| Brasília,
14 de agosto de 2009 - 19h
Experiências
aliam conhecimento prático e formal
O encerramento do I Fórum Regional de Vigilância
Sanitária de 2009, em Palmas (TO), possibilitou aos
participantes conhecer novas experiências de sucesso
nas áreas de organização e gestão
de serviços, conhecimento e participação
e controle social. As áreas de classificação
dos trabalhos refletem os eixos do Plano Diretor de Vigilância
Sanitária (PDVISA). “As experiências
são valiosas, porque buscam entender uma complexidade
de fatores: os contextos sanitários e as demandas
econômicas e sociais”, ressalta o diretor adjunto
da Agência, Neilton Araujo de Oliveira.
Em Porto Velho (RO), recorrentes sintomas apresentados
por trabalhadores de uma empresa levaram à descoberta
de um problema no próprio ambiente de trabalho: as
condições ruins das cozinhas industriais ocasionavam
Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs). “80%
dos trabalhadores tinham o hábito de comer o chamado
‘ovo assustado’, que fica na chapa por no máximo
3 segundos, tempo insuficiente para eliminar microrganismos”,
aponta a fiscal sanitária Daniele de Souza, da Vigilância
Municipal. O trabalho possibilitou efetuar medidas educativas
e corretivas.
Açaí
O açaí, uma das principais fontes de renda
da Região Norte, foi tema de duas iniciativas realizadas
no Pará: o Programa Estadual de Controle do Açaí,
que dentre as diversas atividades, iniciou uma parceria
com a Marinha para visitar as comunidades ribeirinhas, num
navio, levando conhecimentos sobre as boas práticas
de manipulação do Açaí e uma
pesquisa que procurou demonstrar a influência do branqueamento
do fruto na aceitabilidade pelos consumidores.
No estado são consumidos diariamente cerca de 150
mil litros de açaí, a maior parte processado
de forma artesanal, pelos chamados “batedores de rua”,
que somam mais de 3 mil apenas na Grande Belém. Essa
atividade responde por 70% da renda das populações
ribeirinhas, o que demanda fiscalização e
educação continuada.
O branqueamento é um tratamento térmico usado
para prevenir a Doença de Chagas por transmissão
oral. O açaí é imerso em água
a 80º durante 10seg e depois em água fria, para
em seguida ser despolpado da maneira tradicional. Uma pesquisa
que ouviu 56 pessoas para saber se o branqueamento causaria
perda da cor e do sabor concluiu que o tratamento não
inviabiliza a aceitabilidade ao açaí.
Vigilância na sala de aula
Em Tefé (AM) e em Rio Branco (AC), a vigilância
sanitária foi levada para dentro das salas de aula,
por meio de projetos que apostam na educação
das crianças como multiplicadores para a construção
de uma consciência sanitária coletiva. As 428
crianças já capacitadas pelo projeto da Vigilância
Sanitária Estadual do Acre participam de oficinas
e ganham um kit contendo boné e avental, além
de um crachá de “Agente Sanitário Mirim”.
“O objetivo é gerar um sentimento de orgulho
para que as crianças se envolvam com o tema. Nossa
estimativa é que elas já tenham repassado
esses conhecimentos a cerca de mil pessoas’, sinaliza
o assessor da Vigilância, Aurílio Fernandes.
Mobilização
A integração com associações
comunitárias, jornais, igrejas e a comunidade por
meio de mutirões foi a fórmula encontrada
pela Vigilância Sanitária de Araguaína
(TO) para reduzir os índices de Dengue e Calazar.
Estratégia semelhante foi usada em Oriximiná
(PA), onde cidadãos indicados pelas associações
comunitárias foram capacitados para se transformar
em vigilantes sanitários voluntários no combate
à dengue. Em cinco meses, o índice de infestação
predial que era de 9,14 foi para 2,91.
Livro
As experiências de sucesso selecionadas em cada Região
serão apresentadas durante os fóruns regionais
de 2009 e vão compor um livro que será lançado
no Fórum Nacional de Vigilância Sanitária,
que acontece em novembro, em Brasília (DF).
Informações: Ascom/Assessoria
de Imprensa da Anvisa
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