| Brasília,
30 de agosto de 2005
- 16h50
Biossegurança
exige a prevenção de riscos
A
questão da biossegurança não
se limita mais ao controle dos trabalhos e pesquisas
com microorganismos, feitas em laboratórios.
Essa foi uma das conclusões apresentadas durante
o Seminário Internacional de Biossegurança
em Saúde, realizado em São Paulo.
De acordo com o pesquisador da Fundação
Oswaldo
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Cruz (Fiocruz), Silvio Valle, a maior preocupação
nos dias atuais é com a liberação
de produtos perigosos no meio-ambiente. Entre eles estão
os resíduos de serviços de saúde,
resíduos de indústrias químicas
e produtos transgênicos que ainda não foram
perfeitamente testados.
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A diretora do Programa de Infecções Hospitalares
do Centers for Disease Control and Prevention – órgão
norte-americano responsável pelo controle de doenças
– chamou a atenção para a necessidade
de se ter uma consciência exata das catástrofes
que podem surgir a partir de problemas de biossegurança.
Citou como exemplo o caso da SARS (Síndrome Aguda
Respiratória) na China e em Hong Kong, onde a falta
de controle adequado provocou o contágio de um grande
número de profissionais de saúde.
A gerente de Infra-estrutura em Serviços de Saúde
da Anvisa, Regina Barcellos, destacou a necessidade de tratar
corretamente o lixo gerado por instituições
como hospitais e laboratórios. “Muitas vezes
o risco não é imediato, nem é percebido
facilmente trazendo problemas futuros”, enfatizou.
Dados da Organização Mundial da Saúde
apontam, por exemplo, que nos acidentes com agulhas usadas
a chance de se contrair hepatite B é de 30%.
O risco sanitário nos serviços de saúde
não está associado somente ao lixo. Paulo
Starling, também da Fiocruz, ressaltou a relação
entre más condições de trabalho e a
redução dos critérios de biossegurança
no exercício cotidiano. Segundo ele, o assédio
ou violência moral no trabalho é um dos fatores
que podem elevar o risco de acidentes em serviços
de saúde.
O Seminário Internacional de Biossegurança
termina nesta terça-feira (30/08). O encontro reúne
pesquisadores e especialistas de diversas áreas como
pesquisa com transgênicos, controle de epidemias,
tratamento de resíduos perigosos e segurança
de laboratórios.
Veja também:
Brasil discute biossegurança
em saúde
Informação: Assessoria de Imprensa da
Anvisa
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