| Brasília,
17 de maio de 2005
- 12h40
Anvisa
esclarece novas regras para funcionamento de farmácias
de manipulação
Entidades
representativas e sociedade civil podem participar da consulta
pública sobre novas regras para o funcionamento de
farmácias de manipulação. A nova proposta
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) tem objetivo de reformular a atual Resolução
da Diretoria Colegiada de número 33, de 2000 (RDC
33/00), para atualizar as ações desenvolvidas
pelo segmento.
“A idéia é atualizar as regras e diminuir
o risco sanitário inerente ao funcionamento das farmácias
de manipulação”, explica Victor Hugo
Travassos, diretor da Anvisa. Dentre as propostas sugeridas,
a definição de grupos de atividades para farmácias
de manipulação, autorizando sua atuação
conforme a capacidade do estabelecimento, irá garantir
maior segurança dos produtos ou medicamentos manipulados.
São sete grupos, que abrangem da manipulação
de simples pomadas ou cremes a medicamentos de uso controlado.
Segundo Victor Hugo, as farmácias devem ser entendidas
como um estabelecimento de saúde, “não
devemos continuar pensando que a farmácia é
um ponto comercial. É um posto avançado de
saúde, uma instância de recurso em que o paciente
vai buscar orientação e não apenas
um local de venda de medicamentos”, justifica. Também
de acordo com a determinação da agência,
as farmácias de manipulação não
poderão comercializar produtos em apresentação
e concentração equivalentes às fornecidas
pela indústria. “Como a manipulação
farmacêutica é uma ação personalizada,
as dosagens são adequadas ao peso e idade do paciente.
Por isso, as dosagens são, normalmente, diferentes
das de medicamentos que se destinam a intervalos de peso
e idade”.
Para a comercialização das farmácias,
no que diz respeito às franquias, as empresas franqueadoras
serão responsáveis pela segurança nos
padrões de qualidade dos produtos das franqueadas.
“A franquia também tem que garantir, além
do nome, a parte técnica e o conhecimento”,
aponta Travassos. Nesse caso, o franqueador terá
responsabilidade sobre o franqueado e a matéria-prima,
equipamentos, processos e embalagens devem ser iguais.
A Anvisa propõe, ainda, a proibição
de propaganda, publicidade ou promoção de
medicamentos manipulados para o público em geral
e para os prescritores. Não será permitida
a distribuição aos médicos de blocos
de receituário com qualquer tipo de identificação
de estabelecimentos farmacêuticos. Pela lei federal,
o médico não pode indicar farmácias.
“A farmácia também não poderá
fazer propaganda em materiais que anunciem a manipulação
de novas fórmulas que não tenham fundamento
científico. A decisão foi tomada para desestimular
a propagação de formulações
que muitas vezes não têm embasamento científico”,
ressalta.
Outra determinação é a de que o farmacêutico
deve orientar e fornecer aos pacientes que adquirirem medicamentos
de uso interno ou externo as seguintes informações:
nome, endereço, telefone e CNPJ da farmácia,
nome do farmacêutico e número de inscrição
no Conselho Regional de Farmácia, nome do paciente,
descrição da formulação do produto
manipulado, condições de conservação
e transporte, interações alimentares e medicamentosas,
efeitos adversos, via de administração, posologia,
modo de usar, duração do tratamento e outras
informações consideradas necessárias.
A agência estabelece, ainda, que as farmácias
garantam a todos os trabalhadores condições
técnicas e de organização do trabalho
que impliquem na promoção da saúde
e prevenção de acidentes relacionados ao ofício
de manipulador, adotando medidas preventivas, de acordo
com as características do estabelecimento e fatores
de risco nele existentes, cumprindo as Normas Regulamentares
sobre Segurança e Medicina do Trabalho (NR).
Disponível no portal da Anvisa na internet, desde
18 de abril, quando foi publicada no Diário Oficial
da União (DOU), a Consulta Pública vai durar
60 dias. Qualquer pessoa interessada em contribuir com a
construção da Resolução poderá
participar da Consulta. Basta acessar www.anvisa.gov.br
e clicar em consulta
pública.
As
Informações são da Assessoria de Imprensa
da Anvisa
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