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Cosméticos

 

Câmara Técnica de Cosméticos - CATEC

Parecer Técnico nº 3, de 22 de março de 2002

ASSUNTO: Utilização de retinóides em produtos cosméticos

Tendo em vista reuniões anteriormente realizadas com a Comissão Técnica de Assessoramento na Área de Cosméticos (CTAC) e a necessidade de reavaliação da utilização de Vitamina A e derivados em preparações cosméticas e elaboração de parecer técnico, a Câmara Técnica de Cosméticos (CATEC) apreciou o assunto em pauta e apresenta, a seguir, suas considerações:

Considerando o interesse do consumidor nos benefícios propostos de certos produtos contendo retinol, que ao ser aplicado topicamente na fisiologia cutânea, favorecendo a manutenção da eudermia (pele normal), além de atuar em queratinizações excessivas, deixando a pele lisa e macia, e conseqüentemente, com aparência mais jovem e saudável (1,2,5);

Considerando que o termo Vitamina A é utilizado para referir-se ao retinol, forma álcool desta vitamina e que, se houver uma função aldeído em lugar do álcool, no grupo polar terminal da molécula da Vitamina A, resulta o retinal, e caso haja um grupo carboxila, o ácido retinóico (3,4);

Considerando que os retinóides são instáveis, e que a forma Palmitato de retinila oferece vantagens, quanto à sua estabilidade química na formulação cosmética, podendo penetrar na pele e exercendo os efeitos mencionados no item 1, ou seja, contribuindo para que a pele tenha aparência lisa e macia (1,5,6);

Considerando que o relatório final sobre a segurança de uso do Retinol e Palmitato de Retinila publicado no Cosmetic Ingredient Review (7), em especial quanto ao uso em cosméticos, menciona que baseado em estudos clínicos e em animais de experimentação, o Palmitato de retinila e o Retinol são seguros como ingredientes cosméticos nas concentrações normalmente empregadas (0,1 a 1,0 %);

Considerando que o referido relatório menciona ainda que, os dados disponíveis no Food and Drug Administration (FDA) indicam que a maioria dos produtos comercializados utilizam Retinol em concentrações inferiores a 0,1%;

Considerando que 1 UI de vitamina A corresponde a 0,3 µg de Retinol ou 0,55 µg de Palmitato de retinila (8);

Considerando que um dos derivados da vitamina A, o retinaldeído, vem sendo comercializado na Europa há cerca de 6 anos;

Considerando que parte da ação biológica do retinol e do retinaldeído na pele está vinculada ao metabolismo oxidativo destas substâncias para formar o ácido retinóico (5, 9).;

Considerando que a concentração de ácido retinóico na pele, formada a partir da aplicação tópica do retinol e do retinaldeído, é consideravelmente menor do que aquela formada após a aplicação de preparações tópicas contendo ácido retinóico nas mesmas concentrações (11);

Considerando que, a absorção percutânea do ácido retinóico, quando utilizado em cremes a 0,05%, tem sido considerada baixa (aproximadamente 2%)(11);

Considerando que, de acordo com observações clínicas, a aplicação tópica de retinol ou retinaldeído é bem tolerada quando comparada com a do ácido retinóico, pois este último tem manifestado potencial irritante nas mesmas concentrações;

Considerando que o Retinaldeído, quando usado topicamente a 0,05%, tem apresentado eficácia e boa tolerância cutânea (10);

Considerando o exposto, a CATEC recomenda e a Gerência-Geral de Cosméticos determina:

1) Que a Vitamina A, nas suas formas Retinol e Palmitato de retinila, seja
usada em preparações cosméticas na concentração máxima de 10.000 UI de vitamina A/g de produto acabado, especificando o teor de substância ativa da matéria-prima utilizada na formulação.

2) Que a Vitamina A, na sua forma Retinaldeído, seja usada em produtos cosméticos na concentração máxima de 0,05%, condicionada à comprovação de sua estabilidade química no produto acabado.

3) Para fins de registro, os produtos contendo retinóides na formulação são
classificados como grau de risco II.

Referências bibliográficas:

1) IDSON, B. Vitamins and the skin . Cosmetics & Toiletries, v. 108, n. 2, p. 79-94, 1993.

2) MAIA CAMPOS, P. M. B.G.; RICCI, G.; SEMPRINI, M.; LOPES, R.A. Histopathological, morphometric and stereological studies of dermocosmetic skin formulations containing vitamin A and / or glycolic acid . Journal of Cosmetic Science, v. 50,n. 3, p. 159-70, 1999.

3) HERMITTE, R. Aged skin, retinoids and alpha hydroxy acids. Cosmetics & Toiletries, v. 107, n. 7, p. 63-67, 1992.

4) ORFANOS, C.E. Current use and future potential role of retinoids in dermatology . Drugs,. v. 53, n. 3, p. 358-388, 1997.

5) COUNTS, D.F.; SKREKO, F.F.; McBEE, J.; WICH, A.G. The effect of retinyl palmitate on skin composition and morphometry. Journal of the Society of Cosmetic Chemicals, v. 39, n. 4, p. 235-40, 1988.

6) LEONARDI, G.R.; MAIA CAMPOS, P.M.B.G.Influence of glycolic acid as a component of a different formulations on skin penetration by vitamin A palmitate. Journal of Cosmetic Science, v. 49, n. 1, p.23-32, 1998.

7) COSMETIC INGREDIENT REVIEW - CIR - Compendium 2000. New York: The Cosmetics Toiletry and Fragance Association, p. 98 , 2000.

8) STROHECKER, R.; HENNING, H.M. Análisis de Vitaminas: Métodos
Comprobados. Madrid, Verlag Chemie, GmbH, 1967.
9) SORG. Metabolism of topical retinaldehyde. Dermatology, v.199, suppl1, p.13-17, 1999.

10) SAWRAT et al. Topical retinaldehyde on human skin: biologic effects and tolerance. J Invest. Dermatol, v.103, p.770-774, 1994.

11) LATRIANO, L.; TLIMAS, G.; WONG, F.; WILLS, R.J. The percutaneous absorption of topically applied tretinoin and its effects on endogenous concentrations of tretinoin and its metabolites after single doses or long term use. Journal of the American Academy of Dermatology, v.36, p.537-46, 1997.

 
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