SISTEMA FAQ
FAQ - Sistema de Perguntas e Respostas - 59 registros
Controle de Infecção - Diversos
FAQ
Perguntas e Respostas
396
Papel de parede pode ser colocado nas salas de atendimento?
O papel não pode ser colocado, pois tanto as paredes como as janelas devem ser laváveis e o papel vai impedir esse procedimento. Você poderá usar persianas desde que possa mantê-las limpas.
397
Como pode ser feita a higienização de utensílios?
Os produtos utilizados na limpeza, desinfecção e esterilização deverão ser registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária e recomendados pela
Portaria nº 15, de 23 de agosto de 1988
. Os utensílios usados pelas manicures, deverão ser esterilizados.
Por gentileza, entre em contato com a Vigilância Sanitária do seu estado e peça o roteiro de inspeções desses Estabelecimentos onde você poderá encontrar todas as recomendações feita pelo Órgão Estadual.
398
Como é o Padrão de qualidade do papel toalha?
Não exite legislação federal sobre o assunto. Não sendo um material registrado, realmente não se tem provas microbiológicas e toxicológicas, solicitadas no momento do registro na Anvisa. Em nosso Manual de Lavagem de Mãos, orienta-se o uso do papel seguindo os princípios gerais de acondicionamento que garanta segurança na sua utilização, independente do tipo de papel-toalha, já que o mesmo, em sua produção, é submetido a altas temperaturas o que nos dá segurança. Deve-se garantir o bom acondicionamento, evitando-se a contaminação.
399
Qual tipo de calçado o pessoal de limpeza hospitalar deve usar?
O calçado para o pessoal da limpeza hospitalar deve ser do tipo profissional, totalmente fechado, impermeável e com sola antiderrapante, para evitar quedas e acidentes com eletricidade. Não deve ser permitido o uso de chinelos, sandálias, tênis de pano ou lona, enfim, nada que possibilite respingamentos, umidade e contatos diretos da pele com substâncias que possam contaminar.
400
Existe orientação sobre talheres descartáveis aos pacientes com doenças infecto-contagiosas independente do mecanismo de transmissão?
Não há legislação específica sobre o uso de talheres, no entanto, na literatura existente, sobre doenças infecto-contagiosas e sobre normas de isolamento, há referências sobre o assunto.
402
Como é feita a utilização e trocas de equipos em Nutrição Enteral?
A
Resolução RDC nº 63, de 6 de julho de 2000
, item 6.5.8, a respeito de nutrição enteral, refere o seguinte sobre a Administração da NE:
"5.6 - A UH ou EPBS é responsável pela disponibilidade e utilização de equipos de infusão específicos para cada caso, com qualidade assegurada e em quantidade necessária à operacionalização da administração da NE.
"6.5.8 - "Garantir que a troca da nutrição enteral (NE), sondas e equipos seja realizada conforme procedimentos pré-estabelecidos pela EMTN, em consonância com a CCIH"
403
Como é feito o transporte de sangue?
O transporte de sangue ou hemocomponentes para transfusão, entenda-se "não contaminado", está descrito na
Portaria 1.376/93
.
(em formato pdf)
.
No Item VI, devem ser observados a temperatura e a segurança no transporte. Essa portaria está acessível no site da Anvisa, ícone
sangue
. (UVSTO,am)
404
Como convencer a direção do hospital sobre a real necessidade de um farmacêutico? Existe legislação específica que exija a presença deste profissional?
Existe a
Lei 5.991/73
que regulamenta a profissão e determina as atribuições. Dentro de um serviço de saúde, o farmacêutico pode ter diversas atividades que variam desde o controle de estoque até a farmácia clínica. Os Conselhos Regionais de Farmácia dos Estados podem auxiliar melhor esta questão.
405
Preciso de informação sobre a indicação do uso de intracath heparinizado, se é indicado ou não tal procedimento.
Heparinização de Intracath deve ocorrer apenas em situações de necessidade, com técnicas rigorosas de antissepsia. É importante lembrar que toda vez que se manipula um sistema fechado, há a possibilidade de contaminação e maior risco de infecção.
406
Preciso de informações técnicas a respeito do procedimento diálise a "seco", pois um serviço de diálise foi interditado devido alteração visível da qualidade da água (água barrenta). Durante o período de interdição o responsável alega ter realizado procedimento de diálise a seco. É cabível?
Diálise a seco é o mesmo que Ultra filtração isolada, utilizada quando o paciente só vai perder peso. Quando acontece interdição do serviço e o paciente está sob controle, mas está com peso acima do normal, faz-se necessário até que façam a transferência.
407
Preciso de informações referentes à necessidade de instalação de pias diferenciadas para a lavagem das mãos e de instrumentais odontológicos.
Não há, em âmbito Federal, nenhuma legislação sobre regulamentação do uso de pias separadas para lavagem das mãos e de instrumentais. A senhora deve se dirigir a Vigilância Sanitária do seu Estado, que é o órgão responsável por essas normas, e seguir as orientações estabelecidas por eles.
408
Qual é a diferença entre os termos Antrax e Antraz?
Recebemos uma demanda, que julgo pertinente, sobre a utilização dos termos designando a doença causada pelo
Bacillus anthracis
. Proponho a adoção oficial, em tudo que for veiculado por nós sobre o tema, do termo
Antrax
, conforme o parecer abaixo, de técnicos de nossa área de controle de infecção.
"Desde os acontecimentos do dia 11 de setembro, a eminência de utilização de microrganismos com arma, quer de maneira alarmista, quer de maneira concreta, tem se tornado evidência nos principais meios de comunicação. Entre os possíveis microrganismos utilizados para esse fim, o
Bacillus anthracis
foi o de eleição, tendo causado, até o momento, quatro óbitos.
Apesar de aparentemente ter uma importância secundária, o noticiário a respeito do
Bacillus anthracis
trouxe um problema semântico. O termo
Antraz
é utilizado em português para designar
piodermite crônica
, comum, por exemplo, em pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus.
Carbunculose
é o termo correto para descrever doença causada pelo
Bacillus anthracis
. Os noticiários internacionais falam do
Anthrax
, termo utilizado em língua inglesa para designar a doença causada pelo
Bacillus anthracis
, o que causa confusão em nossa língua. Tal palavra não existe em português.
Temos duas alternativas: ou utilizamos o termo
Anthrax
, como neologismo para descrever a doença causada pelo
Bacillus anthracis
, ou mantemos o termo
Carbunculose
. A favor da primeira opção, temos o fato de que o termo
Anthrax
está amplamente difundido."
409
Em qual legislação está o limite de produtos, como o cloro, e também limites de bactérias na água?
Os índices determinados para água potável está definido na
Portaria 1.469/00
.
410
O serviço de nefrologia pode colocar pacientes em diálise peritoneal em HIV, pacientes com Hansen ou germes multiresistentes,(alegando que eles vão trazer infecção ao serviço), em unidade de internação de doenças infecciosas, realizada por enfermagem da clinica não-treinada, sem o enfermeiro técnico responsável e o Nefrologista? Existe legislação pertinente? Pode acontecer diálise peritoneal fora da unidade de Nefrologia? Em quais casos?
A
Portaria 82 MS/2000
regulamenta esse serviço e orienta que a diálise peritoneal deve ser realizada em áreas próximas da unidade de diálise e por profissionais capacitados. Para se obter essa legislação também pode-se pesquisar no
Sistema de Legislação em Vigilância Sanitária - Visalegis
.
Quanto os diagnósticos de doenças transmissíveis, devem ser instituídos precauções padrões nesses pacientes, em qualquer lugar que eles estejam dentro do hospital.
411
Ao visitar um serviço de endoscopia digestiva constatei que o exame se realiza na mesma sala onde se prepara o material (vias do endoscópio). Há alguma contra indicação para tal?
Não há legislação que recomende área de processamento de limpeza e desinfecção para endoscópios separados. A lei que regulamenta a área física dos ambientes hospitalares é a Portaria 1.884/GM/MS/94. Talvez, o mais importante na vigilância de Unidades de Endoscopia seja avaliar o processo de limpeza e desinfecção do endoscópio.
412
Gostaríamos de receber informações técnicas sobre as exigências da vigilância sanitária sobre fabricação de sacos plásticos para hospital.
O acondicionamento de resíduos hospitalares sólidos do GRUPO A, exceto os perfuro-cortantes, sangue e hemocomponentes, devem ser acondicionados em saco branco leitoso, resistente à punctura, ruptura e vazamento, impermeável, de acordo com a NBR 9191/2000 da ABNT. Solicito que o senhor procure as normas da
ABNT
.
413
As lentes de prova podem ser reutilizadas em outro paciente?
Informo que as lentes de contato são de uso único, não podendo ser reutilizada em outro paciente.
414
Preciso de informação sobre limpeza de superfícies de madeira - produtos e normas técnicas.
Informamos que, em breve sairá a atualização da
Resolução - RDC 50/2002
, e nesta poderá encontrar que nenhuma superfície pode absorver mais que 4% de água. Não pode ser usado revestimento deste material em superfícies críticas e semi-críticas de estabelecimentos de saúde.
415
Existem normas especificas governamentais para o uso de uniforme em centro cirúrgico? Ou a disciplina do uso se baseia apenas nas normas internas das instituições e nas medidas preventivas adotadas pelos SCIH?
Não temos legislação que regulamente o uso de roupas privativas nos diversos setores das unidades de saúde, nem normas específicas governamentais para o uso de uniforme privativo de centro cirúrgico. No entanto, sendo um local onde se realizam procedimentos críticos e muitas vezes de alta complexidade, o bom senso recomenda o uso de roupa privativa, assim como na CME, centro obstétrico, patologia clínica e patologia cirúrgica, entre outros. Há de se levar em conta também o potencial de contaminação de alguns procedimentos realizados nessas áreas.
416
Existe legislação própria para o serviço de hemodiálise? Como devo caracterizar o paciente de hemodiálise dentro dos conceitos utilizados pela CCIH?
Sugerimos consultar a
Portaria MS nº 82, de 03/01/2000
.
Consideramos importante observar, também, o Sistema de Vigilância Epidemiológica:
- Política de uso de antimicrobianos.
- EPIs.
- Esquema de vacinação.
- Elaboração de normas e rotinas para unidades de diálise-hemodiálises.
- Supervisão no cumprimento das rotinas e normas elaboradas.
- Precauções com sangue e barreiras técnicas(luvas,aventais, lavagem das mãos), acidentes perfuro-cortantes (locais adequados para o descarte de agulhas, seringas, escalpes, etc.)
417
Como não consegui localizar a lista de doenças de notificação compulsória, solicito a gentileza de enviar-me a lista?
Pode ser encontrada na
Portaria nº 1.461/GM de 22 de Dezembro de 1999
.
Na lista consta:
Cólera, Coqueluche, Dengue, Difteria, Doenças de Chagas (casos agudos), Doenças Meningocócica e outras Meningites, Febre Amarela, Febre Tifóide, Hanseníase, Hantaviroses, Hepatite B, Hepatite C, Leishmaniose Visceral, Leptospirose, Malária (em área não endêmica), Meningite por Haemophilus influenzae, Peste, Poliomielite, Paralisia Flácida Aguda, Raiva Humana, Rubéola, Síndrome da Rubéola Congênita, Sarampo, Sífilis Congênita, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), Tétano, Tuberculose.
418
Qual o conceito de cirurgias limpas e contaminadas?
Cirurgias limpas:
são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não ocorre penetração nos tratos digestivos, respiratório ou urinário;
Cirurgias contaminadas:
são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacterina abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. Na presença de inflamação aguda, na incisão e cicatrização de segunda intenção, ou grande contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se incluem nesta categoria.
419
Qual a recomendação para internação em uma mesma enfermaria de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos? Há necessidade de se internar em enfermarias diferentes pacientes de cirurgias contaminadas e pacientes de cirurgias limpas?
Deve-se manter conduta na realização de todos os procedimentos, tais como: uso adequado dos EPIs, técnica asséptica na troca dos curativos ou outros procedimentos, lavagem das mãos, etc. Não há necessidade de haver separação quanto aos pacientes.
420
Qual a recomendação para distanciamento entre leitos em enfermarias de pacientes adultos pediátricos, alojamento conjunto e UTI Neonatal?
Recomendo consultar a
Resolução - RDC 50/2002
. (em formato word)
421
Em procedimentos cirúrgicos tais como: colpoperineoplastia, histerectomia vaginal, sling, etc., ainda é preconizada a realização de lavagem intestinal e embrocação vaginal?
Com relação ao preparo intestinal, consideramos importante para a prevenção das infecções desde que não seja a lavagem e sim, apenas um clister. Essa observação deve ser seguida, pois já deparamos com pacientes totalmente desidratados pelo preparo intestinal. Mesmo fazendo esse preparo pode acontecer da paciente apresentar evacuação na sala. Nesse caso deverá ser realizada a limpeza e desinfecção do local contaminado, seguido de limpeza da sala e liberação para outra cirurgia.
Quanto à embrocação vaginal, nas cirurgias ginecológicas, também pode ser recomendado. Atenção para não colocar o PVP-I alcoólico e sim o aquoso. Esse procedimento também é recomendado como medida para a prevenção das infecções hospitalares, mas não temos nenhuma comprovação científica. Isso não significa que não tenhamos que continuar seguindo essa orientação.
422
Tenho uma dúvida sobre o uso ou não de roupa privativa, para visitantes em UTI.
O uso de roupa privativa em UTI, após avaliação em estudos, não foi identificado como fator protetor em relação à transmissão de infecções.
Porém, algumas unidades optam por esse recurso apenas com o intuito de ser educativo, imaginando que pelo fato das pessoas terem que se paramentar para entrar na UTI estariam cumprindo mais adequadamente as recomendações de lavagem de mãos e precauções padrões. Além do fato de roupas privativas inibirem o acesso às UTIs, o que limita o excesso de circulação de pessoas na UTI.
O uso de roupas privativas implica em custo e deve ser analisado individualmente em cada instituição.
423
Qual a necessidade de utilizar técnica asséptica para a realização da intubação endotraqueal?
A colonização da oro faringe e tubo orotraqueal precede o desenvolvimento de pneumonia hospitalar nos pacientes submetido à ventilação mecânica. De tal forma que técnicas assépticas de T.O.T. permitem menor colonização de bactérias, tanto no tubo oro traqueal, como na orofaringe. Entre os fatores de riscos para a ocorrência de pneumonia associada à ventilação mecânica inclui intubação de emergência, o que, teoricamente, está associado a quebra das técnicas assépticas.
424
Qual a padronização para antissépticos usados no campo operatório, em especial sua concentração, pois constatamos que em alguns pacientes, principalmente crianças, está havendo irritação de pele mesmo após a troca das roupas embebidas com álcool iodado.
Para degermação e anti-sepsia da pele do paciente, o ideal é que se utilize soluções de amplo espectro, com rápida atividade e que possuam ação residual. Os anti-sépticos mais recomendados são os iodóforos ou a clorexidina 4%. O álcool 70% pode ser uma alternativa para procedimentos de curta duração (até 30 min).
A degermação é feita com solução degermante de PVP-I ou clorexidine, seguida de enxágüe com água estéril ou soro fisiológico. No caso de uso de álcool, a degermação deve ser feita com sabão neutro.
Após o enxágüe, a anti-sepsia deve ser feita através da fricção com produto com o mesmo princípio ativo, em veículo alcoólico.
Para anti-sepsia de mucosas, é recomendado o uso de anti-séptico em solução aquosa, com realização de duas aplicações.
425
Há alguma legislação que regularize o uso de almotolias nas instituições de saúde? E sistemas de ar condicionado em UTI e Centro Cirúrgico? Como faço para adquirí-las? Em relação a tais normas, alguma classifica os tipos de filtros?
Não existe norma que regularize o uso de almotolias, haja visto que não temos outra maneira de acondicionar os anti-sépticos. Já existe no mercado almotolias individuais e algumas instituições, inclusive publicas, já fazem uso. Quando não puder ser individual, devem ser autoclavadas. Na impossibilidade de esterilização (material que não resiste ao calor) estabelecer rotina para limpeza e desinfecção das mesmas, no mínimo semanal.
Temos um grupo de trabalho na Anvisa que deverá definir critérios para o uso de ar condicionado em estabelecimentos de saúde. Por outro lado existe uma norma da
ABNT
que trata do assunto. E a NBR 7.256 de abril de 1982.
426
Gostaríamos de informações relacionadas ao uso do algodão embebido em álcool, na higienização local antes do procedimento da aplicação de medicamentos injetáveis. Existe alguma normatização ou resolução a respeito, no que se refere à contra indicação desta prática?
Infelizmente não temos normatização sobre anti-sepsia local antes de aplicação de soluções parenterais. Essa prática poderá ser encontrada em livros didáticos e o álcool a 70% ainda é o mais utilizado e indicado. Recomenda-se que o algodão seja umedecido no momento do uso.
427
É correto em um Centro de Tratamento Intensivo ter fogão a gás (4 bocas) numa área que chamam de copa? Qual a legislação que trata disto?
Conforme da legislação - RDC 50/2002, que trata da infra-estrutura, podemos e devemos ter uma copa na UTI para evitar que os funcionários façam refeições no posto de Enfermagem. Quero deixar claro que se trata de uma copa e não de uma cozinha e, portanto não pode ter fogão, sanduicheira ou similares.Ela deve ficar limpa, não estocar alimentos. Esses devem entrar, já pronto, vindo da cozinha, no momento de fazer a refeição, do mesmo modo que ocorre com os pacientes.
429
Gostaria de saber se há alguma restrição para utilização de campo de algodão cerzido. Existe algum padrão para sua utilização?
Os campos usados para embalagens não podem ser rasgados, furados ou cerzidos. No caso do cerzimento, cada local onde penetra a agulha representa um furo. Toda embalagem tem que ser íntegra.
430
Onde posso encontrar normas de limpeza, desinfecção e esterilização de artigos e superfícies, além de normas de lavanderia? Gostaria de ser orienado quanto ao programa de infecção hospitalar.
A respeito do "Programa Nacional de Controle de Infecção Hospitalar" você poderá obter todas as informações através da
Portaria nº 2.616/98
.
Sobre normas de desinfecção de artigos e superfícies, peço para verificar na biblioteca de uma faculdade de enfermagem a bibliografia: Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimento de Saúde - 1994 - Ministério da Saúde.
Por favor, entre no site da Anvisa que, na parte de
Roteiro de Inspeção do Programa de Controle de Infecção Hospitalar
.
Por fim, entre em contato com a Vigilância Sanitária, do seu Estado, para se informar da documentação necessária para a implantação de uma lavanderia hospitalar.
431
Como utilizar o papel kraft em autoclave pequena e estufa?
O papel Kraft não é mais indicado como embalagem, mesmo sendo indicado no nosso manual (processamento de artigos e superfícies em estabelecimentos de saúde).
432
Gostaria de saber, porque a RDC 50 exige máquina de barreia nas lavanderias e não existe a mesma exigência para central esterilização com respeito às autoclaves, visto que ambas são áreas críticas?
Existe a necessidade de ter barreira na lavanderia devido ao tipo de manipulação dos produtos, no caso roupa. Na área suja as roupas são sacudidas antes de serem colocadas nas máquinas e essa "poeira contaminada" poderia contaminar as roupas limpas, caso não houvesse barreira. Já na Central de Material Esterelizado (CME) os produtos não esterilizados, que ficam ao lado, já foram limpos e não causam grande risco com os devidos cuidados. Mas nada impede de ser colocado barreira nesta área também.
Veja comentários a respeito de autoclaves de porta dupla:
- Não pode ser considerada como barreira, pois atua entre duas áreas "limpas";
- Não melhora em nada a técnica da esterilização;
- Gera, normalmente, maior número de funcionários;
- Possui custo elevado (30% a mais);
- Gera calor e barulho no ambiente, podendo provocar acidentes de trabalho;
- Pode induzir a erros de procedimentos e contaminar o material esterilizado (se a porta da autoclave é aberta antes do total resfriamento do material na sala de material esterilizado, que geralmente é fria, haverá um conseqüente choque térmico do material quente com o ar frio, podendo provocar uma condensação do ar e, por capilaridade, contaminar o material que está no interior do
lap
);
- Geralmente aumenta a área da CME;
- Não permite o acesso direto à manutenção pelos mecânicos (tem de ser feito internamente na área limpa da CME);
- As publicações do Ministério da Saúde: Portaria 1.884 (atual
Resolução da Anvisa RDC 50/2002
) e Processamento de Artigos e Superfícies e os livros:
Manutenção Hospitalar Preditiva
- Jarbas Karman e
Esterilização de artigos em unidades de saúde
- Assoc. Paulista de Estudos e Controle de Infecção não fazem recomendação de uso deste equipamento;
- O professor Carl Walter (Hospital de Boston) em seu livro
Asseptic Treatment Ofwond
condena seu uso;
- O arquiteto Jarbas Karman, estudioso do assunto e arquiteto do Hospital Albert Einsten, é radicalmente contra;
- A Dra. Maria Lúcia Pimentel de Assis Moura (assessora da Unidade de Controle de Infecção em Serviços de Saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não recomenda para a maioria dos casos. Ela é enfática na recomendação para o uso de lavadoras e desinfectadoras de barreira (porta dupla) entre a área de lavagem e a área de processamento (suja e limpa respectivamente);
- Com exemplo, o hospital Albert Einsten, um dos melhores do País, não possui este tipo de autoclave;
- A recomendação é para termodesifectadora de barreira a ser colocada na sala de recepção, lavagem e desinfecção de material sujo da CME;
- Enfim, o equipamento não é condenado, mas também não é recomendado.
433
Gostaria de saber como efetivamente se aplica a concentração inibitória mínima nas prescrições dos antimicrobianos.
Os valores da concentração inibitória mínima (bacteriostática e bactericida) sofrem grandes variações em função da cepa do germe estudado. É necessário lembrar que a resistência "in vitro" pode não corresponder a terapia por vezes favorável com uso da droga, devido às elevadas concentrações que o antibiótico alcança, em determinados setores do organismo. A concentração varia com antibiótico, a forma química, a forma química que é introduzida, a via de admnistração e com o metabolismo dos indivíduos.
O efeito de um antibiótico sobre um microrganismo está diretamente relacionado com a concentração atingida pela droga no meio em que está este germe. Tais concentrações "in vivo" podem ser limitadas devido à manifestações de intoxicação e outros efeitos.
A dose deve ser preferencialmente calculada em função do peso do paciente, dessa maneira se estabelece um padrão que permite medicar corretamente, tanto crianças como adultos. Para isso é necessário, portanto, o conhecimento da farmacocinética dos antimicrobianos, isto é, do modo de absorção, distribuição, metabolismo e eliminação desses medicamentos, para que se tenha concentrações sanguíneas e tissulares ativas contra o microrganismo causador da infecção. Para que os antimicrobianos exerçam uma ação, é preciso que sejam absorvidos e difundam nos tecidos e órgãos onde está localizada a infecção. Além disto, o conhecimento da farmacocinética da droga é importante para evitar que ocorra concentrações tóxicas nos pacientes cuja via de eliminação da substância esteja lesada.
434
Existe algo escrito sobre o tempo de permanência de uma sonda vesical de demora em um paciente (tempo máximo permitido, sem que haja danos para o paciente em relação à infecção)?
Não existe rotina preconizada para a duração da sonda. O orientado é retirá-la o mais rápido possível. Haverá a necessidade de avaliação pelos membros da instituição para verificar a funcionalidade e a condição de troca.
435
Fui a uma drogaria para tomar uma medicação injetável na nádega. Fui informada pelo atendente que não seria possível proteger o local com esparadrapo ou outro produto do gênero. Na véspera eu havia sido atendida num PS, onde usaram esparadrapo em 2 locais. Gostaria de esclarecer a seguinte dúvida: o uso de proteção no local causa risco de infecção, como alegou o gerente da farmácia, ou o Hospital desconhece esta norma ? Na farmácia foi colado um pedaço de algodão entre a pele e a roupa íntima o que resultou na aderência de resíduos junto à pele, parecendo, portanto, muito menos higiênico do que o uso do esparadrapo ou equivalente.
Informamos que não existe normas para este procedimento. O orientado é que exista algo absorvível (gaze, algodão, etc.) entre a pele e o esparadrapo.
436
Qual a recomendação da Anvisa em relação ao preparo cirúrgico de mucosa em paciente alérgico ao PVPI?
Informamos que poderá ser usado Clorexidina em solução aquosa a 0,2% para procedimento gineco-obstetrícia.
437
Tecido de algodão cru tem de ter 50 - 70 fios /m2. Porque não há fiscalização? Papel crepado mantém material esterilizado por 60 (sessenta) dias? Porque em São Paulo só é permitido por 7 (sete) dias?
Em relação aos tecidos de algodão cru, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, recomenda que as embalagens de tecido sejam de algodão cru, duplo com 40 fios por cm2. Já a Norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 14028- confecção de campo duplo:
- tecido tem que ser de algodão cru, tipo sarja, 200g/m2 , 56 fios/ cm2;
- número de reprocessamentos;
- processo aplicado;
- temperatura e umidade relativa devem ser controladas na estocagem das embalagens para não desidratar as fibras do tecido: temperatura 18 - 22ºC e UR 35 - 70%;
- embalagens de tecido devem ser recentemente lavadas.
O Papel crepado é um não-tecido, de recente tecnologia, composto de celulose tratada (polpa virgem de madeira branqueada), resistente à temperaturas de até 150ºC por 1h, eficaz à esterilização a vapor e a óxido de etileno, alta eficiência de filtragem, barreira efetiva contra a penetração de microorganismos, atóxico e flexível (indicado para a confecção de embalagens).
Longhi em 1997 publicou um trabalho comparando a eficiência da barreira entre o tecido de linho e o papel crepado.
- Material/BFE BFE/%
- Papel crepado 99,8%
- Tecido 34,0%
O papel crepado demonstrou uma eficiência de filtragem de bactérias (BFE), muito superior à do algodão, só que apresenta menor resistência à tração, podendo furar e rasgar com mais facilidade.
Diversos autores divergem quanto aos prazos de validade de esterilização considerados seguros. O prazo de validade independe do processo ao qual o artigo foi submetido. Segundo Pugliese & Hunstiger (1992), AORN (1994/1996), consideram que o prazo de validade dos artigos deve ser estabelecido por cada serviço.
Schroeter (1994), sugere um plano de controle dos artigos, incluindo inspeção visual. A esterilidade de um artigo será válida a menos que a integridade da embalagem esteja comprometida.
Quanto à fiscalização dos invólucros e o tempo de estocagem e de validade da esterilização em papel crepado, é importante procurar a Vigilância Sanitária do Município ou Estado.
438
Porque a carga deve ser de 80% do volume em autoclave à vácuo, se o fabricante garante até 10% acima?Em São Paulo somente há relação temperatura e tempo da exposição p/ 121 ºC e 30mm a 132 ºC e 15mm; mas o fabricante garante tempo/temperatura diferentes. Pode haver flexibilidade?
Em relação à autoclave, a carga tem que ser de 80% do volume para facilitar o vapor. Não pode ocorrer flexibilidade entre o tempo/temperatura das autoclaves, tem que seguir os parâmetros normais de cada fabricante. O material que não foi utilizado, mais será reesterilizado tem que passar pelo processo completo de esterilização.
439
É obrigatório o teste biológico diário? Pode ser semanal? Se possível me enviem o número da portaria para que eu possa ler mais sobre o assunto.
O teste biológico pode ser feito semanalmente, se possível na primeira carga diária. Não há portaria sobre este assuntos, mas existem alguns sites que debatem este tema:
www.sobecc.org.br
www.abnt.org.br
441
Farmácia de Manipulação seja alopática ou homeopática, está enquadrada na definição de Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde - OPPS?
Nenhuma farmácia está enquadrada na definição de OPSS.
442
Qual é a indicação do desincrostante nos artigos hospitalares, e qual seu tempo de validade?
O desincrostante é usados na limpeza dos artigos, aliás, é uma ótima indicação, pois é um produto a base de enzima e que retira com muita facilidade e eficiência toda a sujeira contida nos artigos. Quanto ao tempo de validade, você terá que ver junto ao fabricante.
443
Gostaria de informações sobre o uso de manta de polipropileno como campo envoltório para esterilização e de como esterilizar broca de baixa rotação da odontologia.
Com relação à manta de polipropileno, pode ser utilizado, mais não há normas e nem recomendações sobre o seu uso pela ABNT e você só vai encontrar dados em literatura própria de desinfecção.
Sobre a esterilização de broca é necessário que se faça em autoclave.
444
Gostaria de saber se há uma portaria exclusiva que fala sobre a necessidade do uso de sapato totalmente fechado em ambiente hospitalar, mesmo na área administrativa.
Não há nenhuma legislação sobre a utilização de sapato fechado, mas sabemos de sua necessidade, principalmente em áreas que há contato com sangue, secreções e pérfuro cortante: enfermarias, UTIs, CC e outras áreas.
445
Gostaria de saber se há necessidade de continuar usando filtros de carvão ativado, já que agora estamos usando o poço artesiano.
O filtro de carvão ativado é para reter algumas substâncias que estão na água, como o cloro. No caso de poço artesiano, será necessário fazer a cloração da água e depois a utilização do filtro de carvão ativado. A
Portaria MS nº 1.469, de 29 de dezembro de 2000
, determina todas as necessidades para água potável.
446
Solicito a legislação onde se exige que a água destilada só pode ser utilizada em ambiente hospitalar e em outros ambientes se deve usar água deionizada.
No âmbito federal, não existe legislação que determina onde utilizar a água, seja destilada ou deionizada.
Lembro que, para cada tipo de água existe uma finalidade, por este motivo temos água destilada, deionizada e esterilizada.
Seria bom verificar com a vigilância Sanitária de seu Estado e Município se existe alguma legislação própria para tal utilização.
447
Necessito de informações sobre o funcionamento de bebedouros em hospitais.
Conforme recomendação do "Manual de Processamento de Artigos e Superfícies", os bebedouros têm que ser desinfetados com álcool a 70%, fazendo fricção com luvas de procedimento diariamente.
448
Como encontrar legislação sobre prestação de serviço de tatuagem e piercing ?
Ainda não existe uma legislação sobre prestação de serviço de tatuagem e piercing, mas nós da Anvisa estamos elaborando uma sem data prevista para ser publicada. Por favor, verifique com a Vigilância Sanitária do seu Estado.
449
Existe alguma legislação que regulamente um envoltório especial para os óbitos que acontecem dentro dos hospitais? Como seria este envoltório?
O corpo após preparado com tamponamento de todos os orifícios, deverá ser envolvido em lençóis. Nestas condições não haverá extravasamento de secreções. Desconheço a obrigatoriedade de envoltório especial, mas de qualquer forma, gostaria que você entrasse em contato com a Vigilância Sanitária do seu Estado, pois eles podem ter alguma legislação específica.
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Qual o parecer da Anvisa em relação à não anti-sepsia da pele para aplicação de vacina?
Sobre a anti-sepsia da pele para aplicação de vacina, gostaria que você entrasse em contato com a FUNASA, no programa de vacinação, pois sei que existe essa orientação e eles terão o maior prazer em repassar as informações.
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Qual a validade da almotolia de anti-séptico de pronto uso após abertura do frasco? Elas necessariamente são de uso individual? São de uso único? No caso de soluções envasadas em almotolias desinfetadas, qual a validade do frasco "mãe" de solução anti-séptica que foi aberto para repor as almotolias individuais?
As almotolias descartáveis, não são de uso único. O que não pode acontecer é utilizar as almotolias de forma incorreta como encostar o bico das almotolias na pele dos pacientes, ou pegá-las pelo próprio bico. O prazo de validade das almotolias é de 07 dias.
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Onde posso encontrar normas e recomendações técnicas para áreas de isolamento de doenças infecto contagiosas em Hospitais Veterinários?
Aqui no controle de infecção ainda não temos essas normas. Gostaria que entrasse em contato com a Vigilância Sanitária do seu Estado, pois, como eles são os responsáveis pelas inspeções, com certeza terão o maior prazer em passar as orientações para os usuários.
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Gostaria de saber se o uso de calçados fechados na frente, para os funcionários hospitalares independente de ser administrativo ou assistencialista diretamente a pacientes, é obrigatório pela CCIH. E o uso de "redinha" para prender os cabelos das funcionárias hospitalares (enfermagem, administrativo enfim todas) é obrigatório pela CCIH?
Não que seja obrigatório o uso de calçados fechados para os funcionários hospitalares, mais é de bom tom e censo que os funcionários que lidam diretamente com pacientes utilizem sapatos e não sandálias, para evitar acidentes de trabalho com material perfuro-cortante contendo sangue e secreções, que podem cair nos pés (agulhas), entrando em contato com a pele íntegra.
Em relação ao uso de redes, não há nada preconizando o seu uso em ambiente hospitalar, como em áreas administrativas, os únicos que devem usar essas redes são os funcionários da cozinha para evitar que caia fios de cabelo nos alimentos. O que se utiliza são toucas, em ambientes como Centro Cirúrgico e Centro Obstétrico ou quando for fazer algum procedimento que se necessite de paramentação adequada.
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Gostaria de ler sobre Biosseguranca, esterilização e desinfecção e Normas Universais de Biossegurança. Como posso recebê-la?
Você poderá enviar um e-mail para
epidemio@crt.saude.sp.gov.br
, eles possuem um manual de Biossegurança, que é referência Nacional.
Em relação à esterilização e Desinfecção seria interessante você pesquisar no livro As Interfaces de Infecção Hospitalar do Antonio Tadeu Fernades, Ed. Atheneu, 2001.
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Gostaríamos de saber se ainda é recomendado a coleta de material para cultura de paredes e móveis hospitares?
As culturas de ambientes estão indicadas na presença de surto, fora isso não há necessidade.
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Vocês podem me enviar a norma sobre a utilização de éter e benzina?
Não temos essa norma. Eles não são permitidos para a finalidade de anti-sepsia.
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Gostaria de saber se existe alguma norma ou lei específica que proíba ou recomende a não utilização de calçados abertos na área hospitalar, por funcionários e médicos.
Por favor, queira consultar o Ministério do Trabalho, pois não temos esse tipo de informação como legislação. Orientamos o uso de sapatos fechados e com solado antiderrapante para estabelecimentos de saúde.