| Brasília,
8 de julho de 2009 - 15h50
Farmacopéia: Brasil e Argentina avançam em
acordo bilateral
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Substâncias
químicas de referência certificadas
pela Farmacopeia Argentina poderão ser utilizadas
para avaliação da qualidade de insumos
farmacêuticos e medicamentos produzidos no
Brasil. A resolução RDC 37 da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
publicada nesta quarta-feira (8), inclui a Farmacopéia
Internacional (OMS) e a Farmacopéia Argentina
na lista de compêndios aceitos |
pela Agência.
“A partir de agora, quando não existirem
estudos oficiais para determinada substância
química de referência no Brasil, poderão
ser utilizados também os padrões que
constam nessas duas farmacopéias”,
explica Luiz Armando Erthal, diretor adjunto da
Anvisa. Substâncias químicas de referência
são materiais utilizados na avaliação
conformidade de insumos farmacêuticos e medicamentos
como referência nas análises de controle
da qualidade.
Essa ação faz parte do trabalho de
revisão da Farmacopéia
Brasileira,
compendio oficial que estabelece os requisitos mínimos
para a fabricação e o controle da
qualidade de medicamentos utilizados no país.
A iniciativa é resultado do acordo bilateral,
firmado, em 2008, entre os presidentes do Brasil
e da Argentina, para o reconhecimento mútuo
de Substâncias Químicas de Referência
de ambas Farmacopéias.
A resolução prevê, ainda, a
inclusão das Farmacopéias Internacional
(OMS) e da Argentina no caso de não existirem
monografias nacionais sobre determinadas matérias-primas,
formas farmacêuticas, correlatos e métodos
gerais. O Brasil já reconhecia o uso de referências
das Farmacopéias: Alemã, Americana,
Britânica, Européia, Francesa, Japonesa,
Mexicana e Portuguesa.
Histórico
Desde o início de 2008, a Anvisa trabalha,
em parceria com 14 universidades, na revisão
da Farmacopéia Brasileira. As monografias
atualizadas serão disponibilizadas no s ite
da Farmacopéia, assim que revistas.
Ao término do processo de revisão,
será publicado um Código Farmacêutico
Oficial atualizado em um volume único. Atualmente,
ainda estão em vigor textos das quatro farmacopéias
já publicadas no Brasil. “A idéia é que
o Brasil disponha de um instrumento estratégico
que consiga, além de estabelecer os requisitos
da qualidade para os produtos farmacêuticos,
harmonizar o avanço científico com
o conhecimento popular, de acordo com a Política
Nacional de Medicamentos do Ministério da
Saúde”, complementa Erthal.
A primeira edição da Farmacopéia
foi publicada em 1929, a segunda e a terceira edições
são de 1959 e 1976, respectivamente. A última
teve início em 1988 e foi publicada em seis
fascículos, nos anos de 1996, 2000, 2001,
2002, 2003 2005.
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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