Brasília,
29 de julho de 2002 - 17h20
Acessibilidade do site Anvisa Adequação
do site para Portadores de Deficiência Visual
Em
maio de 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
iniciou o projeto de adaptação do site Anvisa para
uso de deficientes visuais.
Os
deficientes visuais não têm tanta facilidade para
acessar páginas da internet. Eles precisam de um software
leitor de telas que leia, por meio de sintetizadores de voz, o
que está escrito no monitor. Para que esses programas funcionem
de maneira eficaz é necessário que algumas regras
de construção estejam aplicadas às páginas
de um site. O "Projeto Acessibilidade da Anvisa" aplicou
essas regras nas páginas do site e os redatores e webdesigners
têm o trabalho de manter novas páginas também
acessíveis.
Participação
em lista de discussão de deficientes visuais, pesquisa
sobre legislação que trate de acessibilidade e levantamento
de contatos profissionais para auxiliar na coleta de informações
foram algumas ações que fizeram parte do Projeto,
que teve a duração de 3 meses. Após esse
período, quando todas as páginas já haviam
sido adaptadas, o site Anvisa foi submetido à avaliação
de acessibilidade por uma empresa que fabrica um software leitor
de telas. Essa avaliação permitiu o uso do selo
de acessibilidade na página inicial do site. Outra avaliação
foi feita por parte da Prefeitura de São Paulo que também
desenvolve projetos nessa área. Além disso, foi
solicitado que alguns deficientes visuais navegassem no site para
fazerem críticas e sugestões. Houve, também,
testes do site Anvisa em alguns softwares leitores de tela como
o Virtual Vision, desenvolvido pela empresa Micropower, o DOSVOX,
desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e o
Home Page Reader, da IBM.
O
objetivo do Projeto foi melhorar a acessibilidade das informações
pela internet e tornar as ações da Anvisa mais transparentes
para toda a sociedade.
Conheça as regras para criação de páginas
acessíveis:
1.
Evitar a utilização de frames nas páginas:
os frames não são proibidos, porém dificultam
a navegação dos deficientes visuais na internet,
porque ao carregar a página, o primeiro frame é
focado e, ao navegar com a tecla TAB, o foco nos links permanece
circulando dentro do mesmo frame. Pressionando CTRL + TAB o usuário
consegue passar para o próximo frame e continuar a navegação,
contudo ele não tem como saber que há outros frames
na página a não ser que você coloque um aviso
no primeiro frame indicando que há outros frames na página
e que pressionando CTRL + TAB o usuário pode navegar por
eles.
2.
Colocar uma descrição para cada imagem no "ALT"
das mesmas: o leitor de telas lê essa descrição.
Isso ajuda a transmitir uma boa noção do conteúdo
gráfico nas páginas.
3.
Colocar um "link" em todas as imagens da página:
o Windows só dá foco através do TAB, em imagens
que possuam "hyperlinks". Esse link pode apontar para
a própria página. Ele só tem que estar presente
na imagem para que o usuário consiga focá-la e,
através da descrição colocada no "ALT",
saber do que se trata.
4.
Não utilizar o recurso "IMAGE MAP", ou seja,
uma única imagem com um mapeamento para diversos links:
o leitor de telas não consegue ler o ALT dos links de um
"IMAGE MAP".
5.
Evitar o uso de "applets java": os applets java não
são proibidos, porém, para serem acessíveis,
precisam ser construídos de uma forma especial:
5.1. Precisam conter no canto superior esquerdo da janela do applet
um aviso (este aviso pode ser invisível ao usuário
comum) indicando que o usuário está dentro do applet
e dizendo o que este applet faz e como operá-lo.
5.2. Ao lado de cada campo do applet, colocar um label invisível
com a descrição do campo.
FONTE: Site da Micropower
A
Anvisa está à disposição para apoio
e esclarecimentos adicionais sobre a adaptação do
site para portadores de deficiência visual.