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Brasília,
17 de setembro de 2009 - 17h05
Educar
para prevenir
Eles
têm entre nove e 13 anos e chamam a atenção
dos pais quando descumprem normas sanitárias básicas.
A Patrulha Mirim de Rio do Oeste, micro-região do
Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, é formada
por 648 estudantes de quarta a oitava séries. Eles
receberam o “título” de fiscais sanitários
mirins após treinamento realizado pela vigilância
sanitária local.
Essa experiência foi relatada durante o Fórum
Regional de Vigilância Sanitária da Região
Sul, que terminou nesta quarta-feira (16), em Porto Alegre
(RS). O programa de Rio do Oeste teve início em
2004 e tem por objetivo envolver a comunidade com a prática
da vigilância sanitária.
A capacitação das crianças é feita
pelos profissionais de vigilância, e inclui uma parte
teórica, ministrada durante a disciplina de ciências,
e experiências práticas, com inspeções
sanitárias educativas. O programa pretende promover
uma mudança radical de hábitos e costumes
na região, a partir da cobrança das crianças.
O projeto “Caminhoneiro Informado Transportando
Saúde” é outra experiência educativa
que tem contribuído para ampliar a consciência
sanitária da população. No posto de
Fronteira Dionísio Serqueira (SC), fiscais da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
desenvolvem ações de saúde pública
para orientar os caminhoneiros que passam pela aduana.
Verificação da pressão arterial, vacinação
e palestras sobre prevenção de doenças
são algumas das atividades realizadas semanalmente,
sempre às terças-feiras.
“A vigilância sanitária é uma
das áreas mais complexas da saúde pública.
Os saberes e práticas da vigilância se situam
num campo de convergência de várias disciplinas
do conhecimento humano. Precisamos investir em educação
para que o cidadão seja nosso parceiro e exija melhorias
contínuas”, disse o representante do Ministério
Público, Paulo Roberto Charqueiro.
Em Curitiba (PR), a vigilância local realiza, desde
2006, um trabalho pioneiro de acompanhamento das condições
sanitárias dos serviços de hemodiálise
em UTIs. A legislação nacional e internacional é restrita
ao tratamento para doentes crônicos e é omissa
quanto ao tratamento da insuficiência renal aguda
em UTIs. Para garantir a segurança do procedimento,
foi criado um roteiro de inspeção padrão.
“Passamos a acompanhar os 14 hospitais de Curitiba
que realizam hemodiálise nas UTIs. Fizemos um diagnóstico
sobre a qualidade da água e estabelecemos padrões,
mas, apesar do acompanhamento freqüente dos serviços,
temos dificuldade na execução de algumas
solicitações. É muito importante que
tenhamos uma legislação específica
sobre o tema para respaldar os fiscais”, afirma Izabel
Taraska, de Curitiba.
As melhores experiências apresentadas durante os
cinco encontros regionais serão reapresentadas no
fórum nacional, que será realizado em Brasília,
em novembro. Os relatos também farão parte
de um livro, cujo lançamento está previsto
para a ocasião.
Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa
da Anvisa
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