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Brasília,
9 de novembro
de 2007 - 19h50
Anvisa
interdita lotes de leite analisados pela Funed
Nesta sexta-feira (9), laudos do laboratório de
saúde pública do estado de Minas Gerais, a
Fundação Ezequiel Dias (Funed), chegaram à
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) informando que foram constatadas “não
conformidades” em 19 lotes de leite tipo longa vida
UHT integral das marcas Parmalat, Calu e Centenário.
Nenhum dos testes, porém, apresentou soda cáustica
ou água oxigenada no leite analisado.
Os laudos da Funed apontaram que as amostras dos 19 lotes
de leite estavam em desacordo com padrões de identidade
e qualidade considerados pela legislação (do
Ministério da Agricultura e da Anvisa). Os parâmetros
que apresentaram maior índice de inadequação,
segundo as análises laboratoriais, foram os de sódio
e sacarose, substância não permitida pela legislação
brasileira. Como medida de precaução e prevenção
à saúde da população, a Anvisa
determinará a interdição
cautelar
(PDF) dos referidos
lotes no comércio de todo o país.
As Vigilâncias Sanitárias dos estados e municípios
já estão sendo orientadas a executarem a interdição
dos lotes de leite cujas amostras foram analisadas pela
Funed a pedido da Anvisa e do Ministério Público
Minas Gerais, que solicitou os testes com as marcar Parmalat,
Calu e Centenário. Duas resoluções
da Agência, determinando a interdição
cautelar dos lotes, serão publicadas no Diário
Oficial da União (DOU) da próxima segunda-feira
(12).
Os produtos são os seguintes:
Interditados quanto ao teor de sódio declarado
nos rótulos:
| Nº |
Produto/
Marca |
Registro |
Data
de Fabricação |
Data
de Validade |
Lote |
| 1 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
08/10/07 |
13/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 2 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
11/10/07 |
16/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 3 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
15/10/07 |
20/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 4 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
20/10/07 |
25/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 5 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
01/10/07 |
07/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 6 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
25/09/07 |
01/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 7 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
13/10/07 |
18/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 8 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
06/10/07 |
11/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 9 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
17/10/07 |
22/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 10 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
22/10/07 |
27/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 11 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
14/09/07 |
18/02/08 |
Vide
data de fabricação |
| 12 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
17/09/07 |
22/02/08 |
Vide
data de fabricação |
| 13 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
24/09/07 |
29/02/08 |
Vide
data de fabricação |
| 14 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
29/09/07 |
05/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 15 |
Leite
UHT Integral/ Parmalat |
SIF/DIPOA
0026/2579 |
29/08/07 |
29/12/07 |
I3 B 14:00 |
| 16 |
Leite
UHT Integral/ Parmalat |
SIF/DIPOA
0026/2579 |
24/08/07 |
24/12/07 |
B3 16:00 |
| 17 |
Leite
UHT Integral/ Parmalat |
SIF/DIPOA
0026/2579
|
24/08/07 |
24/12/07 |
NB4
15:00 |
| 18 |
Leite
UHT Integral/ Calu |
SIF/DIPOA
0052/244
|
07/09/07 |
07/01/08 |
Vide
data fabricação/ validade |
| 19 |
Leite
UHT Integral/ Calu |
SIF/DIPOA
0052/244 |
22/08/07 |
22/12/07 |
Vide
data fabricação/ validade |
Interditados por apresentar sacarose
| Nº |
Produto/
Marca |
Registro |
Data
de Fabricação |
Data
de Validade |
Lote |
| 1 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
11/10/07 |
16/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 2 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
01/10/07 |
07/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 3 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
25/09/07 |
01/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 4 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
|
18/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 5 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
17/10/07 |
22/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 6 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
22/10/07 |
27/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 7 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
14/09/07 |
18/02/08 |
Vide
data de fabricação |
| 8 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
17/09/07 |
22/02/08 |
Vide
data de fabricação |
| 9 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
24/09/07 |
29/02/08 |
Vide
data de fabricação |
| 10 |
Leite
UHT Integral/ Centenário |
SIF/DIPOA
052/587 |
29/09/07 |
05/03/08 |
Vide
data de fabricação |
| 11 |
Leite
UHT Integral/ Calu |
SIF/DIPOA
0052/244
|
07/09/07 |
07/01/08 |
Vide
data fabricação/ validade |
Para o aprofundamento e acompanhamento dos resultados dos
testes laboratoriais feitos nas 19 amostras de leite, a
Anvisa submeteu os laudos da Funed à avaliação
da Câmara Técnica de Alimentos (CTA) da Agência.
A CTA, composta por especialistas em segurança alimentar,
tem o objetivo de prestar assessoramento técnico-científico
à área de Alimentos da Anvisa.
Os laudos da Funed são resultado de amostras encaminhadas
para o laboratório, no último dia 25, por
técnicos da Anvisa e das Vigilâncias Sanitárias
do estado de Minas Gerais e do município de Uberaba
(MG). As empresas Parmalat, Calu e Centenário têm,
conforme procedimentos normativos, dez dias para apresentar
“contraprova” às análises feitas
pela Funed. Caso certificadas as irregularidades, as empresas
estarão sujeitas às sanções
legais, inclusive multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão.
Precaução – Os estoques
de leite cujos lotes serão interditados não
podem ser comercializados nem devem estar acessíveis
à população nos pontos de venda, locais
sujeitos à fiscalização sanitária.
As informações sobre o lote e o prazo de validade
do leite constam do rótulo do produto. O consumidor
que tiver adquirido leite cujo lote está interditado
não deve, por precaução, consumir o
produto.
A população pode apresentar o leite (cujo
lote está interditado) ao estabelecimento comercial
em que o produto foi adquirido e ainda informar ou encaminhar
o leite à Vigilância Sanitária estadual
ou municipal. A Anvisa recomenda ainda que, em caso de verificação
de qualquer aspecto diferente no produto – como a
cor, o cheiro ou o paladar – o consumidor também
comunique o fato à autoridade sanitária local.
Em caso de sintomas inesperados, o consumidor deve procurar
orientação médica. Mais informações
pode ser obtidas por meio da Ouvidoria da Anvisa, pelo e-mail:
ouvidoria@anvisa.gov.br.
Ações – A Agência
Nacional de Vigilância Sanitária vem tomando
todas as medidas de prevenção e proteção
à saúde da população brasileira,
sob atribuição da Anvisa, desde o momento
em que tomou conhecimento da ação policial
(sigilosa) deflagrada no último dia 22 por meio da
Operação Ouro Branco da Polícia Federal,
que investiga adulteração de leite tipo longa
vida no estado de Minas Gerais.
No último dia 25, a Agência interditou preventivamente
nove lotes de leite processados por cooperativas mineiras,
suspeitas de irregularidades no processamento do produto.
Esta ação da Anvisa foi tomada imediatamente
após a chegada de laudos da PF à Agência
dando conta que testes laboratoriais realizados em amostras
de lotes de leite de três marcas (Parmalat, Calu e
Centenário) não estavam "em conformidade",
isto é, encontravam-se em desacordo com os padrões
de identidade e qualidade considerados pela legislação.
As medidas tomadas pela Anvisa e o Sistema Nacional de
Vigilância Sanitária (SNVS) – coordenado
pela Agência com a participação e execução
das Vigilâncias estaduais e municipais – integram
as ações do governo relativas às investigações
deflagradas pela Polícia Federal no último
dia 22. Como parte das ações de monitoramento
do consumo do leite, a Anvisa também solicitou às
Vigilâncias Sanitárias locais e aos Laboratórios
Centrais de Saúde (Lacens) dos estados o envio periódico
de informações sobre a realização
de possíveis análises do leite comercializado
no país e prováveis ocorrências de reações
informadas pela população.
Responsabilidades – O Sistema Nacional
de Vigilância Sanitária é responsável
pelo controle sanitário e monitoramento da qualidade
dos alimentos de origem animal comercializados nos pontos
de venda. O Sistema também atua – por meio
das vigilâncias sanitárias estaduais, municipais
e do Distrito Federal – no controle do processamento
e da industrialização dos alimentos de origem
vegetal.
Ao Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) cabe o monitoramento e fiscalização
da qualidade dos alimentos de origem animal na fase de processamento
dos produtos, ou seja, nas etapas de produção
e industrialização. O controle da produção
primária relativa aos alimentos in natura ou vegetais
beneficiados também é responsabilidade do
Mapa.
A rastreabilidade de produtos com qualidade suspeita –
ou seja, identificar a localização de lotes
irregulares e interditados para comercialização
e consumo – é atribuição do Ministério
da Agricultura.
Monitoramento - A Anvisa coordena o Programa
Nacional de Monitoramento da Qualidade Sanitária
de Alimentos. O objetivo desse programa é o controle
e a fiscalização de produtos alimentícios
expostos ao consumo humano.
As vigilâncias locais coletam amostras de alimentos
expostos no comércio e encaminham para análise
nos Lacens. Os laboratórios centrais avaliam o padrão
sanitário das amostras por meio da verificação
de parâmetros físico-químicos, microbiológicos,
microscópicos, de aditivos e outros contaminantes
e analisam as informações de rotulagem obrigatórias.
As categorias de alimentos têm sido normalmente selecionadas
em consenso com os estados, levando-se em consideração
o nível de consumo por parte da população,
o risco sanitário, a disponibilidade no mercado,
o histórico de irregularidades e a viabilidade para
coleta da amostra e análise laboratorial.
A Anvisa mantém, em parceria com as Vigilâncias
Sanitárias estaduais e municipais, a Rede de Comunicação
de Investigação de Surtos (RCVISA). Essa rede
atua articuladamente com o Sistema de Notificação
de Doenças Transmitidas por Alimentos do Ministério
da Saúde e identifica surtos decorrentes da ingestão
de alimentos adulterados.
A Anvisa realiza, também, o monitoramento dos níveis
de resíduos presentes nos alimentos de origem vegetal,
expostos ao consumo, por meio do Programa de Análise
de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o
PARA. Criado em 2001 pela a Anvisa – em articulação
com estados, municípios e Laboratórios Centrais
de Saúde (Lacens) – o PARA tem o objetivo principal
de “avaliar continuamente os níveis de resíduos
de agrotóxicos nos alimentos in natura que chegam
à mesa do consumidor, fortalecendo a capacidade do
governo em atender a segurança alimentar, evitando,
assim, possíveis agravos à saúde da
população”.
O Programa conta hoje com a participação
de 16 estados da Federação e três Lacens,
abrangendo cerca de 80% da produção de frutas
e verduras cultivadas em território nacional.
Há, ainda, o Programa de Análise de Resíduos
de Medicamentos Veterinários em Alimentos de Origem
Animal (PAMVet). Este programa, desenvolvido pela Agência,
tem como objetivo subsidiar a análise de risco do
uso de medicamentos veterinários (em animais produtores
de alimentos) para fortalecer os mecanismos de controle
sanitário.
O Programa Nacional de Monitoramento da Prevalência
e da Resistência Bacteriana em Frangos (PREBAF) tem
como objetivo elaborar um diagnóstico sobre aspectos
microbiológicos e de rotulagem das carcaças
de frango comercializadas no país e fornecer subsídios
para definição de medidas de intervenção.
Do total de rótulos avaliados até 2006, somando
519, verificou-se que houve uma considerável adequação
dos rótulos à legislação de
referência.
Informação:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa |