| Brasília,
6 de abril de 2005
- 19h10
Especialistas criticam
propagandas de medicamentos
| O significado
dos medicamentos nos dias atuais foi alvo de debates
entre os especialistas que se encontram em Brasília
para o Seminário Internacional de Propaganda
de Medicamentos. A conclusão é que boa
parte dos medicamentos estão sendo consumidos
como “pílulas de saúde”
e não como substâncias feitas para corrigir
problemas. Para o representante do Ministério
da Saúde, Norberto Reich, a propaganda de medicamentos
vende os seus produtos como soluções
rápidas para problemas que ainda estão
por vir. Um exemplo é o fato de que o Brasil
é um dos maiores consumidores de polivitamínicos
do |

Programação
(PDF)
Transmissão online
Termo de Referência (PDF)
Outras notícias
sobre o evento
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mundo e em nenhum momento a publicidade diz que a boa
alimentação e a atividade física
são até mais importantes que a ingestão
de vitaminas industrializadas. |
O representante da organização não-governamental
australiana Healthy Skepticism, Peter Mansfield, apresentou
o trabalho feito com médicos do seu país para
não torná-los vulneráveis às
estratégias de marketing. Peter afirma que a maior
parte dos médicos se considera fora do alcance do
marketing das empresas. Ele manifesta, entretanto, preocupação.
“Qualquer um, mesmo muito inteligente, pode cometer
erros se for abastecido com informações erradas”,
disse Peter se referindo ao material que os profissionais
de saúde recebem diariamente das indústrias.
A venda de medicamentos pela internet também preocupa
os especialistas da área. De acordo com a diretora
de farmácia da Universidade de São Paulo (USP),
Terezinha de Jesus Andreoli, é muito clara a mudança
de foco da propaganda, que passou a tratar os medicamentos
como mercadorias de promoção do bem-estar.
Segundo Terezinha, essa imagem está sendo reforçada
pelos sites que oferecem medicamentos sem nenhum tipo de
burocracia. A representante do Departamento de Proteção
e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça,
Patrícia Galdino, lembra que o Código de Defesa
do Consumidor já protege a população
da publicidade de produtos que possam trazer qualquer perigo
à saúde. No Brasil os medicamentos são
o principal motivo de intoxicações. Um dos
motivos é a crença das pessoas de que este
tipo de produto não faz mal.
O representante do Ministério Público do
Distrito Federal, Diaulas Ribeiro, defende um trabalho centrado
na contrapublicidade, educação e cultura.
Para o promotor, a liberdade da internet torna o trabalho
de fiscalização e fechamento de sites uma
tarefa muito difícil. Ele considera a mudança
de comportamento do público uma alternativa melhor.
O Seminário Internacional de Propaganda de Medicamentos,
que está sendo realizado no Carlton Hotel, termina
nesta quinta-feira.
Outras
notícias sobre o evento:
Seminário de Propaganda é
transmitido online
Legislação
e controle são temas do Seminário de Propaganda
Especialistas
Internacionais abrem Seminário de Propaganda
Propaganda
de medicamento será analisada durante encontro internacional
Encontro internacional
discute propaganda de medicamentos
As
Informações são da Assessoria de Imprensa
da Anvisa
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