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Brasília,
8
de junho de 2006 - 17h45
Consumidor
atento dificulta pirataria
A magistratura
brasileira ainda não despertou para a importância
do tema Pirataria.Foi com essa frase que o ministro do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, iniciou a
última palestra do I Encontro de Prevenção
e Combate à Falsificação e Contrabando
de Medicamentos no Brasil, que ocorre em Foz do Iguaçu
(PR) até esta sexta-feira (9).
“A
pirataria ainda não foi apreciada em todos os seus
contornos de maculação das políticas
sociais do País”, justificou Dipp. De acordo
com ele, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) tem um levantamento que indica que 8% dos medicamentos
consumidos no mundo são falsificados.
O Gerente
de Monitoração da Qualidade, Controle e Fiscalização
de Insumos, Medicamentos e Produtos da Anvisa, José
Augusto Simi confirma a estatística. Segundo ele,
o consumidor deve estar atento às marcas de segurança
presentes nos medicamentos para evitar o uso de produtos
falsos. “O consumidor deve observar a presença
do lacre de segurança não violado, do registro
no Ministério da Saúde iniciado sempre pelo
número 1 e à tinta reativa que é ativada
na embalagem após o contato com metal”, sintetiza.
A preocupação
com a pirataria de medicamentos já chegou à
Polícia Criminal Internacional (Interpol). De acordo
com o Substituto da Coordenação Geral do órgão,
José Ricardo Botelho, a Interpol iniciou o desenvolvimento
de um programa que possibilitará trocas de informações
sobre falsários de qualquer lugar do mundo.
“Isso
quer dizer que, se existe algum falsário com condenação
ou mandado de prisão, nós nos dispomos a colocar
esse fato em um sistema da Interpol chamado 247 e, com isso,
o mundo todo poderá efetuar a prisão. Se a
instituição sabe como um grupo de contraventores
funciona, comunique o fato a Interpol que nós colocamos
isso no sistema e, imediatamente, qualquer lugar do mundo
saberá.”, explica Botelho.
Grande
parte das informações divulgadas pelos órgãos
brasileiros é repassada pela Polícia Rodoviária
Federal. Segundo o Agente de Fiscalização
Rodoviário, Airton Monte Júnior, existem mais
de 600 pontos de fiscalização em todo o país.
“O Brasil recebe medicamentos de dois principais corredores:
Foz do Iguaçu e Mato Grosso do Sul, de onde chegam
medicamentos vindos do Paraguai”, relata.
De acordo
com ele, do final do ano passado até esse mês,
a Polícia Rodoviária Federal já tirou
de circulação mais de 60 mil unidades de medicamentos,
como preservativos e anabolizantes.
Monte
participou do seminário promovido pela Anvisa e elogiou
a iniciativa. “Essas reuniões e seminários
são importantes para melhorarmos o conhecimento técnico
dos nossos agentes”.
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Informação:
Assessoria de Imprensa da Anvisa
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