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Anvisa Divulga - Notícias da Anvisa: Diário e Mensal

Brasília, 13 de fevereiro de 2007 - 15h30
Agência intensifica vigilância em navios de cruzeiro

No carnaval deste ano a diversão de muitas famílias vai mudar de rota. Os transtornos causados pela crise aérea brasileira refletem na procura pelos cruzeiros marítimos, que já vinham apresentando considerável aumento nos últimos anos. E se o número de turistas aumenta, a atenção com os aspectos sanitários tem de ser redobrada, especialmente durante as temporadas de cruzeiros, que vão de novembro a março.

Há cinco anos, o número de passageiros que viajava em cruzeiros ficava em torno dos 60 mil. Apenas na temporada 2005/2006, embarcaram nos navios de turismo cerca de 250 mil passageiros, 80% a mais que na temporada 2004/2005, segundo dados da Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

De novembro de 2006 até abril, são esperados aproximadamente 300 mil passageiros nos navios de turismo. Mas os números podem ser maiores, caso se confirme a previsão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp): a estimativa é de que até 700 mil turistas passem pelo Porto de Santos na temporada, o que demanda mais trabalho para quem oferece o serviço e para quem o fiscaliza.

A inspeção de embarcações nacionais ou internacionais é uma atividade de controle sanitário que a Anvisa realiza como rotina. Porém, a vigilância é intensificada durante as temporadas, porque a concentração de pessoas provenientes de vários locais em um mesmo espaço, o grande número de refeições servidas e a quantidade de resíduos e dejetos produzidos podem fazer das embarcações ambientes propícios para a propagação de doenças infecciosas.

Na temporada 2005/2006, a Gerência Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados intensificou as inspeções nos navios com enfoque especial na água, nos alimentos e no gerenciamento dos resíduos, padronizando os fluxos e roteiros utilizados.

Na temporada 2006/2007, os critérios usados para a seleção dos portos e dos navios que compõe a amostra foram: a dimensão da embarcação, sua capacidade em número de viajantes, o número de atracações e o tempo de permanência no cais de atracação. O acompanhamento, que começou em janeiro, vai até abril nos portos do Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Salvador (BA), Recife (PE) e Santarém (PA).

Uma expectativa para o futuro é implantar uma avaliação dos navios de cruzeiro dentro de uma escala de pontuação que leve em conta as condições sanitárias das embarcações que circulam pelo Brasil. Fatores como a qualidade da água e dos alimentos servidos, além da destinação adequada dos resíduos serviriam de indicadores para pontuar o navio, a exemplo do que já ocorre nos Estados Unidos.

Informação: Assessoria de Imprensa da Anvisa

 
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