| Brasília,
18 de setembro
de 2007 - 13h30
Anvisa
e PF identificam venda de produtos sem registro
Em mais uma operação articulada, a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e
a Polícia Federal (PF) identificaram novos crimes
de venda ilegal de medicamentos e produtos sem registro
na Anvisa, oferecidos pela internet, com fabricação
ou distribuição em três estados: São
Paulo (na capital), Minas Gerais (em Unaí) e no Distrito
Federal (em Brasília). A ação desta
terça-feira (18) é um desdobramento da Operação
Placebo, deflagrada no último dia 20 de julho, em
cerca de 60 pontos clandestinos localizados nos estados
de Pernambuco, Espírito Santo, Piauí, Santa
Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Para as ações conjuntas de hoje, dez servidores
da Anvisa dão apoio aos policiais federais envolvidos
na segunda fase da Operação Placebo, iniciada
simultaneamente, nesta madrugada, em cinco pontos –
inclusive em residências – que comercializavam
irregularmente produtos e medicamentos sem registro na Agência.
Os funcionários da Anvisa (farmacêuticos e
advogados) cooperaram tecnicamente com a PF na análise
prévia dos medicamentos e na verificação
da legalidade dos produtos encontrados como também
no trabalho de repressão e até mesmo prisão
pela Polícia Federal. Além de adulteração
ou falsificação de medicamentos e produtos,
há suspeitas de contrabando.
A operação Placebo é resultado de
quase um ano de investigação conjunta que
começou com o rastreamento, por servidores da Anvisa,
de 22 anunciantes na internet. Os pontos clandestinos foram
monitorados a partir da identificação de “empresas”
com maior freqüência de atividades na rede mundial
de computadores.
Sanções – De acordo
com o Código Penal e a Lei 9.677/98, a adulteração
e falsificação de produtos destinados para
fins terapêuticos ou medicinais bem como a importação,
venda e armazenagem são considerados crimes hediondos
contra a saúde pública.
Conforme as normas em vigor (leis 5.991/73, 6.437/77 e
9.294/96, além das resoluções 102/00
e 833/97 da Anvisa, que tratam do comércio e da propaganda
de medicamentos e produtos para a saúde), os fabricantes
e distribuidores em situação irregular terão
as atividades paralisadas e não poderão fabricar
nem comercializar qualquer produto.
As “empresas” ainda poderão ser penalizadas
com multa que varia entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão,
definida conforme a avaliação da gravidade
do fato e possíveis antecedentes ou irregularidades
sanitárias.
Propaganda – Por meio da Gerência
de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda
e Publicidade de Produtos Sujeitos à Vigilância
Sanitária (Gprop), a Anvisa elaborou, entre 2005
e 2006, cerca de 1,3 mil pareceres técnicos e mais
de 30 notificações de adequação/suspensão
de propagandas irregulares. Aproximadamente 200 pareceres
tratavam de produtos sem registro identificado por meio
do monitoramento de propagandas.
A partir da Resolução 102/2000, que trata
da propaganda de medicamentos, a Agência registrou
queda de 33% (2003) para 10% (2004) e 8,5% (2005) na quantidade
de propagandas de produtos sem registro. Além disso,
a Anvisa observou queda de 24% (2003) para 14,6% (2004)
e 6,4% (2005) no número de propagandas que não
exibem cuidados e advertências. Só em relação
ao medicamento abortivo Citotec, cuja comercialização
é proibida, a Anvisa retirou do ar 62 páginas
de venda deste produto na internet.
De 2002 até
junho deste ano, a Anvisa aplicou mais de R$ 20 milhões
em multas relativas a processos administrativos julgados
por inadequações em propagandas de medicamentos
e produtos sujeitos á vigilância sanitária.
Operações
policiais com a participação direta da Anvisa
– 2006 e 2007
- Planaltina
(DF)
- Fechamento
de ponto de distribuição de medicamentos
sem registro na Anvisa;
- Apreensão
de seis mil unidades de produtos;
- Prisão,
em flagrante, do proprietário da distribuidora.
- Cachoeiro
do Itapemirim (ES)
- Fechamento
de dois laboratórios de fabricação
de medicamentos sem registro na Anvisa;
- Apreensão
de oito toneladas de 25 itens de produtos;
- Prisão
em flagrante dos proprietários dos laboratórios.
- Ubatuba
(SP)
- Fechamento
de laboratório e pontos de distribuição
de medicamentos sem registro na Anvisa;
- Apreensão
de 50 litros de “elixir” e centenas de frascos
(vazios), rótulos e bulas;
- Prisão
em flagrante do proprietário do laboratório.
- Bauru
(SP):
- Fechamento
de ponto de distribuição de medicamentos
sem registro na Anvisa;
- Apreensão
de 10 mil produtos fabricados em oito laboratórios
clandestinos;
- Prisão
em flagrante do proprietário da distribuidora.
- Hipócrates:
- Este ano,
a Polícia Federal realizou a operação
Hipócrates, no Rio de Janeiro (RJ), em que cerca
de 30 pessoas já foram presas por envolvimento
em roubo de cargas de medicamentos;
- O trabalho
contou com a participação de quatro funcionários
da Anvisa que auxiliaram os policiais.
- Sibutramina:
- No último
dia 15 de junho, em uma operação conjunta,
fiscais da Anvisa e das Vigilâncias do estado de
São Paulo e da região de Osasco (SP) suspenderam
a fabricação e comercialização
de alimentos e demais produtos adulterados (como o “CLA”),
com a substância sibutramina, por uma distribuidora
localizada no município de Embu-Guaçu (SP);
- A
sibutramina é estimulante do sistema nervoso central
e sua utilização só é aprovada
pela Agência em moderadores de apetite, mediante
prescrição médica e retenção
de receita (Portaria
SVS/MS 344/98);
-
Placebo (primeira fase):
- Em uma operação
articulada de investigação, a Anvisa e a
Polícia Federal identificaram a venda ilegal de
medicamentos e produtos sem registro na Anvisa, oferecidos
na internet, com fabricação ou distribuição
irregular em seis estados e dez municípios do país;
- A comercialização
foi identificada em cerca de 60 pontos clandestinos de
armazenagem ou venda nos estados de Minas Gerais (na capital
Belo Horizonte e em outras quatro cidades), Espírito
Santo (município de São Matheus), Piauí
(em Parnaíba), Pernambuco (Joboatão dos
Guararapes, na Grande Recife), Santa Catarina (Florianópolis)
e Rio Grande do Sul (Porto Alegre).
- A Operação
Placebo é resultado de nove meses de investigação
conjunta que começou com o rastreamento, por servidores
da Anvisa, de 22 anunciantes na internet.
- Aeroporto de Brasília
- Em uma operação
conjunta, a Anvisa e a Polícia Federal apreenderam
medicamentos falsificados que eram comercializados em
uma farmácia no Aeroporto Internacional Presidente
Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF). A operação
foi deflagrada no último dia 2 de agosto;
-
Por meio de denúncia de usuário, fiscais
da Anvisa identificaram falsificação em
55 caixas de dois lotes do medicamento Cialis e quatro
caixas de Viagra.
Informação:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa |