| Brasília,
29 de outubro
de 2008 - 11h10
Anvisa
propõe normas para embalagem de ovos
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Gemada,
ovo mole e até glacês e mousses feitos
a partir de ovo cru vão receber uma atenção
especial da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária. Na próxima terça-feira
(4), a Agência vai publicar uma Consulta Pública
que propõe a modificação da rotulagem
das embalagens de ovos. A proposta prevê que os
rótulos de todos os ovos apresentem duas |
advertências:
"O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar
danos à saúde" e "Mantenha os ovos
preferencialmente refrigerados".
A partir da publicação no Diário Oficial,
a Consulta Publica passará a valer por 60 dias. Nesse
período, os cidadãos poderão oferecer
críticas e sugestões ao texto. Se o documento
for aprovado sem modificações, as novas regras
poderão entrar em vigor em meados do próximo
ano.
De acordo com a diretora da Anvisa, Maria Cecília
Martins Brito, o objetivo da regulamentação
é alertar as donas de casa e responsáveis
por restaurantes sobre a possibilidade de contaminação
causada pela bactéria salmonela. Essa bactéria
é muito comum na casca ou no interior de ovos crus.
“Essa proposta de resolução trata principalmente
de uma comunicação de risco. Isso é
uma forma de a vigilância sanitária alertar
à população para reduzir riscos”,
argumenta.
Dentre os principais sintomas apresentados pelo indivíduo
contaminado pela Salmonella estão náuseas,
vômitos, dores abdominais e diarréia. Segundo
Maria Cecília, dados do Ministério
da Saúde revelam que, entre 1999 e 2006, foram
notificados à Secretaria de Vigilância em Saúde
(SVS) 5.327 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos
(DTA).
Um estudo
feito pela SVS entre 1999 e 2004 revelou 3.737 surtos só
neste período, 202 deles causados pela Salmonella.
A análise indicou que, dentre os mais de três
mil surtos, 67% deles estavam associados ao consumo de um
tipo específico de alimento. As ocorrências
provocadas por preparados com ovos ou maionese representaram
21,1% do total, seguida por alimentos com preparações
mistas (18,9%), carnes vermelhas (13%) e sobremesas (11,5%).
O estudo também revelou que as residências
são os locais com maior ocorrência de surtos,
com 48,5% do total, seguidas de restaurantes (18,8%) e escolas
(11,6%).
Maria Cecília Brito ressalta que as mudanças
na rotulagem não deverão provocar uma redução
no consumo do produto. "O ovo é um alimento
muito importante do ponto de vista nutricional. Nós
somente queremos adicionar cuidados à manipulação
do alimento", explica.
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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