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Brasília, 10 de maio de 2004 - 17h35
Quantidade de agrotóxicos em alimentos é menor que em 2002

Os resultados do segundo ano do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, desenvolvido em 2003, foram concluídos e apontam dados positivos para o consumidor. Dos nove alimentos analisados – alface, banana, batata, cenoura, laranja, maçã, mamão, morango e tomate – sete obtiveram melhoria significativa, sendo que o maior avanço foi constatado com o tomate, que não apresentou contaminação. Em 2002, o índice foi de 26,1%. Já a cenoura não apresentou irregularidades no ano passado, assim como em 2002. A pesquisa foi realizada pela Anvisa, em parceria com vigilâncias sanitárias estaduais e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

A redução só não ocorreu com o mamão e o morango. No mamão houve aumento de 19,50% para 37,66%, e, no caso do morango, o aumento foi de 46% para 54,44%. O gerente-geral de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, explica que na cultura do morango, em que se observou aumento de resíduos, será realizado um trabalho de informação e esclarecimento para os setores da agricultura, de forma a evitar futuras irregularidades.

A análise feita permite detectar a presença de resíduos de agrotóxicos acima do limite máximo permitido e a utilização de agrotóxicos não autorizados para determinada cultura. Das 1.369 amostras, apenas 12,24% apresentaram irregularidades, sendo que 89% das ocorrências dizem respeito ao uso de agrotóxicos não permitidos.

Meirelles destaca que a Agência está preocupada em relação a estes produtos, que apresentam resíduos de agrotóxicos acima do permitido ou que não possuem autorização para a cultura em que foi encontrado. Ele lembra que a Anvisa atua junto a outros órgãos, na definição de estratégias para realização de estudos de resíduos nas culturas que apresentam poucas opções de agrotóxicos, visando permitir ao governo uma base técnica para tomada de decisões, bem como atender ao setor agrícola com produtos eficientes para o controle das pragas e doenças, sem afetar a saúde da população.

O levantamento mostra, ainda, que houve queda no número de irregularidades em relação a 2002, quando o índice foi de 18,27%. Atualmente, participam do Programa os estados de Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A partir desse ano, Acre, Goiás, Santa Catarina e Tocantins também farão parte do projeto.

A análise de alimentos coletados é feita pelos laboratórios Instituto Octavio Magalhães, da Fundação Ezequiel Dias, pelo Instituto Adolfo Lutz, Laboratório de Toxicologia do Instituto Tecnológico de Pernambuco e pelo Laboratório Central do Estado do Paraná, coordenados pelo laboratório de referência do INCQS. De acordo com Meirelles, os quatro estabelecimentos passaram por programas interlaboratoriais de qualidade. “Confiamos plenamente nos resultados obtidos”, assegura.

Resultados dos alimentos analisados em 2003:

Cultura
Irregulares/2002
Irregulares/2003
Alface
8,6%
6,67%
Banana
6,5%
2,22%
Batata
22,2%
8,64%
Cenoura
0%
0%
Laranja
1,4%
0%
Maçã
4%
3,66%
Mamão
19,5%
37,36%
Morango
46%
54,44%
Tomate
26,1%
0%


As informações são da Agência Saúde
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Telefones: (61) 448-1022/448-1299
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