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Anvisa Divulga - Notícias da Anvisa: Diário e Mensal

Brasília, 4 de fevereiro de 2005 - 11h
Vacinas previnem doenças nas férias

Certas regiões do País exigem dose contra a febre amarela. Para quem vai ao exterior, recomenda-se vacinação contra sarampo

Reserva do hotel, cálculo das despesas e compra com bastante antecedência das passagens são os principais motivos de preocupação para os que se programam para viajar nas férias ou no Carnaval. Quem escolhe alguns roteiros no Brasil e no exterior precisa pensar em mais um detalhe: checar se o cartão de vacinas está em dia, principalmente nas doses contra sarampo e febre amarela.

Os brasileiros com viagem marcada para o exterior têm de tomar a vacina contra o vírus do sarampo. O controle da doença existe no Brasil há mais de trinta anos e desde 2000 não há transmissão autóctone em nosso território. Todos os quatro casos de sarampo confirmados neste período foram importados de países que não adotam uma política intensiva de controle como o Brasil e as demais nações das Américas. Países como Japão, Alemanha e Itália não contam com a mesma política de controle do sarampo, o que aumenta o risco de contrair a doença nesses lugares. “Em 1997, o Brasil sofreu uma epidemia de sarampo provocada pela vinda de pessoas contaminadas da Europa”, recorda o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Expedito Luna.

Todas as pessoas podem se vacinar contra sarampo e febre amarela, em qualquer posto de saúde do País ou em todos os postos da Anvisa nos aeroportos. A vacina contra o sarampo atualmente administrada é a dupla ou tríplice viral, que também protege contra a rubéola e a caxumba. As únicas contra-indicações a esta vacina são alergia grave a ovo de galinha, gravidez e uso prévio de gamaglobulina nos três meses anteriores à data da vacinação.

Expedito Luna assinala que os brasileiros que receberam a vacina contra sarampo podem viajar tranqüilos para os países de alto risco de transmissão. “O Brasil tem a obrigação de fiscalizar o turismo interno para garantir o controle de doenças, mas não existem mecanismos para obrigar a vacinação”, afirma Expedito. Ele ressalta que as ações de imunização e controle de doenças infecciosas resultam de um forte trabalho de conscientização da população.

O sarampo já foi um dos principais fatores da mortalidade infantil antes do primeiro ano de vida no Brasil. Hoje, como resultado da política de vigilância e controle adotada nos últimos seis anos, não há registro de transmissão de casos da doença dentro do País. Este controle é realizado com a vacinação de crianças e adultos suscetíveis à doença. O programa de imunização brasileiro é considerado como referência para o mundo inteiro.

As pessoas infectadas pelo vírus do sarampo apresentam, em geral, febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, acompanhadas de manchas vermelhas na pele. O sarampo é transmitido pelo vírus morbillivírus, por meio de gotículas de secreção respiratória. O vírus também consegue disseminar a doença pelo ar. Confirma-se o diagnóstico do sarampo por meio de exame de sangue, realizado por todos os laboratórios centrais (Lacen), localizados nos estados.

O tratamento é sintomático e dirigido à prevenção das complicações. Na presença de qualquer um dos sintomas citados, deve-se imediatamente procurar um serviço de saúde, que tomará as providências para o esclarecimento do diagnóstico e adotará as medidas cabíveis.

Mosquito A febre amarela ataca com mais freqüência pessoas que praticam o turismo rural. A transmissão acontece por meio da picada de mosquito. Trilhas no mato, visitas a cachoeiras e viagens de barco pela região Amazônica são os passeios que oferecem maior perigo de contaminação. “Na região Amazônica também existe o risco da transmissão da malária”, lembra Expedito Luna. “Como não há vacina contra a doença, o ministério alerta para o uso de roupas de manga comprida e repelente como forma de prevenção nessa área", acrescenta.

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada pelo vírus amarílico. Ataca o fígado e os rins e pode levar à morte. Existem dois tipos diferentes de febre amarela: a urbana e a silvestre. A principal diferença é que nas cidades, o transmissor da doença é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue.

Nas matas, a febre amarela ocorre em macacos e os principais transmissores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os insetos picam preferencialmente esses primatas. Os mosquitos transmissores vivem também nas vegetações à beira dos rios. Primeiro picam o macaco doente e depois o homem. “É importante ressaltar que a febre amarela silvestre só atinge humanos ocasionalmente. São os macacos os principais hospedeiros”, destaca Expedito Luna. “Os mosquitos transmissores picam os homens que invadem o habitat dos macacos”, explica.

O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942, no Acre. Já a forma silvestre da doença provoca surtos localizados anualmente. A maior incidência da febre amarela acontece de janeiro a abril, no período das chuvas. Nessa época, a quantidade do mosquito transmissor aumenta.

As Informações são da Agência Saúde
Assessoria de Imprensa da Anvisa
 
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