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Brasília,
18 de junho de 2009 - 11h05
Parceria
combate comércio de produtos de limpeza informais
Uma
parceria entre a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), o Sebrae e representantes das
indústrias de limpeza quer combater a venda de saneantes
ilegais no mercado brasileiro. A idéia é unir
esforços para a regularização das
micro e pequenas empresas que atuam em desacordo com as
normas vigentes no país.
As entidades envolvidas assinaram, nesta quarta-feira
(17), uma carta de intenções para formalizar
o comprometimento com o projeto. Durante o encontro, foram
apresentados os benefícios, perspectivas e desafios
de micro e pequenos fabricantes no cumprimento da legislação
atual.
Uma das ações propostas pela parceria é disponibilizar
profissionais especializados para prestar informações,
orientar e capacitar empresas interessadas. “Acreditamos
que muitas empresas atuam de forma irregular por falta
de conhecimento da lei”, afirmou a gerente de produtos
saneantes da Anvisa, Tânia Pich. O diretor-presidente
da Agência, Dirceu Raposo de Mello, reforça
essa posição. “É do interesse
da vigilância sanitária a regularização
das empresas, pois significa uma melhora na qualidade dos
produtos e na proteção a saúde das
pessoas”, afirmou.
Outro desafio é conscientizar a população
dos riscos desses produtos. “O consumidor também
pode fazer a sua parte, evitando comprar produtos que não
têm registro na Anvisa”, lembrou Tânia
Pich. A parceria já distribuiu mais de dois milhões
de cartilhas de orientação aos consumidores
em todo o país. O material também está disponível
no site da Agência: http://www.anvisa.gov.br/saneantes/cartilha_saneantes.pdf .
Mercado
No Brasil, as pequenas e médias indústrias
do setor de produtos de limpeza compõem 95% do mercado.
O uso de produtos de limpeza clandestinos acarreta riscos à saúde
do consumidor e do trabalhador, que manipula esses produtos.
O presidente da Associação Brasileira das
Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla),
Luis Carlos Dutra, destacou os prejuízos que os
produtos ilegais podem causar. “Além dos perigos à saúde,
esses produtos causam danos ao meio ambiente e são
responsáveis por uma concorrência desleal
no mercado”, afirmou.
O diretor de uma indústria de saneantes, Luiz Fernando
Lucas, ressaltou os benefícios da regularização
para as próprias empresas. “A regularização
também é economicamente interessante, pois
permite aos produtores crescer no mercado, vendendo para
grandes redes, participando de licitações
e expandindo as vendas para fora do país”,
completou.
Segundo a Abipla, o faturamento do setor em 2008 foi de
R$ 11,4 bilhões, o que representa um crescimento
de 6,5% em relação ao ano anterior. O mercado
formal ainda emprega mais de 20 mil trabalhadores.
Informações:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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