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Anvisa Divulga - Notícias da Anvisa: Diário e Mensal

Brasília, 14 de outubro de 2005 - 18h10
Ensino para o uso racional de medicamentos é tema de debates

A professora Lenita Wannmacher, da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, abriu, nesta sexta-feira (14/10), o I Congresso Brasileiro sobre Uso Racional de Medicamentos. Lenita relatou a experiência do Brasil na incorporação de metodologias de ensino que têm por objetivo formar profissionais de saúde mais comprometidos com o correto uso dos medicamentos.

O movimento de reflexão que antecedeu esse encontro, que está sendo realizado em Porto Alegre, começou em 2002, em Petrópolis, com o I Curso Nacional sobre Ensino de Uso Racional de Medicamentos, que reuniu médicos, farmacêuticos, professores, dentre outros participantes. A iniciativa motivou a organização, no âmbito regional, de novos cursos e resultou no treinamento de 418 profissionais em todo o país.

Os cursos, com uma carga horária de 64 horas, têm a duração de oito dias e contam com o apoio de instituições como a Anvisa, a Organização Pan-Americana da Saúde, universidades e hospitais universitários. “Este é um processo que está sendo construído no país em prol de maior racionalidade no uso dos medicamentos. É um processo longo, cujas estratégias de ação ainda estão sendo criadas”, afirma Lenita Wannmacher.

A pneumologista Thaís Helena Queluz, da Faculdade de Medicina de Botucatu, São Paulo, e o médico Alberto Farias Filho, da Universidade do Ceará, detalharam as atividades de seus respectivos estados na implantação e multiplicação dos cursos regionais sobre o ensino para o uso racional.

O Ceará inovou ao promover o I Curso Estadual sobre o Uso Racional de Novas Tecnologias em Saúde do SUS. Para Alberto Filho, o importante é que a metodologia empregada seja incorporada ao dia-a-dia dos profissionais. “O uso racional de medicamentos é responsabilidade de todo o cidadão”, completa.

Para a presidente do Congresso, Maria Beatriz Cardoso, é imprescindível a contínua avaliação dos treinamentos ministrados. “Não há uma única maneira de se implantar e difundir o ensino para o uso racional. Essa metodologia pode ser largamente expandida, mas devem ser respeitadas as diferenças e peculiaridades das diversas regiões brasileiras”, explica.

O pesquisador e professor da Universidade de Adelaide, da Austrália, Peter Mansfield, encerrou a primeira parte do encontro. Expôs uma série de ferramentas que podem contribuir para maior racionalidade no uso de medicamentos por usuários e prescritores. “Os três elementos mais importantes a serem incorporados pelos educadores nesta área são: conhecer a mensagem correta, repassá-la de forma adequada e fazer um bom uso dos recursos disponíveis”, destaca Peter Mansfield.

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Informação: Assessoria de Imprensa da Anvisa

 
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