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Genéricos na Imprensa
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02/08
Serra ataca laboratório
02/08
Serra diz que laboratório Novartis faz 'lobby' e vende mais barato nos EUA
02/08
Versões genéricas do Prozac chegam hoje às farmácias dos EUA





Serra ataca laboratório
Fonte: Correio Braziliense, Últimas CB/ REMÉDIOS - 02/08/2001

O ministro da Saúde, José Serra (foto), fez pesadas críticas ao laboratório Novartis. Acusou-o de fazer lobby antiético apenas para aumentar seus lucros. ''O pessoal do Novartis esteve aqui no ano passado para fazer uma proposta inaceitável. Eles sugeriram que se liberássemos a venda do Cataflan (antiinflamatório) sem a tarja vermelha, eles iriam passar a produzir genéricos no país'', denunciou o ministro. Dessa forma, disse Serra, seria possível fazer publicidade sobre o remédio. ''Vê se isso é maneira de um laboratório se comportar? Provavelmente, a matriz do laboratório nem sabe que isso acontece por aqui'', alfinetou. Serra ainda acusou o Novartis de financiar organizações não-governamentais para forçar a compra do medicamento Glivec (usado no tratamento da leucemia), que é bem mais caro do que o produto comprado pelo ministério. ''Eles falaram que o remédio que estamos comprando é de péssima qualidade, pois fiquem sabendo que foi aprovado nos testes de bioequivalência e biodisponibilidade.'' (Da Redação)

 

Serra diz que laboratório Novartis faz 'lobby' e vende mais barato nos EUA
Fonte: O Globo, Economia - 02/08/2001

Francisco Leali

BRASÍLIA. O ministro da Saúde, José Serra, acusou ontem o laboratório Novartis de fazer lobby para vender caro ao Sistema Único de Saúde (SUS) e agir de maneira antiética.
- A Novartis é useira e vezeira em organizar lobby para fazer pressão. Uma vez ( no ano passado), sugeriram, indiretamente, que, se a venda sem receita médica do Cataflan (antiinflamatório) fosse liberada, eles poderiam produzir genéricos no país. É um bom laboratório, mas sua administração no Brasil não tem o mesmo padrão ético de sua matriz, que talvez nem saiba disso.
O ministro lembrou que a Novartis vem financiando organizações não-governamentais para tentar forçar a compra, pelo governo, do medicamento Glivec, recomendado para o tratamento de pacientes com leucemia. O preço oferecido pelo laboratório, segundo Serra, é mais caro do que o oferecido aos planos de saúde nos Estados Unidos.
- Estamos acostumados a levar pancada. Não fico à vontade para rebater com o vigor necessário porque existe o poder coercitivo do ministério - disse o presidente da Novartis no Brasil, Andreas Strakos, ressaltando que a empresa tem vários pedidos de registros de medicamentos aguardando resposta do ministério.
Ele contestou, no entanto, que o preço do Glivec seja mais baixo e desafiou:
- Se o ministério encontrar preço mais baixo, nós aceitaremos rever nossa proposta.
Em carta ao ministério em julho deste ano, a Novartis ofereceu o medicamento por R$ 4.352,52, o equivalente, na época, a US$ 1.741,01. Esse seria o valor oferecido a planos de saúde nos EUA. Strakos disse que, independentemente das negociações sobre preço, ele quer que Serra libere o registro do Glivec, usado no tratamento de leucemia.
- Pediria ao ministério que libere o certificado porque poderia fazer doações do medicamento. Há pacientes morrendo.
Serra anunciou ainda que está negociando com o laboratório Roche a redução do preço de medicamentos que compõem a lista do coquetel contra a Aids. A Roche já ofereceu um desconto de 30%, segundo assessores do ministro, mas Serra quer obter uma redução maior. Ele confirmou que em agosto entrarão no mercado dois novos genéricos contra diabetes.

 

Versões genéricas do Prozac chegam hoje às farmácias dos EUA
Fonte: Folha de S.Paulo, Dinheiro/ FARMACÊUTICOS - 02/08/2001

A partir de hoje, salvo um empecilho legal de última hora, os norte-americanos terão acesso a formas mais baratas do Prozac. A patente expirou, e laboratórios concorrentes do Eli Lilly (que produz o antidepressivo) poderão colocar no mercado versões genéricas.
Laboratórios dos EUA vinham produzindo os genéricos havia vários meses, mas aguardavam a autorização da Justiça e do Food And Drug Administration (órgão que fiscaliza alimentos e remédios) para começar a vender os medicamentos. O genérico do Prozac é o fluoxetine.
O Prozac, que já teria sido usado por 38 milhões de pessoas em todo o mundo, foi lançado em 86, na Bélgica. Aos Estados Unidos, chegou em janeiro de 88.
Desde então, o laboratório faturou US$ 22 bilhões com a droga. Recentemente, só o Viagra, da Pfizer, atingiu fama parecida com a do antidepressivo.
A Eli Lilly esperava manter a patente do produto até 2003. Mas em agosto do ano passado o laboratório perdeu uma disputa jurídica com o Barr Labs, um fabricante de genéricos.
Com a quebra da patente, o futuro do laboratório é incerto. Em 99, as vendas do Prozac representaram 26% do faturamento da companhia, ou US$ 2,6 bilhões.
No ano passado, apenas nos EUA, o varejo vendeu US$ 2,7 bilhões em pílulas de Prozac.
(DO "FINANCIAL TIMES")

 

 
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