| Brasília,
30 de março
de 2007 - 15h30
Bronzeamento
artificial: cuidados que devem ser observados
Em
entrevista, o diretor da Anvisa Cláudio Maierovitch
esclarece dúvidas e cuidados sobre a utilização
de câmaras de bronzeamento artificial. Veja também
as regras
para o uso desse equipamento de forma segura.
O
que a Anvisa pode fazer no sentido de dar mais tranqüilidade
para as pessoas que utilizam o serviço de bronzeamento
artificial?
Há bastante tempo nós temos dado atenção
a este tema. Em 2002, publicamos a resolução
308/02 sobre procedimentos que devem ser adotados por aqueles
que oferecem serviço de bronzeamento artificial.
Não seguir essas normas pode trazer prejuízos
à saúde da pessoa que se submete a esse tipo
de procedimento.
Qual
a posição da Anvisa sobre a utilização
ou não desse tipo de bronzeamento?
De maneira
geral, o uso de câmaras de bronzeamento é um
procedimento que aumenta a exposição a radiações
que são nefastas para a pele. A exposição
a essas radiações não traz benefícios
à saúde. São relevantes apenas do ponto
de vista estético. Por isso, as pessoas devem utilizar
o bronzeamento em câmaras de acordo com as recomendações
feitas pela Anvisa. Um dos itens da nossa resolução
de 2002, por exemplo, proíbe expressamente a repetição
do bronzeamento num prazo inferior a 48 horas.
Que
outros cuidados devem ser observados?
Há
também a necessidade da presença de um técnico
treinado para operar a câmara de bronzeamento. A manutenção
preventiva dos equipamentos precisa ser seguida, incluindo
um laudo feito por peritos que indique o nível da
radiação gerada pelo equipamento. São
itens fundamentais para reduzir o risco do bronzeamento.
O usuário também deve apresentar uma avaliação
médica da pele, indicando o nível de risco.
É
possível que a má utilização
dessas câmaras gere problemas graves para a saúde
das pessoas?
A exposição
contínua traz danos a longo prazo, aumenta o risco
de câncer de pele, do envelhecimento da pele e mesmo
de queimaduras. Também é possível o
surgimento de problemas imediatos. Vasculhando um pouco
os relatos sobre casos graves, nós encontramos um
caso ocorrido nos Estados Unidos, no Alabama, em 1979. Uma
pessoa que tomava um medicamento que aumentava a sensibilidade
da pele à luz morreu por causa da combinação
do uso do medicamento com a câmara. Por isso, é
importante a avaliação médica. Mesmo
que não ocorra um problema tão sério,
ao longo do tempo os danos podem aparecer.
Por
que esse tipo de prática é permitido?
Existem
muitas práticas, muitos hábitos que são
pouco saudáveis, e nem todos eles podem ser efetivamente
proibidos. Nós podemos lembrar hábitos não
saudáveis relacionados ao uso de substâncias
como o cigarro e o álcool ou outras tantas situações,
como, por exemplo, a má alimentação.
No entanto, não se justifica a sua proibição
até mesmo pelo status cultural e legal. Nós
temos procurado difundir uma recomendação
para que as pessoas se protejam da radiação
solar e que não utilizem mecanismos artificiais que
podem, inclusive, aumentar o risco de danos à pele.
Além
das câmaras, há outros meios artificiais para
o bronzeamento. Quais cuidados devem ser tomados em relação
a eles?
Existem
produtos registrados na Anvisa na categoria de cosméticos
para esse tipo de procedimento. Tanto para as câmaras
como para os outros produtos a recomendação
é a mesma: verificar se o equipamento ou produto
está registrado na Anvisa e se as orientações
de uso estão sendo seguidas.
Informação:
Assessoria de Imprensa da Anvisa
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