| desse quadro,
a dona de casa resolveu procurar o médico. “Agora
aprendi a lição, vou ler todas as vezes os
rótulos dos produtos”, garante a dona de casa.
Márcia está entre as milhares de pessoas
que se intoxicam diariamente pela falta de conhecimento
e má manipulação de produtos tóxicos.
O uso indiscriminado de agrotóxicos aparece como
um problema considerável no Brasil.
O número de mortes por intoxicação
cresceu 18%, em 2005, em relação ao ano anterior.
Foram 477 óbitos do total de 84.456 casos de intoxicação
humana registrados. A estatística foi divulgada,
no último mês de setembro, pelo Sistema Nacional
de Informações Tóxico-Farmacológicas
(Sinitox).
De acordo com o sistema, o uso inadequado de agrotóxicos
provocou, em 2005, 159 mortes das 477 registradas pelo Sinitox.
Em segundo lugar, estão os medicamentos, com 84 casos
fatais. Os demais óbitos ocorreram em decorrência
do uso inadequado de raticidas, acidentes com animais peçonhentos
e outros agentes tóxicos.
O Sinitox, vinculado à Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz), utilizou dados repassados por 82,4% das
unidades de registro de informações que compõem
a Rede Nacional de Centros de Informação e
Assistência Toxicológica (Renaciat). A rede,
que reúne 37 centros do país, é coordenada
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). As estatísticas são anuais. Os dados
de 2006 deverão ser apresentados no próximo
ano.
(Carolina Rangel, Ascom/Assessoria de
Imprensa da Anvisa)
Intoxicações
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Já 28% das mais
de 84 mil intoxicações tiveram como
principal responsável os animais peçonhentos,
como o escorpião. Em segundo lugar, com 26%,
ficaram as intoxicações por medicamentos.
Por fim, foram identificadas 8% por saneantes (que
são substâncias ou preparações
para higienização, desinfecção
ou desinfestação domiciliar) e 7% por
agrotóxicos de uso agrícola. O Sistema
Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas
classifica |
as intoxicações
em três categorias: acidental (que inclui os tipos de
acidentes individual, coletivo e ambiental); ocupacional (no
ambiente do trabalho) e intencional (uso do produto a fim
de gerar algum efeito nocivo). Para as crianças
menores de cinco anos, os medicamentos apareceram como o
líder entre os agentes tóxicos mais perigosos.
Os números indicam mais de 6,5 mil acidentes com
esses produtos em 2005. De acordo a coordenadora do Sinitox,
Rosany Bochner, o colorido das embalagens e o cheiro adocicado
dos produtos influenciam para esse tipo de intoxicação
acidental. "Medidas simples como a implantação
obrigatória de embalagens de segurança contribuem
para reduzir os acidentes com crianças", afirma.
Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello,
o registro de informações toxicológicas
feitos pelo Sinitox – além de mostrar uma importante
realidade em saúde – fornece subsídios
para o constante aprimoramento de ações que
estimulem ao uso racional (adequado) de medicamentos e outros
produtos. “Comprar apenas a quantidade de medicamentos
necessária para o tratamento do problema de saúde
e não armazenar sobras são medidas simples
que podem evitar riscos à saúde”, observa
Raposo.
Neste sentido, a Anvisa, juntamente com o Ministério
da Saúde e a Organização Pan-Americana
da Saúde (Opas), realiza o II Congresso Brasileiro
sobre o Uso Racional de Medicamentos para discutir, entre
os dias 15 e 18 deste mês, a incorporação
do uso racional de medicamentos nas práticas de saúde.
O encontro deve contar com 1,5 mil participantes, entre
docentes, pesquisadores, profissionais de saúde e
estudantes.
O Sinitox e a Anvisa recomendam o descarte de restos de
medicamentos vencidos nos vasos sanitários ou na
pia, sem as embalagens. Os medicamentos ainda dentro do
prazo de validade, mas que não serão mais
usados pelo paciente, podem ser devidamente doados a instituições
filantrópicas (embalados e contendo a bula).
Prevenção
A Anvisa disponibiliza a cartilha
“Orientações para os consumidores de
saneantes” com o objetivo de favorecer o uso seguro
destes produtos e evitar intoxicações com
clandestinos. Dentre as informações estão:
- Não comprar saneantes sem o registro da Anvisa
e sem informações sobre a composição
nos rótulos, o que pode dificultar o tratamento
de intoxicações;
- Não guardar produtos tóxicos em embalagens
de refrigerantes ou similares, pois isso pode induzir
crianças à confusão e conseqüente
consumo;
- Guardar os saneantes longe de bebidas, alimentos, medicamentos
e cosméticos. Inutilizar as embalagens vazias,
pois elas sempre ficam com algum resíduo. Manter
os produtos fora do alcance de crianças e animais,
de preferência em locais altos, de difícil
acesso; e
- Não usar utensílios domésticos
como medida para dosagem de saneantes.
As atitudes citadas podem diminuir o risco de intoxicação
dentro de casa e no trabalho. Assim, a Agência também
atua em diversas áreas como medicamentos, insumos
farmacêuticos, produtos para a saúde (aparelhos,
materiais ou acessórios relacionados à defesa
e proteção da saúde ou a diagnósticos
e análises) e agrotóxicos, sobre os quais
a Agência faz constantemente avaliações
toxicológicas.
Essa é uma das ações de segurança
para reduzir o impacto negativo que os agrotóxicos
possam ocasionar à saúde da população
e ao meio ambiente. Além disso, a Anvisa orienta,
regulamenta e fiscaliza a adoção de medidas
de proteção necessárias.
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Projetos
de Anvisa |
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Rede
Sentinela
O Projeto Hospitais Sentinela, criado em 2002,
foi a primeira estratégia adotada pela
Anvisa para obter informações
sobre o desempenho e segurança de produtos
de saúde, ao mesmo tempo em que estimula
ao uso racional (adequado) de medicamentos e
tecnologias em saúde. A Rede Nacional
de Hospitais Sentinela é composta, atualmente,
por 104 hospitais sentinelas e 89 colaboradores,
com destaque para unidades de saúde públicas
e de ensino. Esses hospitais |
| são sensibilizados para
a notificação de eventos adversos
e queixas técnicas relacionados a produtos
para a saúde. São também
capacitados para o gerenciamento de tecnologias
e controle de riscos.
Farmácias Notificadoras
As farmácias notificadoras são
aquelas capacitadas para comunicar às
autoridades sanitárias as reclamações
dos consumidores sobre reações
adversas e queixas técnicas relacionadas
a medicamentos. Os estabelecimentos que preencherem
os requisitos exigidos recebem um selo ou certificado
de habilitação. O selo indica
que aquela farmácia faz parte da rede.
Atualmente, 13 estados (MT, TO, CE, PI, BA,
DF, GO, MG, MS, SP, PR, PA, SC) já participam
do programa da Anvisa. |
| Educação
Sanitária
O projeto "Educação e Promoção
da Saúde no contexto escolar: o contributo
da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária para o uso racional de Medicamentos"
está capacitando professores das séries
iniciais do ensino fundamental como multiplicadores
do assunto. Para isso, a Agência desenvolve
ações de capacitação
e incentiva a realização de atividades
sobre o uso racional de medicamentos dentro
da sala de aula. O projeto já qualificou
professores de quatro regiões brasileiras
e termina o cronograma de capacitação
pelo estado de São Paulo, nos próximos
dias 10 e 11 de outubro. |
| Fiscalização
de Propaganda
A Anvisa está na terceira fase do Projeto
de Monitoração de Propaganda de
Produtos Sujeitos à Vigilância
Sanitária. O projeto é uma parceria
da Anvisa com instituições de
ensino superior (IES) de todas as regiões
do país. Até dezembro deste ano,
essas instituições ficarão
responsáveis pela monitoração
das propagandas de medicamentos, alimentos e
produtos para saúde feitas por 250 diferentes
veículos de comunicação. |
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| Controle
sanitário
Produtos controlados
As farmácias e drogarias deverão informar,
semanalmente, por meio eletrônico, a comercialização
e o consumo de produtos controlados, como os anorexígenos
(medicamentos usados para emagrecimento). O objetivo
do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados
(SNGPC) é atualizar e monitorar a movimentação
desses produtos no Brasil.
A partir do próximo dia 2 de novembro, o sistema
já estará habilitado nas farmácias
e drogarias das Regiões Sul e Sudeste e do
Distrito Federal, além de todas as farmácias
de manipulação do país. Na Região
Nordeste, o uso obrigatório do sistema começa
em 2 de fevereiro de 2008. Nas Regiões Norte
e Centro-Oeste, até 2 de maio. O SNGPC é
uma parceria da Anvisa com a Secretaria Nacional Antidrogas
(Senad) da Presidência da República.
Resíduos de agrotóxicos
 |
O
Programa de Análise de Resíduos
de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) é
outra importante iniciativa da Anvisa para garantir
a segurança dos produtos. O objetivo do
PARA é monitorar, com a colaboração
das vigilâncias sanitárias locais,
a qualidade e a segurança dos alimentos
consumidos pela população como também
caracterizar as fontes de contaminação.
O programa busca, ainda, realizar avaliações
sobre o uso inadequado de agrotóxicos. |
Na área de Toxicologia
dentro do site da Agência, é possível
obter informações médicas de
urgência para casos de intoxicação. |
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::: Disque-Intoxicação |
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Para prestar informações de urgência,
a Anvisa criou o Disque-Intoxicação:
0800-722-6001.
A ligação é gratuita e o
usuário é atendido por uma das 36
unidades da Renaciat. Este telefone é informado
em rótulos e bulas dos produtos regulados
pela Agência e em avisos indicativos em
hospitais, laboratórios e clínicas.
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A Ouvidoria
da Anvisa e as Vigilâncias Sanitárias
estaduais e municipais também podem ser acionadas
em casos de denúncias sobre problemas nos rótulos
ou venda de produtos irregulares. |
Informação:
Assessoria de Imprensa da Anvisa |