|
Brasília,
13 de novembro
de 2007 - 15h
Anvisa
e PF combatem falsificação de medicamento
contra leucemia
Operação conjunta da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Polícia
Federal (PF) executa, nesta terça-feira (13), 11
mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de
Janeiro (RJ). O objetivo é identificar locais onde
há suspeita de falsificação ou comercialização
irregular do medicamento Glivec, produzido pelo laboratório
farmacêutico Novartis Biociências S.A e indicado
para o tratamento de leucemia.
Participam da ação, no Rio, seis fiscais
da Anvisa e seis servidores da Vigilância Sanitária
do estado, além de agentes da PF. Nesta terça-feira,
a Anvisa também atua, em parceria com as Vigilâncias
estadual do Rio Grande do Sul e municipal de Porto Alegre
na fiscalização da venda do Glivec, que pode
ter sido falsificado no Rio de Janeiro e comercializado
na capital gaúcha. Três fiscais da Agência
foram deslocados para o sul do país.
Até o momento, foram constatadas irregularidades
fiscais e sanitárias nos locais inspecionados no
Rio de Janeiro, como ausência de autorização
e alvará de funcionamento. Em Porto Alegre, até
o momento, os fiscais da Anvisa e da Vigilância estadual
apreenderam duas caixas de Glivec falsificado que era comercializado
por uma distribuidora da capital.
O proprietário do estabelecimento foi conduzido
à superintendência da Polícia Federal
no Rio Grande do Sul para a abertura de inquérito.
Cada caixa de Glivec apreendida continha 30 comprimidos.
No mercado, o medicamento chega a ser comercializado por
R$ 10 mil.
O Glivec é um medicamento conhecido como “inibidor
de proteína” utilizado no tratamento de pacientes
adultos com leucemia mielóide crônica (LMC),
na fase incial da doença. O Glivec também
é indicado para o tratamento de pacientes adultos
com “tumores estromais gastrintestinais (GIST) malignos,
não-ressecáveis e ou metastáticos”,
ou seja, quando a doença já se encontra em
estágio avançado.
Investigação – As
investigações da Anvisa começaram a
partir de denúncia feita à Agência por
um hospital de Porto Alegre. Após análises,
a Anvisa constatou que houve falsificação
do lote Z0047 do Glivec – fabricado em janeiro deste
ano, com validade até dezembro de 2008 e na versão
400mg do medicamento. A Agência já notificou
a Novartis a realizar o recolhimento de todos os produtos
do referido lote no país. Os demais lotes do Glivec
continuam sendo comercializados e distribuídos sem
restrições, até o momento.
Recomendações – Por
medida de precaução e proteção
à saúde, a Anvisa publicará Resolução(PDF),
no Diário Oficial da União desta quarta-feira
(14), determinando a suspensão do comércio
e uso, em todo o país, do lote Z0047 do medicamento
Glivec (fabricação 01/2007; validade 12/2008).
A Resolução da Anvisa determinará,
ainda, a apreensão e inutilização do
medicamento Glivec que foi falsificado (lote Z0047; fabricação
01/2007; validade 12/2008). Veja, abaixo, as características
de um medicamento falsificado.
A Agência recomenda ao paciente que, em caso de utilização
ou suspeita de uso do lote em processo de recolhimento,
ele procure imediatamente o médico ou um profissional
de saúde para procedimentos de (re)avaliação
do quadro clínico. O paciente também deve
providenciar a troca do Glivec 400mg/lote Z0047(falsificado)
pelo medicamento de outro lote.
A Anvisa orienta, ainda, que os profissionais de saúde
verifiquem atentamente se os medicamentos adquiridos pertencem
ao lote com problemas. Os pacientes que ainda possuem o
produto - como também os profissionais de saúde
- devem entrar em contato com o Serviço de Informação
ao Cliente (SIC) da empresa Novartis, pelo telefone 0800-888-3003.
Os profissionais de saúde também devem notificar
as suspeitas de possível inefetividade terapêutica
ou outros eventos adversos relacionados ao uso do lote recolhido
(Z0047) do medicamento Glivec por meio do Formulário
de Notificação de Suspeita de Reação
Adversa a Medicamento. Os pacientes também podem
notificar essas suspeitas por meio do
Formulário de Comunicação de Evento
Adverso.
Sanções – De acordo
com o Código Penal e a Lei 9.677/98, a adulteração
e falsificação de produtos destinados para
fins terapêuticos ou medicinais, bem como a importação,
venda e armazenagem são considerados crimes hediondos
contra a saúde pública.
Conforme as normas em vigor (leis 5.991/73, 6.437/77 e 9.294/96
como também as resoluções 102/00 e
833/97 da Anvisa, que tratam do comércio e da propaganda
de medicamentos e produtos para a saúde), os fabricantes
e distribuidores em situação irregular terão
as atividades paralisadas e não poderão fabricar
nem comercializar qualquer produto.
As “empresas” ainda poderão ser penalizadas
com multa que varia entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão,
definida conforme a avaliação da gravidade
do fato e possíveis antecedentes ou irregularidades
sanitárias.
Denúncias – Denúncias
sobre medicamentos falsificados podem ser feitas à
Ouvidoria da Anvisa pelo endereço eletrônico
ouvidoria@anvisa.gov.br.
Mais informações sobre desdobramentos da ação
policial podem ser obtidas por meio da Assessoria de Comunicação
da Polícia Federal: (61) 3311-8142.
|
Diferenças
entre o medicamento verdadeiro e o falsificado
|
|
Por meio da raspadinha
“Raspe Aqui” |
1-
todas as caixas de medicamentos Novartis têm um
espaço “Raspe Aqui” para comprovação
da origem e qualidade do medicamento;
2- É necessário raspar no local indicado
na lateral da embalagem;
3- Ao raspar, aparecerá a inscrição
“Qualidade Novartis”, o que certifica que
o medicamento é original;
4- As caixas do lote falsificado não apresentam
a inscrição “Qualidade Novartis”
quando o local indicado for raspado. |
| Por
meio da marca do laboratório |
1-
Cada comprimido do medicamento Glivec tem uma gravação
que valida a fabricação pela Novartis;
2- De um lado está gravada a sigla “NVR”
e, do outro, a sigla “SL”. Os comprimidos
falsificados não possuem as siglas. |
Operações policiais com a participação
direta da Anvisa (2006 e 2007)
Planaltina (DF)
- Fechamento de ponto de distribuição de medicamentos
sem registro na Anvisa;
- Apreensão de seis mil unidades de produtos;
- Prisão, em flagrante, do proprietário de
distribuidora clandestina.
Cachoeiro do Itapemirim (ES)
- Fechamento de dois laboratórios de fabricação
de medicamentos sem registro na Anvisa;
- Apreensão de oito toneladas de 25 itens de produtos;
- Prisão em flagrante dos proprietários dos
laboratórios.
Ubatuba (SP)
- Fechamento de laboratório e pontos de distribuição
de medicamentos sem registro na Anvisa;
- Apreensão de 50 litros de “elixir”
e centenas de frascos (vazios), rótulos e bulas;
- Prisão em flagrante do proprietário do laboratório
Bauru (SP)
- Fechamento de ponto de distribuição de medicamentos
sem registro na Anvisa;
- Apreensão de 10 mil produtos fabricados em oito
laboratórios clandestinos;
- Prisão em flagrante do proprietário da distribuidora.
Hipócrates
- Este ano, a Polícia Federal realizou a operação
Hipócrates, no Rio de Janeiro (RJ). Cerca de 30 pessoas
já foram presas por envolvimento em roubo de cargas
de medicamentos;
- O trabalho contou com a participação de
quatro funcionários da Anvisa que auxiliaram os policiais.
Sibutramina
- No último dia 15 de junho, em uma operação
conjunta, fiscais da Anvisa e das Vigilâncias do estado
de São Paulo e da região de Osasco (SP) suspenderam
a fabricação e comercialização
de alimentos e demais produtos adulterados (como o “CLA”),
com a substância sibutramina, por uma distribuidora
localizada no município de Embu-Guaçu (SP);
- A sibutramina é estimulante do sistema nervoso
central e sua utilização só é
aprovada pela Agência em moderadores de apetite, mediante
prescrição médica e retenção
de receita (Portaria
SVS/MS 344/98);
Placebo (primeira fase)
- Em uma operação articulada de investigação,
a Anvisa e a Polícia Federal identificaram a venda
ilegal de medicamentos e produtos sem registro na Anvisa,
oferecidos na internet, com fabricação ou
distribuição irregular em seis estados e dez
municípios do país;
- A comercialização foi identificada em cerca
de 60 pontos clandestinos de armazenagem ou venda nos estados
de Minas Gerais (na capital Belo Horizonte e em outras quatro
cidades), Espírito Santo (município de São
Matheus), Piauí (em Parnaíba), Pernambuco
(Joboatão dos Guararapes, na Grande Recife), Santa
Catarina (Florianópolis) e Rio Grande do Sul (Porto
Alegre).
- A Operação Placebo é resultado de
nove meses de investigação conjunta que começou
com o rastreamento, por servidores da Anvisa, de 22 anunciantes
na internet.
Aeroporto de Brasília
- Em uma operação conjunta, a Anvisa e a Polícia
Federal apreenderam medicamentos falsificados que eram comercializados
em uma farmácia no Aeroporto Internacional Presidente
Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF). A operação
foi deflagrada no último dia 2 de agosto;
- Por meio de denúncia de usuário, fiscais
da Anvisa identificaram falsificação em 55
caixas de dois lotes do medicamento Cialis e quatro caixas
de Viagra.
Placebo (segunda fase)
- Realizada no último dia 18 de setembro na capital
paulista, no Distrito Federal e em Unaí (MG);
- Prisão de duas pessoas: uma em São Paulo
e outra na cidade do Guará (DF).
- Apreensão de mais de 500 caixas de medicamentos
de uso controlado como anabolizantes e anfetaminas, além
de computadores que foram recolhidos para o prosseguimento
das investigações. Também foram encontradas
uma arma e indícios de falsificação
de medicamentos.
Metalose
- Deflagrada no dia 3 de outubro, a Operação
Metalose investigou a adulteração de próteses
ortopédicas em 12 cidades dos estados de São
Paulo, Paraná, Pernambuco e Maranhão. A operação
contou com a participação de 80 servidores
da Agência para a identificação de produtos
irregulares.
- Nos dois primeiros dias da operação, cinco
pessoas foram presas sob acusação de envolvimento
na fabricação, distribuição
ou importação de próteses ortopédicas
adulteradas.
- A Operação Metalose foi resultado do trabalho
de monitoramento da Anvisa sobre problemas ocorridos com
próteses que apresentaram graves desvios de qualidade,
como o uso de metal inadequado para a fabricação
desses materiais.
Informação:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
|