| Brasília,
6 de outubro de
2009 - 17h25
Novas
tecnologias de alimentos em debate
Com
a correria do dia a dia e o tempo cada vez mais curto
dedicado às refeições, é possível
manter uma alimentação saudável?
Esse foi um dos assuntos abordados nessa terça-feira
(6), no Anvisa Debate. O encontro teve como tema os desafios
relacionados às novas tecnologias de alimentos.
Para
a pesquisadora em alimentos da Unicamp, Gláucia
Pastore, a grande revolução alimentar ocorrida
nos últimos dez anos é ocasionada pela descoberta
de que certos nutrientes podem interferir no genoma humano.
Uma alimentação adequada pode, por exemplo,
inibir o aparecimento de certas doenças genéticas.
“O consumidor está mais bem informado. Por
isso, o grande desafio das empresas é usar as novas
tecnologias para produzir alimentos industrializados saudáveis”,
ressaltou a pesquisadora. “É preciso conciliar
a produção desses produtos às necessidades
da sociedade contemporânea”, completou.
O presidente
da Associação Brasileira das
Indústrias Alimentícias (Abia), Edmundo Klotz,
compartilha da mesma opinião. “O Brasil é o
segundo maior produtor de alimentos do mundo e um grande
exportador. O objetivo do desenvolvimento de novas tecnologias,
além de prolongar a vida dos alimentos, é atender
as exigências de qualidade do próprio mercado”,
disse.
Já o presidente do Fórum Nacional de Entidades
Civis de Defesa do Consumidor, Sezifredo Paz, enfatizou
a importância da participação dos cidadãos
nas decisões sobre as novas tecnologias. “Uma
inovação que está em pauta atualmente é a
nanotecnologia, e a sociedade deve participar das discussões
sobre o uso desse método para a obtenção
de alimentos mais saudáveis”, explicou. Para
Sezifredo Paz, o consumidor deve exercer o seu poder de
exigir produtos adequados tanto da indústria como
dos órgãos reguladores.
A gerente
de qualificação técnica
da Anvisa, Diana Carmen, destacou o papel da Anvisa nesse
processo. “Nossa função é estabelecer
níveis de segurança para o consumo de alimentos
e a exposição a essas novas tecnologias”,
afirmou. Ela ressaltou ainda a necessidade de aprimorar
constantemente a regulação. “Atualmente,
a Agência está muito focada na análise
do registro desses produtos, mas precisamos desenvolver
outras formas de regulação, focadas também
no pós-mercado”, afirmou..
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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