarefas. O mandato de dois anos é renovável por mais dois. Cabe a ele receber denúncias, reclamações sugestões e também elogios em relação aos serviços prestados pela vigilância sanitária e encaminhá-los para esclarecimento e
solução.

2. Então a Ouvidoria precisa estar articulada com todas as outras áreas daAgência?

Franklin: Precisa interagir com todos os setores e conhecer seu funcionamento.

3. Como um observador em situação privilegiada dentro da vigilância, como o senhor vê a Anvisa hoje?

Franklin: A Anvisa foi concebida em prazo relativamente curto, com uma legislação moderna e semelhante aos demais órgãos reguladores. Encontra-se em fase de organização e crescimento em face das atribuições que herdou da antiga Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária e das novas que recebeu como Agência. Várias atividades ainda não puderam ser plenamente assumidas, assim como lacunas da legislação
não puderam ser preenchidas. O sistema como um todo é muito amplo e
complexo e as dificuldades estão sendo enfrentadas paulatinamente. A descentralização, a incorporação ao sistema de recursos humanos plenamente capacitados, o cumprimento das metas de inspeção e
registro são alguns dos nossos desafios atuais. A Ouvidoria, como não poderia deixar de ser, acompanha o movimento da Anvisa e passa por situação semelhante. Estamos formulando nossos processos de
trabalho e estreitando o relacionamento com as áreas finalísticas da Agência. Buscamos nos credenciar para acolher as demandas
da sociedade e para funcionar como catalisador permanente da melhoria
da qualidade dos serviços prestados.

4. Há maior procura por contatos com a Anvisa em comparação com as demandas recebidas pela secretaria?


Franklin: Tradicionalmente os principais interlocutores eram os agentes econômicos ligados à produção e comercialização de bens e serviços sujeitos ao regime de vigilância sanitária. A legislação prevê e a
prática da Anvisa confirma a abertura de novos canais de comunicação. O funcionamento do Conselho Consultivo, das câmaras técnicas e setoriais, da Infovisa, do Fala Usuário e a Ouvidoria são exem-plos
disso. A Ouvidoria tem sido acionada com freqüência significativamente crescente por diversos meios.

5. Quais são esses meios?

Franklin: Site, fax, carta, pessoalmente e por meio do Disque Saúde.
Internet: http://www.anvisa.gov.br/ouvidoria/fale_com.htm
SEPN - quadra 515, Bloco B, Edifício Ômega, 1º subsolo - Brasília (DF) - CEP: 70.770-502
Telefones: (61) 448.1235 - 448.1144 - 448-1464.
Disque Saúde: 0800 61 1997

6. É possível adiantar algum balanço sobre que áreas aglutinam mais
reclamações e quais têm menos?


Franklin: As áreas de registro e inspeção de medicamentos da Anvisa dão margem a muita procura, não são propriamente reclamações, mas demandas por assuntos dessas áreas. Portos, Aeroportos e Fronteiras e Produtos para a Saúde também têm grande procura. Curiosamente, recebemos muitas solicitações pertinentes à fiscalização de produtos e serviços que são da alçada das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, como o varejo de alimentos, por exemplo. Estamos em entendimentos com a Gerência-Geral de Informação para
o desenvolvimento de um sistema informatizado de gerenciamento de informações a fim de que nosso trabalho se torne mais preciso, rápido e seguro.

 
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