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Anvisa Divulga - Informes em Saúde


Brasília, 10 de maio de 2002 - 16h50
Similar paraguaio do Viagra tem venda suspensa pela Anvisa

Uma cópia do Viagra teve sua apreensão determinada pela Anvisa, conforme Resolução - RE nº 766, de 6 de maio de 2002. Trata-se do comprimido Pramil 50 mg, que tem o mesmo princípio ativo do Viagra, o Sildenafil, e é produzido pelo laboratório paraguaio Novophar.

O medicamento para tratamento de impotência não tem registro na Anvisa e
estava sendo comercializado em farmácias brasileiras, oferecendo risco à
saúde dos consumidores. Todos os lotes do produto estão proibidos até que
a empresa regularize sua situação na Agência.

O primeiro caso foi descoberto pela Polícia Civil de Catalão (GO), que
encontrou o medicamento em uma das farmácias da cidade e já prendeu os
envolvidos. Em Ponta Porã (MS), os policiais apreenderam 510 caixas do
Pramil em um ônibus que partia para Campo Grande. O contrabandista
confirmou que a carga seria entregue nas farmácias daquela cidade.

Detergentes - A Agência também determinou a apreensão de todos os produtos fabricados pela Dryer Chemicals Indústria e Comércio Ltda, localizada em Petrópolis (RJ), por meio da Resolução - RE nº 764, de 6 de maio de 2002. Os sabões, detergentes e amaciantes de roupa fabricados pela empresa não têm registro na Anvisa. A própria indústria não possui autorização de funcionamento.

Como o produto não tem registro, não há como comprovar a sua eficácia e
segurança. A Anvisa não recomenda o uso desses materiais de limpeza para o consumidor que os tiver em casa. Os revendedores também não poderão comercializá-los e deverão retirá-los da prateleira imediatamente.

Nuplam - Toda a linha de produção de medicamentos na forma de cápsula do Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam), do Rio Grande do Norte, produzidos desde março de 2001 também tiveram comercialização e uso suspensos pela Resolução - RE nº 767, de 6 de maio de 2002. A medida foi tomada devido a irregularidades apontadas por um paciente que constatou que algumas cápsulas não continham a quantidade ideal de medicamento ou estavam vazias.

Depois de inspecionada, técnicos detectaram problemas na máquina que põe o conteúdo do comprimido nas cápsulas. A fábrica foi interditada em abril e voltou às atividades no final do mesmo mês, depois de corrigir a
irregularidade. Estão suspensos os antibióticos Isoniazida + Rifampicina,
Tetraciclina e Rifampicina.

Os pacientes que utilizam esses medicamentos devem procurar a secretaria
de saúde do seu estado, que fará os procedimentos de verificação e, se for
o caso, de substituição. Essas secretarias deverão informar à Anvisa sobre
o surgimento de novos casos de cápsulas irregulares do mesmo laboratório.

Agulha - Outros produtos irregulares proibidos são as agulhas para injeção, produzidos pela Fábrica de Agulhas Hipodérmicas Delta, localizada na capital fluminense. A irregularidade foi descoberta pela Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro e os produtos foram retirados do mercado conforme a Resolução - RE nº 765, de 6 de maio de 2002.

As agulhas não têm registro e a fábrica não tem autorização de funcionamento da Anvisa. Todos os produtos citados estão sujeitos à mesma legislação. Em caso de descumprimento das determinações da Agência, os infratores receberão desde notificação até multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão, conforme o porte da empresa, gravidade da infração cometida e reincidência.

As informações são da Agência Saúde
Assessoria de Imprensa da Anvisa
E-mail: imprensa@anvisa.gov.br

 
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