| Brasília,
14 de maio de 2004 - 17h50
Alerta sobre mensagem de antigripal na internet
Uma
mensagem difundida via e-mail tem causado confusão
entre consumidores e levantado falso alarde sobre os medicamentos
à base do princípio ativo Fenilpropanolamina,
substância usada principalmente em antigripais. Tem
circulado na internet um texto assinado por um médico
de São Paulo alertando para a determinação
da Anvisa de proibir a fabricação, distribuição
e venda desses medicamentos.
A Agência informa que a Fenilpropanolamina está
proibida desde novembro de 2000, por meio da Resolução
- RDC nº 96, de 8 de novembro de 2000. Não
há motivo para alarde e preocupação
uma vez que a Anvisa já tomou todas as providências
necessárias e a substância não faz mais
parte do mercado farmacêutico brasileiro.
A determinação suspende, como medida de segurança
sanitária, a fabricação, distribuição,
comercialização dos medicamentos que contenham
em sua fórmula, isolada ou associada, a substância
Fenilpropanolamina e seus sais.
A mensagem lista uma série de medicamentos, como
Naldecon, Bernadryl e Descon, amplamente utilizados pela
população, inclusive por crianças.
O e-mail também menciona o risco de morte por aqueles
que estão usando a referida medicação.
A Agência destaca que a divulgação de
informações desse tipo deve ser cuidadosa
e precisa para evitar preocupação desnecessária
por parte da população.
Na época, os fabricantes tiveram 30 dias para recolher
os medicamentos que continham a substância. Os laboratórios
que optaram por manter a marca comercial de seus produtos
foram obrigados a modificar a fórmula e, portanto,
retiraram a substância dos medicamentos em questão.
A Fenilpropanolamina que foi associada a reações
adversas nos Estados Unidos, como derrame cerebral, não
existe mais no Brasil há 3 anos e meio.
Esta medida se fundamentou na ocorrência
de graves efeitos colaterais relatados pela Agência
Reguladora de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos
(Food and Drugs Administration - FDA), a partir
de estudo realizado na Yale University School of Medicine,
intitulado “Fenilpropanolamina e o risco de acidente
vascular cerebral hemorrágico”. Demostrou também
que a Fenilpropanolamina incrementa o risco de derrame vascular
cerebral hemorrágico: sangramento dentro ou em volta
do cérebro, principalmente em mulheres. Embora o
risco fosse muito baixo, o FDA recomendou a não utilização
de qualquer produto contendo a substância.
Alguns dos medicamentos que tiveram sua fórmula modificada
são:
-
benadryl dia e noite® (warner-lambert)
- contac®
(smithkline beecham)
-
naldecon® (bristol-myers)
-
acolde® (pharmakron)
-
rinarin expectorante® (farmasa)
-
deltap® (instituto terapêutico delta)
-
desfenil® (sankyo)
-
cloridrato de fenilpropanolamina® (neoquímica)
- naldex®
(neoquímica)
-
nasaliv® (união química)
-
decongex plus® (aché)
-
sinutab® (aché)
-
sanagripe® (jarrel)
-
descon® (aventis)
-
descon ap® (aventis)
-
descon expectorante® (aventis)
-
dimetapp® (wyeth-whitehall)
-
dimetapp expectorante® (wyeth-whitehall)
-
ornatrol espansule® (enila)
-
rhinex ap® (monsanto)
-
cheracol plus® (pharmacia upjohn)
-
contilen® (nature’s plus).
Estas
e outras informações estão acessíveis
no alerta
sobre a fenilpropanolamina.
As
informações são da Agência Saúde
Assessoria de Imprensa da Anvisa
E-mail: imprensa@anvisa.gov.br
Telefones: (61) 448-1022/448-1299
Fax.: (61) 448-1252
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