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Brasília, 1º de outubro de 2009 - 18h25
Serviços de saúde: evento reúne 800 pessoas em Salvador

Como melhorar a qualidade dos serviços prestados por hospitais, clínicas e instituições de internação? Como enfrentar velhos problemas de saúde, como a resistência microbiana aos antibióticos, que se torna cada dia mais preocupante, e outros mais recentes, como os decorrentes da introdução de novas tecnologias? Esses e outros assuntos são discutidos por 800
pessoas que participam do I Encontro
SMS/Salvador - BA
Nacional de Vigilância Sanitária em Serviços de Saúde (Enaviss), que acontece até esta sexta-feira (02) em Salvador (BA).

No primeiro dia do evento foram discutidas medidas para o controle de infecções, além do gerenciamento de medicamentos e resíduos em serviços de saúde, a acreditação de hospitais como ferramenta para melhorar a qualidade dos serviços prestados e aspectos relevantes da Política Nacional do Idoso.

O Dr. Didier Pittet, da Organização Mundial da Saúde (OMS), proferiu uma conferência sobre a Aliança Mundial pela Segurança do Paciente, iniciativa da entidade que tem por objetivo reduzir os erros associados à assistência, garantindo a redução das taxas de infecção hospitalar e a segurança do sangue, da água, da imunização e dos procedimentos.

“Todos os dias 1,4 milhão de pessoas em todo o mundo contraem infecções hospitalares. Cuidados simples e baratos como a higienização das mãos dos profissionais de saúde podem salvar vidas e representam ferramentas importantes no combate às infecções hospitalares”, explica Pittet.

No entanto, segundo ele, pesquisas internacionais mostram que a aderência dos profissionais à prática pode ser menor que 40%, por isso os hospitais precisam desenvolver medidas permanentes para incentivar o hábito. “A baixa aderência pode ser reflexo da pressão do tempo exercida sobre os profissionais”, sinaliza.
Num cenário ideal, a higienização das mãos deve ser feita em cinco diferentes momentos: antes de se tocar no paciente, antes dos procedimentos de limpeza, depois da exposição ao fluídos corporais, depois de tocar no paciente e finalmente, após tocar no entorno dele (na maca, por exemplo).

“ A redução das taxas de infecção depende ainda de se educar os trabalhadores e mudar a cultura predominante, reduzindo as infecções cruzadas”, acrescenta Pittet.
Ainda no primeiro dia do evento, representantes dos ministérios da saúde da Argentina, Venezuela, Uruguai e Paraguai demonstraram como o tema vem ganhando destaque na América do Sul. “O trabalho conjunto de harmonização no âmbito do Mercosul está imprimindo maior importância à vigilância sanitária dos serviços de saúde”, aponta Gabriela Maria Pérez, do ministério da saúde da Venezuela.
Numa peça teatral, profissionais dos hospitais Roberto Santos e São Marcos, de Salvador, protagonizaram três bactérias (Pseudomonas aeruginosa, Klebisiella pneumoniae e Staphylococcus aureus) discutindo para concluir qual delas possui melhores mecanismos de resistência aos antibióticos e portanto conseguem causar mais danos aos pacientes. O episódio se passa na UTI de um hospital que tem como agravante o fato de não possuir Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) instalada.

Mais informações e programação completa em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/enaviss/programa.htm

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

 
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