| Brasília,
1º de julho de 2009 - 12h20
Farmacopéia revisa plantas com uso na medicina popular
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Começou a revisão do padrão
de qualidade de 32 plantas medicinais. Dessa vez, consulta
pública da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), publicada nesta terça-feira
(30), trata de algumas plantas com amplo uso na medicina
popular, como: arnica, melissa, espinheira-santa, babosa,
gengibre e guaraná.
Esta Consulta Pública faz parte do trabalho |
de
revisão
da Farmacopéia
Brasileira, o Código Oficial Farmacêutico
do país. “Este documento estabelece os requisitos
mínimos para a fabricação e o controle
da qualidade de medicamentos utilizados no país”,
explica Luiz Armando Erthal, diretor adjunto da Anvisa. Além das plantas medicinais, também serão
revisados os padrões de qualidade de mais 21 matérias
primas e oito especialidades farmacêuticas (medicamentos
prontos). Durante os 30 dias em que as consultas públicas
ficarem abertas, as monografias serão disponibilizadas
para avaliação e comentários das empresas,
laboratórios, comunidade científica e a sociedade
em geral.
A Farmacopéia é de uso obrigatório
para os que fabricam, manipulam, fracionam e controlam produtos
farmacêuticos. O compêndio também serve
como parâmetro para as ações da vigilância
sanitária, como: registro, fiscalização
e análise fiscal.
Histórico
Desde o início de 2008, a Anvisa trabalha, em parceria
com 14 universidades, na revisão da Farmacopéia
Brasileira. As monografias atualizadas serão disponibilizadas
no site da Farmacopéia, assim que revistas.
Ao término do processo de revisão, será
publicado um Código Farmacêutico Oficial atualizado
em um compêndio único. Atualmente, ainda estão
em vigor textos das quatro farmacopéias já
publicadas no Brasil. “A idéia é que
o Brasil disponha de um instrumento estratégico que
consiga, além de estabelecer os requisitos de qualidade
para os produtos farmacêuticos, harmonizar o avanço
científico com o conhecimento popular, de acordo
com a Política Nacional de Medicamentos do Ministério
da Saúde”, complementa Erthal.
A primeira edição da Farmacopéia foi
publicada em 1929, a segunda e a terceira edições
são de 1959 e 1976, respectivamente. A última
teve início em 1988 e foi publicada em seis fascículos,
nos anos de 1996, 2000, 2001, 2002, 2003 2005.
Como participar
Contribuições às três
consultas públicas podem ser encaminhadas à
Anvisa, indicando a monografia, sugestão e respectiva
justificativa, por meio do fax: (61) 3462 – 6791 ou
dos e-mails: cp39.farmacopeia@anvisa.gov.br
(matérias-primas), cp40.farmacopeia@anvisa.gov.br
(especialidades farmacêuticas) e cp38.farmacopeia@anvisa.gov.br
(plantas medicinais e derivados) . Quem optar pelo correio
deve enviar sugestão para o seguinte endereço:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
/ DIMCB/Farmacopéia Brasileira, SIA Trecho 5, Área
Especial 57, Bloco D, 5º andar, Brasília-DF,
CEP 72.205-050
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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