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Brasília,
22 de julho
de 2008 - 18h20
Anvisa
cancela registro do antiinflamatório Prexige
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
determinou, nesta terça-feira (22), o cancelamento
do registro, em todo o país, da apresentação
de 100 mg do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe),
do Laboratório Novartis. A apresentação
de 400 mg fica suspensa por 90 dias. A medida é motivada
pelas incertezas a respeito da segurança hepática
do medicamento e acompanha as decisões dos principais
cenários regulatórios internacionais.
Os consumidores que estiverem fazendo uso do medicamento
devem procurar seus médicos para que procedam à
substituição do produto sem interromper o
tratamento. Existem no mercado brasileiro alternativas,
com perfil de eficácia e segurança mais bem
definido, para todas as indicações do Prexige.
No Brasil, o antiinflamatório Lumiracoxibe tem indicações
aprovadas para tratamento de osteoartrite (um tipo de artrite),
da dor aguda e da dismenorréia (cólica menstrual)
primária. Estava disponível nas apresentações
de 100mg (embalagens com 20 comprimidos) e 400mg (embalagens
com 4 e 7 comprimidos).
Histórico
O Prexige teve seu registro aprovado no Brasil em julho
de 2005 e já foi vendido em 35 países. Hoje,
apenas seis países de todo o mundo mantém
a sua comercialização: México, Colômbia,
Equador, República Dominicana, Brasil e Bahamas.
A retirada do medicamento por vários países
foi iniciada após o recebimento de oito notificações
hepáticas graves pela agência reguladora da
Austrália - Therapeutic Goods Administration (TGA).
Desde agosto de 2007, quando a agência australiana
determinou o cancelamento do registro do medicamento naquele
país, a Anvisa tem monitorado as ocorrências
de reações adversas associadas a ele, exigindo
relatórios mensais sobre a segurança do produto.
A Anvisa não acompanhou imediatamente a decisão
da agência australiana por considerar ser necessária
melhor avaliação do perfil benefício/risco
do medicamento
no Brasil. A determinação australiana foi
baseada principalmente no produto de 200 mg com uso prolongado,
sendo que no Brasil o maior uso era o de 400 mg para curto
prazo em ate 10 dias. Isso exigiu uma continuação
das análises feitas pela Agência.
No entanto, de janeiro de 2007 a abril de 2008, houve um
aumento significativo no número de reações
hepáticas notificadas. Em janeiro de 2007, o número
de reações notificadas era de 16, em agosto
deste mesmo ano passou para 93, chegando a 211 em abril
de 2008.
Em maio, foram concluídas as últimas análises
da Anvisa sobre o medicamento e, em julho, finalizados dois
pareceres que recomendaram o cancelamento do registro no
Brasil – um da Câmara Técnica de Medicamentos
(Cateme), órgão consultivo da Agência,
e outro da área de Farmacovigilância da Agência.
Apresentados na reunião da Diretoria Colegiada da
Anvisa desta terça-feira (22), os pareceres motivaram
a decisão do órgão colegiado.
Números
As notificações relacionadas ao Prexige,
acumuladas no período de julho de 2005 a abril de
2008, totalizam 3585 casos de reações adversas,
sendo 1013 destes casos considerados graves (28%). A relação
do último período (abril/2008) é maior:
dos 85 casos notificados, 34 eram graves (40%).
Dos 3585 casos notificados, 1265 são do Brasil,
o que representa 35% dos casos. Os estabelecimentos que
não atenderem à determinação
da Anvisa estarão sujeitos às penalidades
previstas na Lei 6437/77, como multas de R$ 2 mil a R$ 1,5
milhão e demais sanções.
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa |