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Brasília,
25 de novembro de
2008 - 17h10
Bombinhas
com CFC estão proibidas a partir de 2011
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Os
medicamentos que contêm gás clorofluorcarbono
(CFC), como bombinhas para asma, não poderão
ser mais produzidos ou importados a partir de 1º
de janeiro de 2011. A determinação está
na RDC
88/2008 da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), publicada no diário
oficial desta quarta-feira (26).
Os fabricantes desses medicamentos também deverão
colocar, nas bulas e embalagens, o seguinte aviso:
“ESTE MEDICAMENTO CONTÉM SUBSTÂNCIAS
QUE AGRIDEM A CAMADA DE OZÔNIO E POR ISSO SERÁ
SUBSTITUÍDO SUBSTITUÍDO
.PROCURE SEU MÉDICO PARA
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ORIENTAÇÕES".
A
advertência deve ser incluída até 31 de
julho de 2009.
A medida é válida para os produtos que utilizam
gases propelentes do tipo clorofluorcarbonos, que abrangem
as seguintes espécies químicas, isoladas ou
em mistura: triclorofluormetano (CFC 11), diclorodifluormetano
(CFC 12), diclorotetrafluoretano (CFC 14) e outros clorofuorcarbonos
com potencial de destruição da camada de ozônio.
Segundo o gerente de Pesquisas, Ensaios Clínicos,
Medicamentos Biológicos e Novos da Anvisa, Jorge
Samaha, já existem alternativas ao CFC. Um exemplo
é o gás hidrofluoralcano (HFA). “O HFA
apresenta eficácia semelhante ao CFC e é vantajoso
quanto ao custo”, acrescenta. As empresas fabricantes
deverão entrar com o pedido de adequação
dos produtos na Anvisa até 31 de julho de 2010. A
documentação terá prioridade de análise
na Agência.
Mercado
Na Anvisa, há 12 medicamentos registrados que utilizam
o CFC como propelente (para dar impulso). Esses medicamentos
são aerossóis utilizados em casos de asma
e doenças pulmonares.
O ozônio é um gás presente naturalmente
em duas regiões da atmosfera: troposfera (entre 10
e 16 quilômetros da Terra) e estratosfera (entre 16
e 50 quilômetros da Terra). Cerca de 90% do gás
está na estratosfera, também chamada de “camada
de ozônio”.
O início da destruição do ozônio
estratosférico se dá por meio de emissão
de gases que contenham cloro e flúor. Destruída,
a camada de ozônio não absorve a radiação
ultravioleta do sol, que é nociva à saúde.
A radiação pode causar danos à visão,
supressão do sistema imunológico e câncer
de pele.
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa |