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Brasília, 1º de setembro de 2009 - 9h10
Vigilância busca integração para fortalecer ações

O Fórum de Vigilância Sanitária da Região Sudeste terminou, nesta sexta-feira, em Vitória (ES), após dois dias de debates e trocas de experiências entre gestores e profissionais de saúde. A necessidade de maior articulação entre os órgãos e esferas de governo, as possibilidades de pactuação e financiamento, e os benefícios da intersetorialidade foram assuntos abordados durante o encontro.

“ O trabalho integrado é o único caminho para a prestação de serviços com qualidade”, disse o Secretário de Estado da Saúde do Espírito Santo, Anselmo Tozi.

Experiências

A região de Médio Mucuri, em Minas Gerais, realizou o primeiro mapeamento sanitário do país, com a identificação do número exato de estabelecimentos sujeitos à vigilância sanitária nos nove municípios que compõem a região de 63 mil habitantes. A iniciativa foi motivada por uma ação do Ministério Público que, em 2007, determinou o fechamento de grande parte dos estabelecimentos alimentícios do local, por falta de condições higiênico-sanitárias.

O Estado de Minas Gerais e os municípios do Médio Mucuri criaram a Microrregional de Vigilância Sanitária do Médio Mucuri e, por meio de pactuações entre os gestores, reestruturaram o serviço de vigilância sanitária da região. “A microrregionalização fortalece o trabalho da vigilância, pois promove parcerias entre as instituições e os municípios, além de fornecer informações precisas sobre determinada realidade”, afirmou o representante da Microrregional de Médio Mucuri, Adaury Costa.

Segundo ele, as melhorias só foram possíveis pelo investimento em educação e por meio de uma atuação intersetorial. “Conseguimos montar uma pequena estrutura de vigilância sanitária em cada município, apesar de o suporte mais importante ficar na capital, Águas Formosas. Fizemos sucessivas visitas aos donos dos estabelecimentos e, paulatinamente, as adequações foram sendo realizadas”.

No Rio de Janeiro, um levantamento feito com os 12 municípios da região do Médio Paraíba apontou que apenas oito destes municípios possuíam Programa de Saúde do Trabalhador, apesar de todos possuírem estrutura de vigilância sanitária em funcionamento. A partir desta constatação, o Centro Regional de Saúde do Trabalhador (Cerest) de Volta Redonda (RJ) decidiu garantir as ações de saúde do trabalhador por meio dos núcleos de vigilância sanitária.

“ Fizemos capacitações com os técnicos de vigilância sanitária para que eles estivessem aptos a empreender as atividades de saúde do trabalhador. Assim, otimizamos nossos recursos humanos e garantimos condições seguras e adequadas para os trabalhadores”, explica Edinéia Rosa Ferreira Sant´Anna, do Cerest de Volta Redonda.

A Região de Franco da Rocha, em São Paulo, é umas das que possui um dos mais altos índices de vulnerabilidade social do país. Segundo Cristina Azzolini, da vigilância sanitária local, três dos cinco municípios da região não declaram o valor da contra-partida, no componente de vigilância sanitária, no bloco de financiamento da vigilância em saúde.

Azzolini apresentou o Plano de Vigilância Sanitária da região e destacou sua importância como instrumento de pactuação e definição de responsabilidades sanitárias, desenvolvidas a partir do Plano Diretor de Vigilância Sanitária (PDVisa) e do plano estadual de saúde.

Para ampliar o conhecimento dos técnicos sobre as possibilidades de financiamento, foram realizados, ainda, um seminário e uma oficina, nos quais foram abordados as receitas e os gastos do primeiro trimestre de 2009. “Percebemos que muitas das metas previstas em nosso planejamento não eram cumpridas por desconhecimento dos recursos disponíveis para saúde”. Para Azzolini, é importante inserir o plano de vigilância sanitária na programação anual de saúde.

Essas são apenas algumas das experiências apresentadas durante o Fórum de Vigilância Sanitária da Região Sudeste. O encontro ainda será realizado no Nordeste e na Região Sul.

Livro

As experiências de sucesso selecionadas em cada Região vão compor um livro que será lançado no Fórum Nacional de Vigilância Sanitária, que acontece em novembro, em Brasília (DF).


Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

 
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