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Brasília,
19 de março
de 2008 - 11h30
Anvisa
libera uso de embalagens PET recicladas em alimentos
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Cerca
de 184 mil toneladas de garrafas PET deixaram de ser
recicladas, no Brasil, em 2007. Uma resolução
aprovada pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), nesta terça-feira
(18), pode contribuir para a mudança deste quadro.
As novas regras editadas pela Agência permitem
que as empresas utilizem PET reciclado para embalar
alimentos. |
A principal exigência para o uso do Polietilenotereftalato
(PET) reciclado em contato com alimentos será o registro
do produto na Anvisa. Além disso, o rótulo
da embalagem deverá conter o nome do produtor, o
número de lote e a expressão “PET-PCR”.
Tecnologia - A norma da Anvisa fundamenta-se
no surgimento de novas tecnologias capazes de limpar e descontaminar
esse tipo de material, independentemente do sistema de coleta.
São as chamadas tecnologias Super Clean e Bottle
to Bottle. Até o momento, apenas quatro empresas
apresentaram pedidos à Anvisa para utilizar esse
tipo de tecnologia: duas no Rio de Janeiro, uma em São
Paulo e uma na Bahia..
O gerente de Ciência e Tecnologia de Alimentos da
Anvisa, Lucas Dantas, ressalta que as novas tecnologias
são aplicadas em diferentes fases da cadeia de reciclagem.
“O material a ser reciclado passa por várias
etapas e testes experimentais, sendo que no final do processo
dá origem à resina de PET limpa e própria
para a confecção de embalagens que entram
em contato com alimentos”, explica Dantas.
Plástico - O PET é o material
utilizado, principalmente, na fabricação de
garrafas plásticas para bebidas não alcoólicas
como refrigerantes e sucos, entre outros alimentos. De acordo
com o site www.ambientebrasil.com.br, as garrafas PET demoram
cerca de 100 anos para se decompor no meio ambiente. A Associação
Brasileira da Indústria do PET (Abipet) estima que,
só em 2006, foram produzidas 378 mil toneladas de
embalagens a base de PET, no Brasil.
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Exigências
para reciclagem de PET em alimentos
- Habilitação e o
registro do estabelecimento na Anvisa
- Registro do plástico de Polietileno Tereftalato
pós-consumo reciclado (PET - PCR) na Agência
- Autorizações especiais de uso da tecnologia
utilizada de PET-PCR (FDA ou outra referência
reconhecida)
- Análise validada de contaminantes e análise
sensorial
- Comprovação pelo estabelecimento produtor
que dispões de: sistemas de controle de processo/
produto e garantia da qualidade, laboratório
de análise e pessoal capacitado e programa
de monitoramento analítico que assegure a continuidade
da qualidade do PET-PCR
- Na embalagem do produto deverá ser identificado
o produtor, o número de lote ou codificação
quer permita a rastreabilidade
- Inclusão da expressão “PET-PCR”
na embalagem
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Saiba mais:
Uso de PET recicladas em alimentos
é harmonizada no MERCOSUL
Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa
da Anvisa
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