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todo
o país. O calor, característico do Brasil,
exige uma série de cuidados com a saúde para
que a exposição ao sol não se transforme
em dor de cabeça. Nesse sentido, a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresenta,
em sua página eletrônica, orientações
para prevenir a população de problemas com
o sol do verão.
Cuidados simples podem fazer a diferença na proteção
da pele contra os danos dos raios solares. “Todas
as pessoas, independentemente da raça ou etnia, sofrem
com a exposição excessiva ao sol”, alerta
a gerente-geral de Cosméticos da Anvisa, Josineire
Sallum. Por isso, a dica é evitar o bronzeamento
e utilizar sempre algum tipo de proteção quando
for realizar atividades ao ar livre.
O dermatologista de Brasília (DF), Gilvan Alves,
enfatiza que ao se bronzear, a pessoa danifica a pele. “A
prática de se deitar ao sol deve ser abandonada.
Depois o bronzeado vai embora, mas os danos não.
Eles se somam”, revela o médico.
A Anvisa também está preparando uma série
de informações para orientar a população
durante o período de fim de ano. “Acreditamos
que a educação e o conhecimento são
o melhor caminho. Por isso, estamos reunindo orientações
de utilidade pública para o cidadão aproveitar
as festas com saúde”, adianta a ouvidora Vera
Borralho Bacelar, coordenadora deste trabalho na Agência.
(Ana Paula Ferrari, Ascom /Assessoria de Imprensa)
Danos
De acordo com a dermatologista Bárbara de Paula,
a mudança de cor da pele ou “o tom bronzeado”
após a exposição ao sol é uma
defesa do organismo, como uma resposta a uma agressão.
“Tomar sol com freqüência diminui a capacidade
de recuperação das células. Com o tempo,
aparecem lesões como manchas, envelhecimento precoce
e até câncer”, esclarece.
Crianças, idosos, pessoas de pele clara e que fizeram
tatuagem ou com cicatrizes recentes são os que mais
sofrem. Outro efeito negativo do sol são danos nos
olhos e no sistema imunológico e o aparecimento de
estrias, por causa da destruição das fibras
elásticas da pele.
A professora Valquíria Zuccon, de 57 anos, sente
na pele os efeitos do sol. Ela admite que só começou
a se proteger depois dos 40 anos, quando a pele estava desgastada,
com manchas e ressecada. “Quando eu era moça,
tomava sol sem me preocupar com horário e sem passar
nada na pele. Naquela época não tinha orientação”,
conta.
A professora, que mora em Curitiba (PR), mudou de hábito
e passou a se proteger do sol com roupas leves de manga
comprida, chapéus, óculos de sol e filtro
solar. “Como sou branca, levo o protetor na bolsa
para não me esquecer de usá-lo. Hoje, passar
o protetor é como escovar os dentes. Uso todo dia
e mais de uma vez por dia”, confessa. O filtro solar
deve ser aplicado trinta minutos antes de se expor ao sol
e reaplicado a cada duas horas. O protetor labial também
deve ser utilizado.
Proteção
Na
hora de escolher um produto para a pele, o cidadão
deve observar, no rótulo
(PDF),o
registro na Anvisa e a data de validade. “São
1.403 protetores solares de uso geral e 145 indicados
para uso infantil registrados na Agência. Isso
significa que esses produtos tiveram sua documentação
analisada tecnicamente e os fabricantes apresentaram
testes que comprovaram a segurança e a eficácia
para a finalidade proposta”, informa |
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Josineire
Sallum. O número de registro para cosméticos,
na Anvisa, tem de 9 a 13 dígitos e sempre começa
com o número 2.
Além disto, qualquer problema na qualidade e reações
adversas provocadas pelos produtos, como alergias e irritações,
devem ser informados à Agência pelo dermatologista
ou paciente por meio do sistema eletrônico Notivisa.
É importante utilizar somente produtos aprovados
pela Anvisa. A Agência esclarece à população
que não existem filtros solares em cápsula
registrados na Agência. “Esta apresentação
(em cápsula) não é permitida em produtos
cosméticos, já que os produtos cosméticos
não podem ser ingeridos”, reforça a
gerente-geral de Cosméticos. No caso do filtro solar,
apenas os produtos de uso tópico, em forma de creme
ou gel, são autorizados como cosméticos.
A população também deve ficar atenta
às fórmulas caseiras de bronzeadores, pois
estes produtos não são reconhecidos pela Agência
e oferecem risco à saúde da população.
“Apenas a indústria está habilitada
para fabricar e oferecer esse tipo de produto às
pessoas. Quando usamos fórmulas caseiras, estamos
nos expondo a um risco desconhecido e sem controle”,
alerta Sallum.
Insolação
O sol em excesso pode desidratar e provocar queimaduras.
Um problema comum nessa época é a insolação.
“O primeiro sintoma é o desconforto. A pele
fica dolorida e a pessoa pode ter vômitos, perda de
apetite, febre e naúzeas”, detalha a dermatologista
Bárbara de Paula.
O estudante Fernando Mesquita, de 21 anos, passou por isso
na infância, durante as férias em Prado, no
litoral sul da Bahia (BA), e até hoje tem sinais
da queimadura. “Apesar de ser moreno, meu peito e
pescoço ficaram com manchas vermelhas. Essa área
do meu corpo é a mais sensível. Qualquer solzinho
que eu pego fico vermelhão”, lamenta. Olhos
fundos, muita sede, pouca saliva, choro sem lágrima,
pele seca e pouca urina são sinais de desidratação.
De acordo com o Ministério da Saúde, nos
casos de desidratação é preciso procurar
um médico e aumentar a oferta de líquidos
como água, chás, sucos, água de coco
e até o soro oral. Na falta do soro oral, pode ser
usado o soro caseiro. Para preparar, adicione num copo cheio
de água limpa duas colheres de chá de açúcar
e uma colher de chá de sal. O soro caseiro deve ser
menos salgado que a lágrima.
Raios UV
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A
radiação ultravioleta (UV) é
formada por raios invisíveis que penetram na
pele. O período de maior incidência desses
raios vai de 10h às 16h. De acordo com o Centro
de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos
(CPTEC/Inpe), o índice da radiação
UV no último dia 6 deste mês chegou a
13 pontos às 15h30 nas regiões centro-oeste
e sudeste. Na escala
da radiação UV que vai de 1 a 14, essa
incidência é considerada extrema. A expectativa,
no entanto, para o meio-dia, era de índices
acima de 11 pontos em mais de 90% do Brasil.
Esses
raios estão presentes até mesmo em dias
frios e nublados. A areia da praia, água, neve
e o concreto |
refletem
os raios que atingem as pessoas, mesmo
as que estão na sombra ou debaixo do guarda-sol.
Há três tipos de raios UV:
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UVA
causa envelhecimento a pode causar câncer de pele; |
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UVB
provoca vermelhidão, queimadura solar e predispõe
ao câncer; e |
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UVC,
é filtrado pela camada de ozônio da atmosfera.
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“Os filtros solares mais modernos já bloqueiam
o UVA. O consumidor precisa estar atento e verificar a indicação
no rótulo”, orienta a dr. Bárbara. A
Anvisa recomenda que as pessoas usem protetor solar com
fator de proteção solar (FPS), no mínimo,
15. De acordo com o dermatologista Gilvan Alves, fatores
maiores que 30 oferecerem uma proteção mais
alta, mas não significam grandes ganhos. “O
filtro com FPS 60 oferece cerca de 40% mais proteção
que o com FPS 30”, exemplifica o dermatologista.
Informação:
Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
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