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Brasília,
9 de outubro
de 2007 - 18h30
Farmácias
promotoras da saúde: Anvisa amplia debate com a sociedade
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Anvisa
trabalha para o uso racional de medicamentos
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Termina, nesta quarta-feira (10), o prazo para contribuições
à Consulta Pública 69 da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
que trata do “Regulamento Técnico de
Boas Práticas Farmacêuticas em Farmácias
e Drogarias”. A proposta da Agência traz
critérios para o controle sanitário
da venda de medicamentos, produtos para saúde
e alimentos como também para a prestação
de outros serviços farmacêuticos à
população em farmácias e drogarias.
Para a Anvisa, a farmácia não deve
ser vista como um estabelecimento puramente comercial.
“Ela precisa ser um local de promoção
à saúde, com as atividades bem definidas
e funcionando como uma extensão das orientações
médicas e dos serviços prestados pelo
Sistema Único de Saúde”, defende
o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello.
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O próximo
passo da Agência para discutir o regulamento de forma
transparente é a realização de audiência
pública sobre o tema. A audiência ocorrerá
na próxima segunda-feira (15), das 9h às 16h,
no auditório principal da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC), em Florianópolis (SC), durante o II
Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos.
Podem participar da discussão, na capital catarinense,
profissionais de saúde, empresários do setor
e cidadãos interessados.
| Regras
da audiência pública |
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A participação do público nos
debates da audiência pública será
organizada por meio de inscrições. As
participações orais serão feitas
obrigatoriamente em microfone, fixado em local visível
e acessível, com duração máxima
de três minutos. Os participantes inscritos
deverão se identificar pelo nome e a entidade
ou instituição que representam.
Os questionamentos deverão ser formulados
de forma concisa e objetiva, visando obter esclarecimentos
sobre aspectos relativos à Consulta Pública
69. Os participantes poderão propor alterações
de redação ou inclusão de novos
itens ao “Regulamento Técnico de Boas
Práticas Farmacêuticas em Farmácias
e Drogarias”. Para isso, a Anvisa fornecerá
formulário específico aos participantes.
As perguntas serão atendidas por ordem de
recebimento e organizadas em blocos de três
questionamentos. A cada bloco de perguntas, um componente
da Mesa Diretiva terá o tempo de três
minutos para resposta. Será admitido, ainda,
o direito de réplica de dois minutos para os
participantes.
Caso o número de perguntas seja superior ao
tempo previsto para a audiência pública,
o coordenador da Mesa Diretiva passará os questionamentos
restantes à coordenação do encontro,
para que as respostas sejam colocadas no site da Anvisa
(www.anvisa.gov.br).
Além do documento contendo as perguntas e respostas,
estará disponível, também, no
site, ata resumida da audiência pública.
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Congresso - A audiência pública
em Florianópolis faz parte da programação
do II Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos.
Organizado pela Anvisa, Ministério da Saúde
e Organização Pan-Americana da Saúde
(Opas), o congresso
irá discutir, entre os dias 15 e 18 deste mês,
a incorporação do uso racional de medicamentos
nas práticas de saúde.
O encontro deve contar com 1,5 mil participantes, entre
docentes, pesquisadores, profissionais de saúde e
estudantes. Além da audiência pública,
a programação do congresso envolve a realização
de cursos pré-congresso, conferências, mesas-redondas,
painéis, exposições com debate e a
apresentação de trabalhos científicos
sobre o tema. Esses trabalhos foram enviados, até
o dia 20 de agosto, para a Universidade Federal de Santa
Cataria (UFSC) e serão escolhidos por uma Comissão
Científica da própria instituição.
No total, a UFSC recebeu 537 trabalhos.
A Anvisa desenvolve uma série de atividades para
a promoção do uso racional de medicamentos.
Exemplo disso são os programas de educação
sanitária, fiscalização de propagandas,
farmácias notificadoras, hospitais sentinela e parcerias
com outras instituições para promoção
do tema.
| Uso
Racional de Medicamentos – ações
da Anvisa |
| Educação
sanitária – O projeto “Educação
e Promoção da Saúde no contexto
escolar: o contributo da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária para o uso racional
de Medicamentos” pretende tornar professores
das séries inicias do ensino fundamental em
multiplicadores do assunto. Para isso, a Agência
desenvolve ações de formação
de professores e incentiva a realização
de atividades sobre o uso racional de medicamentos
dentro da sala de aula.
Em setembro de 2006, um piloto do projeto foi realizado
com turmas de primeira a quarta série de uma
escola de Brasília (DF). Após cinco
oficinas com professores, foram elaborados a metodologia,
o caderno de atividades para os alunos, o caderno
de orientação para os professores e
um conjunto de jogos didáticos. A idéia
já foi expandida para mais três estados:
Bahia, Rio Grande do Sul e Pará. Este mês,
o projeto chega ao estado de São Paulo.
Fiscalização de propagandas
– No último mês de junho,
a Agência lançou a terceira fase do Projeto
de Monitoração de Propaganda de Produtos
Sujeitos à Vigilância Sanitária.
O projeto é uma parceria da Anvisa com instituições
de ensino superior (IES) de todas as regiões
do país.
De junho até dezembro deste ano, as IES ficarão
responsáveis pela monitoração
da propaganda de medicamentos, alimentos e produtos
para saúde feita por 250 diferentes veículos
de comunicação. Os principais meios
monitorados serão emissoras de rádio
e de televisão, revistas e jornais, além
de hospitais, clínicas, farmácias, supermercados
e congressos realizados na área da saúde.
As peças monitoradas serão enviadas
à Anvisa para análise e possível
aplicação de medidas legais em casos
de irregularidades. O projeto prevê, ainda,
ações de educação sobre
a propaganda de produtos sujeitos à vigilância
sanitária para a comunidade acadêmica,
os profissionais de saúde e a sociedade civil. |
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Hospitais
sentinelas
A Anvisa também desenvolve ações
na área de farmacovigilância para incentivar
o uso racional de medicamentos. Exemplo disso é
o projeto Hospitais-Sentinela, que reúne 193
hospitais e unidades de saúde em todo país.
Cada hospital integrante da rede possui uma pessoa
responsável por fazer a ligação
entre a unidade hospitalar e a Anvisa – são
os chamados “gerentes de |
| risco”.
Cada um deles está preparado para notificar
efeitos adversos ou quaisquer problemas relacionados
a medicamentos.
Farmácias notificadoras -
O programa Farmácias Notificadoras, da Anvisa,
atua na construção do sistema nacional
de farmacovigilância e na promoção
do uso racional de medicamentos. Farmacêuticos
são capacitados para atuarem na monitoração
dos efeitos adversos de medicamentos nos estabelecimentos.
O projeto, que já chegou a 13 estados, trabalha
com a idéia da farmácia como estabelecimento
com valores de utilidade pública. Os estabelecimentos
credenciados recebem o selo de “Farmácia
Notificadora”.
Demais parcerias - No início
de 2006, foi lançada a “Campanha pelo
Uso Racional de Medicamentos”, uma parceria
entre Anvisa e a Rádio Câmara. O resultado
foi a produção de 45 spots de rádio
com 30 segundos de duração cada um.
Além da divulgação pela internet,
a Rádio Câmara enviou um CD com todos
os spots para mais de 500 rádios cadastradas
em sua mala-direta. Com esse material, essas rádios
puderam divulgar a campanha em todo o País.
Desde 2005, a Anvisa tem um convênio com o
Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC). Essa parceria
pretende contribuir para a prevenção
de riscos à saúde do consumidor brasileiro,
decorrentes do uso inadequado de bens e serviços
sob regulação da Vigilância Sanitária.
Um manual
(PDF)
de apoio para professores e quatro folhetos para alunos
são exemplos dos resultados do convênio.
Esse material didático permitirá a inclusão
do tema vigilância sanitária na educação
formal de crianças e adolescentes. |
Luvas – Além da Consulta
Pública 69, a proposta da Anvisa para luvas cirúrgicas
e não cirúrgicas está nos últimos
dias. A Consulta
Pública 73 (PDF),
com critérios de segurança para a qualidade
e a rápida identificação da origem
desses produtos, está aberta até esta quarta-feira
(10).
O texto da Agência exige a certificação
compulsória pelo Sistema Brasileiro de Avaliação
da Conformidade (SBAC), que pretende propiciar o grau adequado
de confiança em um produto, processo, serviço
e ainda profissional responsável de acordo com a
legislação.
Sugestões deverão ser encaminhadas por escrito
para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
Gerência-Geral de Tecnologia de Produtos para Saúde,
SEPN Quadra 515, Bloco B, Ed. Ômega, 2º andar
Sala 13 - Asa Norte, Brasília-DF, CEP 70.770-502,
para o Fax: (061) 3448-1058, ou para o e-mail: tecnologia.produtos@anvisa.gov.br.
Informação:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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