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Brasília,
2 de setembro de
2009 - 9h50
Proibição
de câmaras de bronzeamento em discussão
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Preocupada com os novos indícios
de agravos à saúde relacionados com
o uso de câmaras de bronzeamento artificial,
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) abriu, nesta quarta-feira (02), uma consulta
pública prevendo a proibição
do uso estético desses equipamentos e também
do comércio, aluguel, doação
e importação. Durante 30 dias profissionais
de saúde, usuários, população
em geral e representantes do segmento industrial vão
poder opinar sobre o assunto.
A proibição psroposta não se
aplica aos equipamentos com emissão de radiação
ultravioleta destinados a terapias médicas.
Isso inclui a utilização para o tratamento
de doenças como psoríase e vitiligo.
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Em vigor
A Agência já possui, desde 2002, quando se
intensificou o uso estético desses equipamentos
no Brasil, um regulamento sobre
o assunto, que entre outros pontos, veda o uso por menores
de 18 anos e estabelece um intervalo mínimo
entre cada sessão. Em julho deste ano, a Iarc (International
Agency for Research on Câncer) classificou as câmaras
de bronzeamento na lista de fatores comprovadamente carcinogênicos.
A Iarc é uma instituição vinculada à Organização
Mundial da Saúde (OMS) dedicada à pesquisa
e combate ao câncer.
Panorama do câncer de pele no Brasil
Estima-se que em 2008 tenham ocorrido aproximadamente
126 mil casos de câncer de pele no país, o
que demandou investimentos da ordem de R$ 24 milhões
do Ministério da Saúde para assegurar o tratamento
dos pacientes pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Dentre os cânceres de pele, o melanoma é um
dos tipos que apresenta maior letalidade. Apenas no ano
passado foram registrados cerca de 6 mil casos no Brasil.
Trata-se de um tipo menos freqüente do que os outros
tumores de pele, porém sua letalidade é mais
elevada.
A Organização Mundial de Saúde estima
que anualmente ocorram cerca de 130 mil casos novos de
melanoma no mundo. A Sociedade Americana de Câncer
estimou que, em 2007, ocorreram cerca de 60 mil casos nos
Estados Unidos, relacionados com a exposição à radiação
ultra-violeta. Tem-se observado um expressivo crescimento
na incidência deste tumor em populações
de cor de pele branca.
A maioria dos casos de câncer de pele é associada à exposição
excessiva à radiação ultravioleta
- UV. Por isso, a prevenção inclui ações
de prevenção primária - que são
efetivas e de baixo custo - por meio de proteção
contra a radiação UV.
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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