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Brasília, 5 de maio de 2009 - 16h40
Agência participa de audiência pública no STF

Os critérios para o fornecimento de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram discutidos durante audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (4). O diretor-presidente da Agência, Dirceu Raposo de Mello, prestou esclarecimentos relativos ao registro de medicamentos no país e ressaltou a importância do uso racional de medicamentos.

A audiência pública realizada no STF começou

na semana passada, no dia 27 de abril, e foi dividida em seis dias. O objetivo é refletir sobre a judicialização da saúde, como explica o presidente do Tribunal, ministro Gilmar Mendes.

“Muitos cidadãos buscam garantir na Justiça o acesso a medicamentos e outras prestações de saúde prescritas por médicos credenciados junto ao SUS. Os produtos solicitados não são registrados na Anvisa ou não são recomendados pelos protocolos do Sistema. A prática é constitucional, mas não podemos deixar de ouvir a posição de especialistas e autoridades de saúde para fundamentar decisões e garantir equidade”.

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, a regulação sanitária precisa estar acompanhada de outras estratégias, como a disseminação de informações sobre novas tecnologias. “É preciso diminuir a assimetria de informações existentes entre a indústria farmacêutica e os profissionais de saúde”, afirmou.

O diretor esclarece que o tempo de análise de novos registros na Anvisa segue a média mundial – cerca de 400 dias. “As exigências para a submissão dos dossiês para registro de medicamentos novos estão mais rigorosas em todo o mundo. Por isso, o número de entrada de medicamentos inovadores no mercado tem se mantido estável nos últimos anos”, detalha.

O representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Paulo Dornelles Picon, propôs a construção de uma nova forma de avaliação de medicamentos e tratamentos, a exemplo do que já está em funcionamento no Rio Grande do Sul . “Poderíamos criar centros de medicinas regionais que teriam autonomia e aplicariam a chamada ‘medicina baseada em evidências’. Com essa iniciativa, seriam dirimidas inúmeras questões que estão na Justiça”, sugere.

A audiência pública sobre saúde realizada no STF termina nesta quinta-feira (7).

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

 
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