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Brasília,
2 de outubro de 2009 - 18h45
Encontro
proporciona ricas discussões
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Terminou
nesta sexta-feira (02), em Salvador (BA) o I Encontro
Nacional de Vigilância Sanitária em
Serviços de Saúde (Enaviss). O encontro
proporcionou discussões sobre assuntos
ligados às atividades desenvolvidas por clínicas,
hospitais, instituições de internação,
laboratórios e outros prestadores de serviços
de interesse na área da saúde.
O gerente geral de Tecnologia em Serviços de Saúde
da Anvisa, Heder Murari Borba, anunciou durante o encontro
que a Agência está construindo critérios
próprios, que considerem as especificidades nacionais,
para que se tenha uma definição e o correto
enquadramento da infecção |
hospitalar
no Brasil. “O objetivo é estabelecer um parâmetro
para que o país possa produzir dados confiáveis
acerca das infecções hospitalares”, explica
Murari. Ainda segundo ele, está em estudo um sistema
de informação que possa receber e compilar
os dados de forma eficiente. Leia
Também: Resistência microbiana é tema
de debate no Enaviss
O médico e técnico da agência, Luis Carlos
da Fonseca e Silva, conduziu um curso sobre o gerenciamento
de resíduos nos serviços de saúde. Ele
falou sobre a classificação dos resíduos,
o transporte, o tratamento e a destinação final. “Não
adianta o hospital segregar o resíduo, tratá-lo
e contratar uma transportadora licenciada sem pensar na destinação
final, ou seja, para onde esse resíduo vai depois”,
lembrou.
Luis Carlos explicou aos participantes sobre a chamada Química
verde, que consiste em tentar reduzir a emissão de
resíduos na fonte e evitar o uso de substâncias
tóxicas ou bioacumulativas, levando também em
consideração a prevenção da poluição
e o uso de tecnologias limpas.
A avaliação de novas tecnologias foi outro
tema abordado. Para a professora do Departamento de Enfermagem
em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP,
Maria Clara Padoveze, é extremamente importante que
o profissional de saúde oriente o setor de compras
de uma instituição. “É preciso
ser efetivo, ou seja, avaliar se uma nova tecnologia traz
realmente ganhos importantes para o paciente em relação
a outras já existentes”, ressalta a professora.
Cirurgias Seguras
Tema que vem se tornando uma exigência não só dos órgãos
reguladores em saúde, mas da sociedade como um todo,
a cirurgia segura foi abordada pelo Dr. Edmundo Ferraz, chefe
do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas
da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e presidente
do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).
A cada ano, em todo o mundo, 234 milhões de pessoas
são submetidas a cirurgias. Dados apresentados pelo
cirurgião revelam que entre 1 milhão e 2 milhões
de pessoas morrem por ano durante ou imediatamente após
um procedimento cirúrgico. As complicações
ocorrem em 7 milhões de pessoas e em 50% dos casos,
elas são evitáveis.
“
Protocolos pré-estabelecidos, comissões de
controle de infecção hospitalar eficientes,
mudanças no treinamento dos médicos e a educação
da própria comunidade são fatores essenciais
para se evitar essas ocorrências”, defende o
cirurgião.
No Brasil, a Anvisa está trabalhando para implantar
rotinas que aumentem a segurança das cirurgias. A
checagem das informações clínicas da
pessoa, do órgão a ser operado e dos equipamentos
médicos disponíveis pode fazer a diferença
entre o sucesso de uma cirurgia e o início de uma
série de complicações para o paciente.
A resistência microbiana aos antibióticos, os
cuidados necessários a se observar nos procedimentos
de diálise e preparação de nutrição
parenteral, os controles interno e externo de qualidade em
laboratórios e a Influenza A (H1N1) também
foram discutidos durante o evento.
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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