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Genéricos na Imprensa
Notícias
Conheça
os medicamentos
Fonte: Diário
do Nordeste (CE) - 02/11/2001
Medicamento Genérico - Segundo a concepção
da Organização Mundial da Saúde (OMS), o medicamento
genérico é aquele que contém o mesmo princípio
ativo, na mesma dose e forma farmacêutica do remédio
de referência. É administrado pela mesma via e tem
a mesma indicação terapêutica do medicamento
de referência, devendo apresentar a mesma segurança
e a mesma eficácia clínica.
Medicamento de referência - São medicamentos cuja eficiência,
segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente,
por ocasião de seu registro junto ao Ministério da
Saúde, através da Anvisa. Eles se encontram a bastante
tempo no mercado e tem uma marca comercial conhecida, é o
mesmo que remédio de marca.
Consumidor
pode cobrar genéricos dos farmacêuticos
Fonte:
Diário
do Nordeste (CE) - 02/11/2001
Ao solicitar um medicamento receitado pelo médico, o paciente
pode exigir do farmacêutico que aquele remédio seja
substituído por um genérico. Todas as farmácias
já dispõem da lista dos medicamentos genéricos
produzidos no Brasil que possam substituir os de "marca".
O alerta é do Grupo Pró-Genérico, associação
criada em janeiro deste ano, cujo objetivo é disseminar os
medicamentos genéricos produzidos no país.
A Associação informa ainda que ao substituir os remédios
mais conhecidos, os de marca ou tradicionais, por um genérico,
o seu preço é no mínimo 40% mais barato que
o dos medicamentos de referência, chegando, em alguns casos
uma diferença de até 70%.
A secretaria executiva do Grupo Pro-Genérico, Paola Franchin,
presente em Fortaleza por ocasião do II Congresso Cearense
de Farmacêuticos, realizado durante esta semana, no Centro
de Convenções, ressaltou que o paciente precisa a
aprender a solicitar o seu médico a prescrição
de um genérico, de mesmo princípio ativo, que venha
a substituir o seu medicamento tradicional. E se ele não
fizer isso, acrescenta, o farmacêutico, poderá fazê-lo.
"Porém, somente o profissional farmacêutico pode
realizar esta troca na farmácia, o balconista não
pode fazer isso", alerta.
Ela informa que ainda há uma certa barreira entre os médicos
de clínicas particulares para prescrever um genêrico.
Porém, no atendimento público de saúde, isto
não mais acontece, pois, segundo ela, os clínicos
que atendem pelo Serviço Único de Saúde (SUS)
são obrigados a receitar para os seus pacientes os genéricos.
TARJA AMARELA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) definiu a identidade visual do medicamento genérico.
A partir do dia 05 de outubro os medicamentos genéricos que
chegaram às prateleiras das farmácias estão
trazendo uma tarja amarela em todas as embalagens externas com a
letra G (maiúscula em azul marinho) e as palavras "medicamento
genêrico", em destaque.
A partir de então, o Ministério da Saúde, com
campanhas que estão sendo veiculadas na mídia, tendo
como garoto-propaganda o próprio ministro José Serra,
está informando sobre esta nova mudança, que está
dando uma maior visibilidade ao medicamento.
No entanto, informa Paola Franchin, o paciente não deve deixar
de comprar o medicamento genérico se sua embalagem não
apresentar a tarja amarela. "Deve ter sido porque o lote daquele
medicamento foi fabricado antes do dia 05 de outubro. O que o consumidor
deve estar atento é que na embalagem deste medicamento esteja
escrito 'medicamento genérico - lei 9787/99", explicou.
Hoje existem 388 medicamentos genéricos registrados, 262
sendo comercializados, sendo 200 em farmácias e 62 de uso
hospitalar. O Brasil conta com 29 laboratórios que trabalham
com genéricos, 20 deles associados ao Pró-Genérico.
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