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“Operação
Ouro Branco” – orientações básicas
à população
1. O que é a Operação
Ouro Branco?
2. Quais os tipos de leite que foram
adulterados?
3. Quais as empresas que estão
envolvidas nesta operação?
4. Quais as marcas envolvidas?
5. Quais os sintomas de quem toma leite com
soda cáustica?
6. Como o Sistema Nacional de Vigilância
Sanitária atua para garantir a qualidade de produtos?
7. Denúncias ou fornecimento de informações
sobre indícios de irregularidades relacionadas ao
leite e sua produção podem ser feitos de que
maneira?
8. Como é possível contatar as
coordenações de Vigilância Sanitária
nos estados e capitais?
1. O que é a Operação
Ouro Branco?
Trata-se uma operação realizada pela Polícia
Federal com vista ao combate de fraudes e adulteração
do leite por substâncias químicas, como a soda
cáustica, vendido por duas cooperativas do triângulo
mineiro.
2. Quais os tipos de leite
que foram adulterados?
São os leites longa vida (UHT ou UAT- Ultra Alta
Temperatura), conhecidos como leite de caixinha. No entanto,
parte do produto vendido pelas cooperativas é leite
cru refrigerado, o que diminui os riscos de adulteração
do leite longa vida, pois as irregularidades foram identificadas
na etapa de processamento do leite.
3. Quais as empresas que
estão envolvidas nesta operação?
A operação, de acordo com as reportagens veiculadas
pela mídia, se refere às Cooperativas Agropecuária
do Sudoeste Mineiro (CASMIL) e a Cooperativa dos Produtores
de Leite do Vale do Rio Grande (COOPERVALE), ambas localizadas
no estado de Minas Gerais.
4. Quais as marcas envolvidas?
Técnicos da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária
(Visa) do Estado e do Município estão em Uberaba
(MG), onde realizam operação conjunta com
objetivo de identificar as marcas e os lotes dos leites
longa vida adulterados pela Copervale no processo de produção.
As marcas mencionadas são: Centenário, Calu
e Parmalat.
5. Quais os sintomas de
quem toma leite com soda cáustica?
A ingestão de produtos químicos em altas doses,
como a soda cáustica, podem causar danos à
saúde, sobretudo ao sistema gastrointestinal. È
necessário afirmar que essas manifestações
clínicas são esperadas quando da ingestão
das substâncias em concentrações altas
e, em geral, sozinhas.
Visualmente, a pessoa não consegue verificar a presença
de soda cáustica. Por isso é importante que
o consumidor esteja atento a alterações ou
mudanças na textura, no sabor e no odor do leite.
A fervura não elimina a presença de substâncias
químicas.
Qualquer manifestação desses sintomas, e que
estejam relacionadas ao consumo de leite, seguem as seguintes
orientações:
- Buscar serviços e orientações médicas;
e
- Suspender de imediato o consumo.
6. Como o Sistema Nacional
de Vigilância Sanitária atua para garantir
a qualidade de produtos?
O Sistema de Vigilancia sanitária - organizado por
meio da atuação dos 27 serviços estaduais
de Vigilância Sanitária e em todos os municípios
brasileiros – é competente para monitorar e
fiscalizar a segurança dos alimentos disponíveis
no comércio. Cabe ao Ministério da Agricultura
o controle da segurança dos alimentos durante o seu
processo produtivo, ou seja, do campo à industrialização.
7. Denúncias ou fornecimento
de informações sobre indícios de irregularidades
relacionadas ao leite e sua produção podem
ser feitos de que maneira?
Todo e qualquer uso de substância química em
alimentos devem seguir as normas e as finalidades previstas
pela regulamentação para o controle sanitário
de alimentos vigente. Os regulamentos sanitários
do Brasil não permitem qualquer aplicação
e/ou uso de soda cáustica no leite.
Denúncias ou fornecimento de informações
sobre indícios de irregularidades no leite devem
ser dirigidas às Vigilâncias Sanitárias
(Visa) estaduais e/ou municipais.
O que deve ser informado?
1 Marca e fábrica do produto
1. Lote do produto
2. Data de validade
3. Origem da aquisição do produto
5. Tipos de alterações observadas.
Não é necessário levar as embalagens
ou o produto, aos serviços de Vigilância Sanitária.
É assegurado o sigilo da informação.
8. Como é possível
contatar as coordenações de Vigilância
Sanitária nos estados e capitais?
Todas as Vigilâncias Sanitárias (Visas) estaduais
possuem canais de comunicação como: telefones,
fax ou ouvidorias. Algumas também dispõem
do canal “fale conosco” em páginas da
Web.
As vigilâncias municipais geralmente podem ser contatadas
por meio de telefones, ou pessoalmente pelo cidadão.
Há também o “Disque Saúde”
– 0800-61-1997 – e a Ouvidoria da Anvisa: ouvidoria@anvisa.gov.br.
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