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O
Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira,
22 de outubro, as novas imagens de advertência que
deverão ser impressas nas embalagens de cigarro,
com base em resolução da Anvisa, que será
publicada na sexta-feira, 24 de outubro.
As novas ilustrações, entre as quais a de
um homem com as pernas amputadas, são bem mais
impactantes e estarão acompanhadas de frases
com alertas sobre os danos do tabagismo à saúde
dos fumantes e até das crianças. O objetivo
da medida é reduzir o consumo de tabaco, responsável
por 200 mil mortes por ano no Brasil.
Entre
as novas ilustrações, as embalagens também
mostrarão uma boca e um pulmão tomados pelo
câncer, um feto abortado, uma perna necrosada, além
de rato e baratas mortos por arsênico e naftalina,
substâncias presentes no cigarro. A resolução
obriga que todas as imagens tenham o fundo de cor preta.
A
indústria tabagista tem prazo de nove meses para
cumprir as determinações. Após esse
período, fica terminantemente proibida a comercialização
de cigarros, cujas embalagens estejam em desacordo com
a resolução.
Além
das ilustrações, as embalagens deverão
trazer o seguinte alerta: "Este produto contém
mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina
que causa dependência física ou psíquica.
Não existem níveis seguros para consumo
dessas substâncias". Fica proibida a divulgação
de níveis de nicotina, alcatrão e monóxido
de carbono em associação ao nome de marca
do produto.
As
embalagens também deverão conter o aviso:
"Venda proibida a menores de 18 anos - Lei
8.069/1990 e Lei
10.702/2003". Ficam proibidas frases como
"Somente para adultos" e "Produto
para maiores de 18 anos". Outra determinação
é que as embalagens tragam o número do serviço
Disque Pare de Fumar (0800 703 7033) em forma mais ampliada,
facilitando sua visualização.
A
resolução atinge também as peças
publicitárias de cigarro. Estritas ao interior
dos locais de venda, elas deverão trazer as mesmas
ilustrações e o alerta: "Este produto
contém mais de 4.700 substâncias tóxicas,
e nicotina que causa dependência física ou
psíquica. Não existem níveis seguros
para consumo dessas substâncias".
Essas
alterações são fundamentais pelo
fato de haver outras informações sobre os
males do tabagismo que os fumantes e a população
em geral precisam conhecer. Também porque é
necessário estar sempre renovando, já que
com o tempo esse tipo de medida vai perdendo impacto.
Além
disso, segundo pesquisa realizada pelo Disque Pare de
Fumar, 79% dos 89.305 entrevistados disseram que as fotos
de advertência deveriam ser mais impactantes que
as atuais. Oitenta por cento dos consultados eram fumantes.
As novas ilustrações foram selecionadas
a partir de uma outra pesquisa, que entrevistou em São
Paulo e Porto Alegre 72 jovens, entre 15 e 19 anos, das
classes A, B e C, fumantes e não fumantes.
A
obrigatoriedade de as embalagens trazerem imagens de advertência
entrou em vigor em fevereiro de 2002. Em abril daquele
ano uma pesquisa do Instituto Datafolha, que envolveu
2.216 participantes com mais de 18 anos em 126 municípios,
apresentou os seguintes resultados:
- Setenta
e seis por cento dos entrevistados apoiaram a obrigatoriedade
das imagens. O apoio ao uso das imagens foi ligeiramente
maior entre os não fumantes (77%) do que no grupo
dos fumantes (73%). Entre os que tinham curso superior
ou ensino médio, o apoio a essa medida atingiu
83%. É praticamente o mesmo índice encontrado
na chamada "geração saúde",
o público que tem de 18 a 24 anos. Nessa faixa,
82% apoiaram a medida;
-
Cinqüenta e quatro por cento dos fumantes entrevistados
mudaram de idéia sobre as conseqüências
causadas pelo tabagismo na saúde após
ver as imagens;
- Sessenta
e sete por cento dos fumantes disseram ter sentido vontade
de deixar de fumar ao ver as imagens;
-
Entre os que têm renda de até cinco salários
mínimos (R$ 1.000,00), 73% disseram ter sentido
vontade de parar de fumar quando viram os novos maços.
No grupo dos que cursaram até o 1º grau,
essa taxa foi de 72%. Esse índice também
é alto entre os mais jovens: 73% dos que tinham
entre 25 e 34 anos disseram ter pensado em largar o
cigarro ao ver as imagens de alerta. Na faixa de 18
a 24 anos, esse percentual foi quase o mesmo - 2%;
-
Segundo 70% dos entrevistados, as imagens das advertências
são muito eficientes para evitar a iniciação.
Cinqüenta e seis por cento disseram acreditar que
o método é muito eficaz para fazer o fumante
deixar o cigarro. Já 30% acreditam que a imagem
tem pouca eficácia no controle do tabagismo.
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Vejas
as novas imagens:










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