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Anvisa Divulga - Notícias da Anvisa: Diário e Mensal
Brasília, 19 de outubro de 2001 - 20h45
Vigilância Sanitária em Portos, Aeroportos e Fronteiras - Nota Técnica 2 sobre Antraz

A Anvisa, por meio da Gerência-Geral de Portos, Aeroportos e Fronteiras, elaborou Nota Técnica n°2 sobre Antraz.

Nota Técnica GGPAF/002/2001

Assunto: Procedimentos de limpeza e desinfecção em eventos relacionados a casos suspeitos de ANTRAZ


Em função de novas orientações técnicas do CENEPI/FUNASA quanto ao emprego de soluções desinfetantes à base de hipoclorito de sódio em superfícies suspeitas de contaminação por B anthracis, deverá ser alterada a concentração desinfetante de hipoclorito de sódio indicada na Nota Técnica GGPAF/001/2001, de 18 de outubro de 2001, ou seja, de 5% para 1%.

Recomenda-se como preparo da solução desinfetante de hipoclorito de sódio a 1% ( base aquosa ):

  • Concentração recomendada: 10.000 ppm (mg/l) de cloro ativo;
  • Preparo da solução (volume de 10 litros): colocar 1000 ml de uma solução de hipoclorito de sódio a 10 % ( comercial ) e complementar com água para o volume indicado.

Em caso de suspeita de contaminação residual de superfícies por B anthracis, proceder o tratamento da área suspeita com soluções desinfetantes recomendadas na Nota Técnica GGPAF/001/2001, de 18 de outubro de 2001.

Determina-se que, quando do emprego das soluções supracitadas, sejam observados os seguintes tempos de contato necessários à ação da solução desinfetante:

  • Solução a base de glutaraldeído: 6 ( seis ) horas de contato com a área a ser tratada;
  • Solução a base de hipoclorito de sódio: 30 (trinta ) minutos de contato com a área a ser tratada;
  • Solução a base de paraformaldeído: 30 (trinta ) minutos de contato com a área a ser tratada.

Os meios de transportes suspeitos de contaminação residual por B. anthracis, após o tratamento da área com uma das soluções desinfetantes supra citadas, deverão ser desinterditados logo após o término do prazo necessário à descontaminação da área suspeita, mesmo sem o resultado laboratorial conclusivo referente à pesquisa de B. anthracis.

Porões de aeronaves:

Em caso de materiais expostos ou não e de superfícies suspeitos de contaminação por B anthracis, em porões de aeronaves, proceder:

  • Em conformidade com o disposto na Nota Técnica GGPAF/001/2001, de 18 de outubro de 2001, quanto ao acesso das autoridades fiscais envolvidas, interdição e isolamento de áreas suspeitas, recolhimento e coleta de material suspeito e utilização de EPI;
  • Acondicionamento e segregação em área do aeroporto exclusiva, da bagagem exposta ao material suspeito. Recomenda-se como material de acondicionamento: sacos plásticos duplos.

Tratamento de toda a superfície do porão com umas das soluções desinfetantes indicadas,. O porão da aeronave deverá ser desinterditado logo após o término do tempo necessário a ação do produto desinfetante.

 

 
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