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  Breve histórico do Cebrim

Desde 1992, O Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), Seção do Conselho Federal de Farmácia (CFF), vem se estruturando para atender aos requisitos de um Centro de Informação sobre Medicamentos (CIM), adotando parâmetros internacionais ou adequando-os à nossa realidade. Em termos de estrutura, o Cebrim conta com uma equipe de 3 farmacêuticos treinados na provisão de informação sobre medicamentos, inclusive com vários cursos internacionais; conta com fontes de informação reconhecidas internacionalmente, incluindo bases de dados; acesso a vários Centros no Brasil e no mundo; equipamentos em quantidade suficiente para atender às suas necessidades, em espaço físico confortável.

Em termos de atividades, a que mais se destaca no Cebrim é a organização de cursos para a formação de recursos humanos para implantação de outros CIM pelo país, o que apoiou a formação do Sistema Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Sismed), criado em 1996 pelos representantes dos CIM presentes ao I Encontro de Centros de Informação sobre Medicamentos do Brasil, e hoje integrado por 17 CIM em diversas cidades brasileiras, do Rio Grande do Sul ao Pará. Fornece ainda, continuamente, treinamento a profissionais farmacêuticos dos mais diversos lugares do país, tanto do setor público quanto privado, para implantação de CIM nas suas instituições de origem. Em 2000 ajudou a organizar um curso para implantação de Serviços de Informação sobre Medicamentos em Hospitais.

Das atividades típicas de um CIM, o Cebrim atende aos profissionais da saúde quando estes solicitam seus serviços (informação passiva ou reativa), tendo atingido o patamar 850 questões em 2000, o que o coloca em níveis internacionais. Como a atividade de informação reativa é geradora de suspeitas de reações adversas a medicamentos (RAM), tem feito também farmacovigilância, tendo, inclusive, informações sobre esta área no seu site, além de uma ficha de notificação on-line. Desde 1996 publica, a cada dois meses, o boletim Farmacoterapêutica, e tem participado ativamente na difusão da atividade e na promoção do uso racional dos medicamentos através de palestras, poster em congressos, artigos, mídia, etc.

O Cebrim tem apoiado o Estado, seja dentro das suas atividades típicas como responder perguntas sobre medicamentos, provenientes dos mais diversos setores do Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária, como também na participação em Comissões, por exemplo, farmacovigilância, medicamentos alternativos, RENAME, entre outras. O Cebrim apóia a implantação do Sistema Nacional de Farmacovigilância, tendo, por exemplo, servido de pólo captador de notificações de suspeitas de reações adversas, com posterior encaminhamento à Anvisa, tem expedido pareceres sobre medicamentos cuja eficácia não é comprovado (ou duvidosa), muitos dos quais oferecem riscos à saúde e divulgado ativamente a importância de sua implantação.