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Anvisa Divulga - Notícias da Anvisa: Diário e Mensal

Brasília, 6 de outubro de 2005 - 16h30
Anvisa divulga dados sobre resíduos de agrotóxicos em alimentos

A Anvisa divulgou, nesta quinta-feira (06/10), em Recife (PE), os novos resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). O acompanhamento feito ao longo dos três últimos anos mostra que houve uma melhora no controle da aplicação de agrotóxicos nas culturas analisadas.

Mesmo assim, ainda é possível reduzir a presença de agrotóxicos nos alimentos oferecidos ao consumidor. É o caso da alface que apresentou um aumento nos níveis de ingredientes tóxicos e do morango, que mesmo tendo reduções, ainda possui um índice alto de contaminação.

Para o diretor da Anvisa Cláudio Maierovitch, a questão dos agrotóxicos é extremamente delicada, pois significa trabalhar com riscos que podem se acumular ao longo do tempo e causar problemas que não são imediatos e nem sempre são visíveis.

Resultados

Os alimentos analisados pelo PARA foram coletados em supermercados, nos estados do Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins e no município de São Paulo.

Entre 2001 e 2004, foram analisadas 4001 amostras de alimentos in natura. Dessas amostras, 2032 apresentaram algum tipo de resíduo. Em alguns casos, as amostras acumulavam mais de um tipo de resíduo, totalizando a identificação de 3271 resíduos de agrotóxicos.

De todos os resíduos encontrados, 71,5% estavam regulares, de acordo com a legislação vigente. Dos 931 resíduos irregulares, 83,4% eram de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada. O restante das irregularidades, 16,6%, era de resíduos encontrados em níveis acima do permitido pela legislação.

Nos últimos três anos, Anvisa vem monitorando os níveis de agrotóxicos presentes em nove tipos de alimentos consumidos diariamente pela população brasileira. O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) é uma análise detalhada do que chega à mesa dos brasileiros. Esse trabalho também aponta para os riscos aos quais o trabalhador rural pode ser exposto.

“O PARA é um programa inédito. Mesmo o Brasil sendo uma potência agrícola, até o surgimento da Anvisa não tínhamos um trabalho na área de monitoramento de agrotóxicos em alimentos de abrangência nacional”, destacou o gerente de Toxicologia da Agência, Luiz Cláudio Meirelles.

Histórico

A preocupação com a presença de agrotóxicos nos alimentos é tão antiga quanto a introdução destes químicos no controle de pragas e doenças que afetam a produção agrícola. Entretanto, somente em anos mais recentes, o avanço do conhecimento científico, aliado ao desenvolvimento tecnológico na área laboratorial, permitiu, no âmbito das diferentes esferas de governo, a estruturação de serviços para verificação da qualidade do alimento em relação à presença de agrotóxicos.

Até a criação do PARA, o monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos no Brasil foi constituído por esforços isolados de órgãos estaduais de saúde e agricultura e instituições de pesquisas. Com a criação da Anvisa, surgiu o primeiro projeto nacional de monitoração, transformado em programa em 2003.

O PARA conta com a participação dos centros de Vigilância Sanitária de 12 estados, da inspeção de alimentos do município de São Paulo, além dos laboratórios de resíduos de agrotóxicos do Instituto Adolfo Lutz – IAL/SP, Instituto Otávio Magalhães – IOM/FUNED/MG, Instituto Tecnológico de Pernambuco – ITEP/PE e ainda do Laboratório Central do Paraná – LACEN/PR, com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ/INCQS.

Confira os resultados do programa de monitoramento.

Informação: Assessoria de Imprensa da Anvisa

 
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