| Alertas
Federais de Farmacovigilância |
Brasília,
11 de junho de 2003
PAROXETINA - Estudo confirma contra indicação
do uso em crianças e adolescentes abaixo de 18 anos
Alerta
SNVS/Anvisa/Ufarm nº 8, 11 de junho de 2003
A Agência
Regulatória do Reino Unido - Medicines And Healthcare Products
Regualtory Agency (MHRA) divulgou em 10 de junho de 2003, novas
informações sobre o uso da SEROXAT® que contém
o princípio ativo paroxetina. Os novos dados são
provenientes de uma revisão feita por experts em inibidores
seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e pelo
Comitê de Segurança de Medicamentos (CSM) do Reino
Unido. Os dados relatam o aumento da incidência do comportamento
suicida em crianças e adolescentes com idade abaixo de
18 anos. O comitê acrescenta que o Seroxat® não
deve ser usado em crianças e adolescentes abaixo de 18
anos no tratamento antidepressivo.
A Unidade de Farmacovigilância da Anvisa relata que a paroxetina
pertence a classe dos antidepressivos, um potente inibidor seletivo
da recaptação da serotonina (ISRS) e que os novos
dados aplica-se à molécula de paroxetina como um
todo, independente da respectiva marca comercial. No Brasil é
comercializada com o nome de AROPAX®, PONDERA®, PAXTRAT®,
CEBRILIN®, entre outros nomes comerciais. Faz contar da Portaria
nº 344, de 12 de maio de 1998 - Lista C1 de outras substâncias
sujeitas a controle especial. A bula do produto faz constar que
"não é recomendado em crianças porque
a segurança e a eficácia do cloridrato de paroxetina
ainda não foram estabelecidas nesta população."
Ressaltamos
que o produto é um antidepressivo, de eficácia comprovada
e perfil de segurança atraente, aprovado para o tratamento
do espectro depressão-ansiedade em adultos - um conjunto
de patologias que, por si, implica em alto risco de morbi-mortalidade.
Até o presente momento o Centro Nacional de Monitorização
de Medicamentos sediado na Unidade de Farmacovigilância
- Anvisa não recebeu nenhuma notificação
a respeito de reação adversa com a substância
paroxetina.
Preocupada
em promover a utilização correta e segura dos medicamentos
comercializados, a Unidade de Farmacovigilância da Anvisa
divulga essa informação e solicita a todos os profissionais
de saúde que notifiquem a suspeita desta reação
adversa (e todas as suspeitas de reação adversa
a qualquer medicamento) por meio do Formulário de Suspeita
de Reação Adversa a Medicamentos.
Fonte: Agência
Reguladora de Produtos Medicinais e da Saúde da Inglaterra
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