| Brasília,
3
de fevereiro de 2006 - 12h15
América
do Sul discute vigilância sanitária em fronteiras
A necessidade de fortalecer as ações e estratégias
de vigilância sanitária nas fronteiras foi
uma das principais conclusões dos representantes
de dez países da América do Sul, reunidos
em Salvador (BA), desde 1/2. Durante a I Reunião
Internacional sobre Estratégias para o Fortalecimento
Integrado da Vigilância Sanitária em Áreas
de Fronteiras, os participantes discutiram alternativas
para melhorar o diálogo entre as áreas responsáveis
por essa vigilância.
Segundo o gerente de Infra-estrutura, Meio de Transporte
e Controle de Vetores da Anvisa, Marcelo Felga, é
fundamental que exista uma cooperação ampla,
pois nas fronteiras o trânsito de pessoas e mercadorias
entre os países é intenso, o que aumenta o
risco sanitário. “Não adianta ter um
trabalho correto e bem-feito em um município, se
do outro lado da rua, onde fica a fronteira, não
são tomadas providências necessárias”.
Marcelo Felga ressalta, ainda, que muitos fatores que aumentam
o risco sanitário na fronteira não dependem
apenas da vigilância sanitária. É o
caso do tratamento de água e da coleta do lixo, que
podem aumentar o risco da entrada de produtos contaminados.
Outra situação que traz preocupação
são os meios de transportes inadequados, pois, além
de transportar pessoas, os veículos também
podem levar vetores indesejados como roedores e insetos.
Para o representante do Peru, Carlos Rodrigues, é
importante lembrar que já há boas soluções
propostas para melhorar a vigilância sanitária
nas cidades de fronteira, mas o desafio é conseguir
mobilizar recursos financeiros para isso. Ramón Perdomo,
da Venezuela, defende a necessidade dos responsáveis
pela fiscalização nas fronteiras conhecerem
as autoridades do outro lado para uma cooperação
mútua.
A Organização Mundial de Saúde aprovou,
em maio de 2005, o novo Regulamento Sanitário Internacional,
que define a necessidade de um trabalho conjunto dos países
para reduzir o risco de epidemias e a sua disseminação.
A reunião realizada pela Anvisa procura mobilizar
as autoridades sanitárias dos países da América
do Sul para essa discussão. O encontro termina nesta
sexta-feira (3/2).
Informação: Assessoria
de Imprensa da Anvisa
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