| Brasília,
14
de março de 2006 - 10h50
Anvisa
cria Disque-Intoxicação
A população e os profissionais de saúde
contam agora com um 0800 para tirar dúvidas e fazer
denúncias relacionadas a intoxicações.
A Anvisa criou o Disque-Intoxicação, que atende
pelo número 0800-722-6001. A ligação
é gratuita e o usuário é atendido por
uma das 36 unidades da Rede Nacional de Centros de Informação
e Assistência Toxicológica (Renaciat).
A Renaciat é uma rede coordenada pela Anvisa, criada
em 2005 pela resolução RDC
19. É composta por 36 Centros de Informação
e Assistência Toxicológica (Ciats), espalhados
em 19 estados brasileiros. Os Ciats funcionam em hospitais
universitários, Secretarias Estaduais e Municipais
de Saúde e fundações. Há estados
que ainda estão em processo de abertura dos centros,
como Amapá, Acre, Maranhão e Tocantins.
Quando o usuário utiliza o 0800, sua ligação
é transferida para o Ciat mais próximo da
região de onde a chamada foi originada. Os 36 centros
estão preparados para receber ligações
de longa distância, 24 horas por dia, sete dias por
semana, durante todo o ano.
Gerando respostas rápidas, o 0800 presta esclarecimentos
à população e auxilia os profissionais
de saúde a prestarem os primeiros socorros e a prescreverem
o tratamento terapêutico adequado para cada tipo de
substância tóxica. Em alguns casos, o atendimento
pode ser presencial.
“Os serviços prestados por esses centros salvam
vidas. Queremos que, com o Disque-Intoxicação,
o profissional de saúde, na emergência, ao
procurar um Ciat para saber como proceder com um paciente
intoxicado, seja atendido e orientado. Isso servirá
também para uma pessoa leiga que necessite buscar
informações sobre algum tipo de intoxicação”,
ressalta o coordenador da Renaciat e médico sanitarista
da Gerência-Geral de Toxicologia da Anvisa, Jorge
Sayde.
O número do 0800 será informado em rótulos
e bulas dos produtos regulados pela Agência e em avisos
indicativos em hospitais, laboratórios e clínicas.
Renaciat
Com uma rede de informação
sistematizada, é possível delinear um mapa
da situação do país no que diz respeito
à intoxicação. Os profissionais nos
Ciats documentam todos os atendimentos prestados à
população e encaminham as fichas para um banco
de notificações. Assim, as informações
coletadas chegam mais rapidamente à Anvisa e ao Sistema
Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas
(Sinitox).
“A Agência precisa saber se existem casos de
intoxicação com produtos registrados aqui.
Não dá para receber essa informação
dois ou três anos depois de quando aconteceu o problema.
Hoje, o nosso sistema de vigilância epidemiológica
está muito aquém do que necessitamos, especialmente
no que se refere à intoxicação. Não
há obrigatoriedade para o profissional de saúde,
principalmente o médico, fazer e encaminhar as notificações
à Anvisa. Em nossos centros, essa prática
faz parte da rotina dos técnicos”, explica
Jorge Sayde.
Para a toxicologia, é fundamental saber se em determinado
mês foi registrado número expressivo e recorrente
de intoxicação por um mesmo produto. Informações
como essa permitem que empresas sejam contatadas pela Anvisa
para rediscutir responsabilidades e reavaliar a segurança
de seus produtos.
Para dar mais agilidade ao serviço, os Ciats estão
sendo reestruturados com equipamentos de informática
de última geração e cadastrados junto
ao sistema de notificação integrada, o Notivisa.
O objetivo é transformá-los em fonte para
o novo sistema informatizado de notificação
e investigação de efeitos adversos causados
por produtos submetidos à Vigilância Sanitária
e queixas técnicas, que está sendo desenvolvido
pela Agência.
Informação: Assessoria de Imprensa da
Anvisa
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