Ministério da Saúde
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Genéricos na Imprensa
Notícias

 

03/08
Medicamentos ficam isentos do imposto de importação
03/08
Custo de genérico baixará 11,64%
03/08
Governo elimina tarifa de 548 remédios
03/08
Decreto zera tarifa de insumos de remédios
03/08
Importação para remédios sem impostos
03/08
Imposto zero para importação
03/08
Genéricos do Prozac chegam hoje aos EUA
03/08
Segunda via
03/08
Reduzida a zero taxa de importação de remédios
03/08
Preços de remédios iguais podem variar até 440%




Medicamentos ficam isentos do imposto de importação
Fonte: O Globo - 03/08/2001

Martha Beck

BRASÍLIA. O governo reduziu ontem a zero a alíquota do imposto de importação para dois mil medicamentos. A medida visa a diminuir o impacto da alta do dólar nos custos dos laboratórios e não deve reduzir os preços dos remédios para os consumidores. A alíquota zero já está em vigor e vale até o dia 28 de janeiro de 2002. Os produtos e as matérias-primas importados deixarão, agora, de pagar a alíquotas de até 4%.
O ministro da Saúde, José Serra, já havia pedido a redução do imposto à Câmara de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. O Palácio do Planalto aprovou a medida por decreto, publicado ontem no Diário Oficial.
A medida deve reduzir os custos dos laboratórios com produtos importados em até 3,75%, segundo os cálculos do governo. Para os genéricos, a queda deve chegar a 11,64%. Mas a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma) diz que isso não basta para aliviar a pressão do câmbio.
Segundo o presidente da Abifarma, Ciro Mortella, a valorização do dólar em relação ao real, de 27,22% este ano, teve um impacto de 9,44% nos custos das empresas. Os preços de remédios estão congelados desde o segundo semestre de 2000 e não terão reajuste até o fim deste ano. Segundo Mortella, a importação de insumos tem um impacto de 30%, em média, nos preços de remédios no país.
- Os laboratórios precisam de oxigênio para chegar até o final do ano. O nosso problema é muito maior - disse Gabriel Tannus, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos de São Paulo (Sindusfarma).
Ontem, representantes de laboratórios se reuniram com o secretário de Acompanhamento Econômico, Claudio Considera, para pedir a antecipação do fim do congelamento por causa do câmbio:
- Nem o governo nem a indústria contavam com a crise cambial - disse Tannus.



Custo de genérico baixará 11,64%
Fonte: Jornal do Brasil - 03/08/2001

BRASÍLIA - O custo de produção dos medicamentos genéricos vai cair 11,64% com o fim do Imposto de Importação para matérias-primas e medicamentos importados, a isenção do tributo tem validade de seis meses, até 28 de janeiro de 2002. Os outros produtos também deverão ter custos reduzidos, mas o governo ainda não sabe qual será o impacto final nos preços de venda ao consumidor. A queda dependerá do repasse da redução de custos da indústria ao comércio e, finalmente, ao consumidor final.
O decreto assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso inclui dois mil medicamentos e tipos de matérias-primas, em mais de 10 mil formas de apresentação, como comprimidos, gotas e pomadas entre outros. A alíquota do imposto de importação para os medicamentos variava entre 10% e 16,5%, de acordo com o Ministério da Saúde.
Matérias-primas - As matérias-primas importadas eram tributadas em 4%. Somente em insumos utilizados na fabricação de remédios, o Brasil gasta o equivalente a US$ 1 bilhão por ano. O decreto só vale para as matérias-primas que não são produzidas no mercado nacional.
A elevação na cotação do dólar , como reflexo da crise na vizinha Argentina, levou os produtores a pressionarem o governo a reduzir os impostos pagos na importação de insumos utilizados na fabricação de medicamentos. A indústria alegou aumento insuportável dos custos de produção, em razão das importações.
Expectativas - O decreto atende às expectativas dos grandes fabricantes de medicamentos e também dos fabricantes de medicamentos genéricos. Esses produtores importam 20% da matéria-prima usada na fabricação dos remédios.
A medida foi sugerida ao presidente pelo ministro da Saúde, José Serra. Fabricantes e governos têm um acordo para para não haver aumentos até o final do ano. Mas com a alta do dólar, as empresas ameaçavam não conseguir manter os preços atuais.
Queda-de-braço- A briga entre governo e indústrias acabou levando à criação da Câmara de Medicamentos, que trabalha como um ïïagente regulador'' do mercado. Desde o início do Plano Real, em julho de 1994, os remédios foram reajustados em 88,1%, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma). No mesmo período, a inflação medida pelo IPC da Fipe ficou em 87,2%.
A indústria de medicamentos no país faturou US$ 7,48 bilhões no ano passado, contra US$ 7,61 bilhões registrados em 1999. Este segmento emprega 49,6 mil empregos.



Governo elimina tarifa de 548 remédios
Fonte: O Estado de S.Paulo - 03/08/2001

Importação de 548 remédios terá a tarifa zerada

BRASÍLIA - O governo decidiu reduzir para zero a tarifa de importação de 548 itens do setor farmacêutico por um prazo de seis meses. A medida, válida a partir de hoje, será complementada nos próximos dias com a redução de 2,5 pontos percentuais nas tarifas dos demais itens do setor.
Negociadas nos últimos dois meses na Câmara de Comércio Exterior (Camex), as iniciativas querem neutralizar o impacto da alta do dólar nos custos das empresas do setor e, com isso, impedir pressões mais fortes sobre os preços dos remédios aos consumidores a partir de janeiro de 2002 e a dispersão dos investimentos na fabricação de genéricos no País.
A isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para os remédios foi determinada por decreto, que deverá constar da edição de hoje do Diário Oficial da União. Da lista divulgada ontem pelo governo, 147 itens são remédios genéricos de uso continuado. O restante é composto por princípios ativos (insumos essenciais da indústria farmacêutica) e também por medicamentos prontos - nenhum deles de uso eventual.
A redução dos 2,5 pontos percentuais deverá beneficiar todos os demais itens tarifários do setor farmacêutico - cerca de 2.500. A iniciativa foi comunicada aos três sócios do Brasil no Mercosul e será adotada por meio de uma resolução da Camex, ainda sem data de publicação. Atualmente, a TEC do setor varia de 0% a 16,5%. Com a medida, a maior alíquota aplicada nos próximos seis meses será de 14%.
Conforme explicou ao Estado uma autoridade que participou das negociações, o Ministério da Saúde pretendia obter a isenção da TEC para mais produtos.
Estudos dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento concluíram que a lista deveria ser mais restrita. (Denise Chrispim Marin)

Serra derrota Malan na alíquota dos remédios

GUILHERME BARROS
EDITOR DO PAINEL S.A.

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, acabou derrotado pelo ministro José Serra (Saúde) com a decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso de baixar para zero as alíquotas de importação dos medicamentos para evitar a alta no preço dos remédios.
A decisão de FHC foi tomada após ter ouvido os argumentos dos dois ministros. Malan não via necessidade de zerar as alíquotas. Serra fincou pé na posição contrária. FHC decidiu a favor de Serra. A divergência entre os ministros se deu em torno do controle de preços de medicamentos. O decreto baixando as alíquotas de importação abre as portas para Serra estender o controle de preços por mais um ano. Ontem, no Planalto, um assessor de FHC comentava que a divergência é mais um capítulo da disputa dentro do governo pela sucessão de 2002.
Serra tem sofrido uma forte pressão do setor para aumento de preços dos remédios, em razão da alta do dólar. Cerca de 30% a 40% das matérias-primas que produzem os medicamentos são importadas. A pressão incide inclusive sobre os genéricos.
O decreto baixando a zero as alíquotas de importação neutraliza o efeito do dólar e contém a pressão do setor pelo aumento.
Antes de o tema ter chegado a FHC, foi motivo de discussão na segunda-feira, em reunião fechada na Camex (Câmara de Comércio Exterior). Participaram Malan, Celso Lafer (Relações Exteriores), Márcio Fortes (representando Pratini de Moraes, da Agricultura), Silvano Gianni (Casa Civil) e Alcides Tápias (então no Desenvolvimento). Serra participou para apresentar sua proposta.
Na reunião da Camex, Malan foi o único voto contrário a medida de baixar a zero a alíquota de importação de remédios. Todos os demais foram favoráveis.
A Abifarma (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica) também foi ouvida e não se opôs à medida de baixar as alíquotas.
Apesar de a maioria ter sido a favor, as decisões da Camex precisam ser consensuais para serem aprovadas. Na ausência de consenso, o assunto vai a FHC.



Decreto zera tarifa de insumos de remédios
Fonte: Gazeta Mercantil - 03/08/2001

Hylda Cavalcanti, Marcello Antunes e Paulo Paiva, da Gazeta Latino-Americana de Brasília

O presidente Fernando Henrique Cardoso assinou, na noite de quarta-feira, o decreto presidencial 3.880, que reduz de 4% para zero as alíquotas de importação de matérias-primas para produtos farmacêuticos de qualquer tipo. A medida vigorará durante seis meses e só não se aplica aos remédios produzidos no Brasil. Prevê-se que os preços de mais de 2 mil medicamentos podem baixar. (ver editoria Nacional) (Hylda Cavalcanti, Marcello Antunes e Paulo Paiva)

Importação para remédios sem impostos

Brasília O presidente Fernando Henrique Cardoso assinou, na noite da última quarta-feira, o decreto presidencial 3.880, que zera as alíquotas do Imposto de Importação de matérias-primas para produtos farmacêuticos de qualquer tipo - insumos para medicamentos diversos ou princípios ativos. Anteriormente, essa alíquota estava fixada em 4%. A medida, prevista para vigorar durante um período de seis meses, só não tem validade para os remédios produzidos no próprio País, como é o caso da penicilina.
Assinado meio que na surdina, o decreto pode ser considerado uma vitória do ministro da Saúde, José Serra e de representantes do setor farmacêutico, em posição contrária à defendida pela equipe econômica do governo - mais precisamente pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, que manifestava resistências à redução da alíquota.
Com a nova medida, será beneficiada diretamente a compra de 548 princípios ativos utilizados na fabricação de remédios comercializados no País. Em outros termos, isso significa que os preços de mais de 2 mil medicamentos poderão baixar.
Segundo informações divulgadas pela Câmara de Medicamentos, vinculada ao Ministério da Saúde,
indiretamente esse número pode ser ampliado para mais de 10 mil produtos, que correspondem às diversas apresentações dos remédios - xaropes, gotas, pílulas, injetáveis. O decreto, que entrou em vigor ontem, tem validade até 28 de janeiro de 2002.
O argumento do governo, conforme nota divulgada por intermédio da assessoria do ministro Serra, é de que a medida objetiva compensar a elevação de custos sofridos pelo setor farmacêutico com a desvalorização do real nos últimos meses.
O Ministério da Saúde anunciou também que vai iniciar, nas próximas semanas, um levantamento do percentual a ser reduzido nos preços dos medicamentos de um modo geral. Já se calcula, nas áreas técnicas que, no caso da importação de genéricos prontos, a diminuição de custos para o setor será de cerca de 11,64%. A redução da alíquota do Imposto de Importação também vai facilitar a fabricação desses medicamentos e intensificar a campanha que vem sendo feita no sentido de disseminar o uso de genéricos no Brasil. Atualmente, cerca de 15% dos princípios ativos desses itens são produzidos fora do País.
O assunto estava previsto para ser discutido na última terça-feira, durante a reunião extraordinária da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Mas houve um impasse, provocado pelos técnicos do Ministério da Fazenda em relação ao encaminhamento da medida, por causa da previsão de impacto negativo na arrecadação de impostos. A equipe econômica preferiu, então, adiar a conversa sobre o tema. A pressa para a assinatura do decreto, apesar disso, foi observada em função das regras do Mercosul, que estabelecem 1º de agosto como prazo máximo para que alterações desse tipo possam acontecer.
Durante a reunião, foi enviada nota à Camex elaborada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Medicamentos (Abifarma), solicitando que a alíquota fosse zerada. No documento, a entidade argumentou que a redução do percentual apresentaria apenas um resultado médio sobre o setor de 1,5%, frente à defasagem acumulada de 8% em função da crise cambial.
O presidente da Abifarma, Ciro Mortella, também ressaltou que a redução de custos para as empresas farmacêuticas terminaria sendo ineficaz. Ele alertou para o fato de poder ser provocada uma competição desigual em relação a produtos importados prontos. Além disso, mesmo sendo atendida com o decreto, a entidade deixou claro que "empresas importadores têm grande interesse na medida", mas pleiteiam algo mais consistente, que se perpetue e não um decreto transitório. Só assim, salienta o estudo, poderiam estruturar melhor planos e acordos.




Importação para remédios sem impostos
Fonte: Gazeta Mercantil - 03/08/2001

Brasília O presidente Fernando Henrique Cardoso assinou, na noite da última quarta-feira, o decreto presidencial 3.880, que zera as alíquotas do Imposto de Importação de matérias-primas para produtos farmacêuticos de qualquer tipo - insumos para medicamentos diversos ou princípios ativos. Anteriormente, essa alíquota estava fixada em 4%. A medida, prevista para vigorar durante um período de seis meses, só não tem validade para os remédios produzidos no próprio País, como é o caso da penicilina.
Assinado meio que na surdina, o decreto pode ser considerado uma vitória do ministro da Saúde, José Serra e de representantes do setor farmacêutico, em posição contrária à defendida pela equipe econômica do governo - mais precisamente pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, que manifestava resistências à redução da alíquota.
Com a nova medida, será beneficiada diretamente a compra de 548 princípios ativos utilizados na fabricação de remédios comercializados no País. Em outros termos, isso significa que os preços de mais de 2 mil medicamentos poderão baixar.
Segundo informações divulgadas pela Câmara de Medicamentos, vinculada ao Ministério da Saúde,
indiretamente esse número pode ser ampliado para mais de 10 mil produtos, que correspondem às diversas apresentações dos remédios - xaropes, gotas, pílulas, injetáveis. O decreto, que entrou em vigor ontem, tem validade até 28 de janeiro de 2002.
O argumento do governo, conforme nota divulgada por intermédio da assessoria do ministro Serra, é de que a medida objetiva compensar a elevação de custos sofridos pelo setor farmacêutico com a desvalorização do real nos últimos meses.
O Ministério da Saúde anunciou também que vai iniciar, nas próximas semanas, um levantamento do percentual a ser reduzido nos preços dos medicamentos de um modo geral. Já se calcula, nas áreas técnicas que, no caso da importação de genéricos prontos, a diminuição de custos para o setor será de cerca de 11,64%. A redução da alíquota do Imposto de Importação também vai facilitar a fabricação desses medicamentos e intensificar a campanha que vem sendo feita no sentido de disseminar o uso de genéricos no Brasil. Atualmente, cerca de 15% dos princípios ativos desses itens são produzidos fora do País.
O assunto estava previsto para ser discutido na última terça-feira, durante a reunião extraordinária da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Mas houve um impasse, provocado pelos técnicos do Ministério da Fazenda em relação ao encaminhamento da medida, por causa da previsão de impacto negativo na arrecadação de impostos. A equipe econômica preferiu, então, adiar a conversa sobre o tema. A pressa para a assinatura do decreto, apesar disso, foi observada em função das regras do Mercosul, que estabelecem 1º de agosto como prazo máximo para que alterações desse tipo possam acontecer.
Durante a reunião, foi enviada nota à Camex elaborada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Medicamentos (Abifarma), solicitando que a alíquota fosse zerada. No documento, a entidade argumentou que a redução do percentual apresentaria apenas um resultado médio sobre o setor de 1,5%, frente à defasagem acumulada de 8% em função da crise cambial.
O presidente da Abifarma, Ciro Mortella, também ressaltou que a redução de custos para as empresas farmacêuticas terminaria sendo ineficaz. Ele alertou para o fato de poder ser provocada uma competição desigual em relação a produtos importados prontos. Além disso, mesmo sendo atendida com o decreto, a entidade deixou claro que "empresas importadores têm grande interesse na medida", mas pleiteiam algo mais consistente, que se perpetue e não um decreto transitório. Só assim, salienta o estudo, poderiam estruturar melhor planos e acordos.

(Hylda Cavalcanti, Marcello Antunes e Paulo Paiva, da Gazeta Latino-Americana)


Imposto zero para importação
Fonte: Correio Braziliense - 03/08/2001

O governo reduziu para zero a tarifa de importação de 548 itens do setor farmacêutico por seis meses. A medida, válida a partir de hoje, será complementada nos próximos dias com a redução de 2,5 pontos percentuais nas tarifas dos demais itens do setor. As iniciativas tentam neutralizar o impacto da alta do dólar nos custos das empresas e impedir pressões mais fortes sobre os preços dos remédios aos consumidores no início de 2002 e a dispersão dos investimentos na fabricação de genéricos no país. Da lista, 147 itens são genéricos de uso continuado. O restante é composto por princípios ativos e medicamentos prontos. (Agência Estado)

 

Genéricos do Prozac chegam hoje aos EUA
Fonte: O Globo - 03/08/2001

WASHINGTON. O laboratório fabricante do antidepressivo Prozac, o mais vendido do mundo, perdeu ontem seu direito de patente sobre o produto. A partir de hoje, genéricos da substância fluoxetina (princípio ativo do Prozac) estarão chegando às farmácias dos EUA. Estudos mostram que o preço do medicamento pode cair em até 30% para os consumidores.
O Prozac, que no ano passado vendeu US$ 2,7 bilhões nos EUA, é a droga mais lucrativa da história do mercado americano a perder sua patente. O fabricante, a Eli Lilly, pretende reagir à quebra e ameaça levar o caso à Suprema Corte dos EUA. A empresa alega não ter entendido os motivos pelos quais o monopólio do produto foi impedido.
Para proteger parte de suas vendas, o laboratório criou duas novas versões de Prozac: uma com dosagem superior (para que a pílula seja tomada apenas uma vez por semana) e outra com pequenas variações na fórmula, com o objetivo de tratar síndromes pré-menstruais.
A FDA, agência que controla os medicamentos nos EUA, comemorou a quebra da patente e disse que o Prozac é o primeiro exemplo de uma política que tem como objetivo "o bem-estar do consumidor".

 

Segunda via
Fonte: Jornal do Brasil - 03/08/2001

O laboratório americano Barr anunciou, ontem, que lançará o genérico do Prozac, o antidepressivo mais vendido do mundo.
Boa parte de seus 38 milhões de usuários (em 100 países) é do Brasil.
O preço do similar custará 30% menos que o do original.
informejb@jb.com.br

 

Reduzida a zero taxa de importação de remédios
Fonte: Valor Econômico - 03/08/2001

Taciana Collet, De Brasília

O governo federal reduziu a zero a alíquota de importação de mais de dois mil medicamentos. A alteração foi feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e tornada pública em decreto publicado ontem no Diário Oficial da União. A alíquota foi reduzida por causa da valorização constante do dólar em relação ao real. Foi a maneira encontrada pelo governo para evitar um novo reajuste do preço dos remédios, que teria impacto sobre os índices de inflação.
Com a desvalorização do real, a indústria farmacêutica estava reivindicando um aumento de preços da ordem de 7% a 9%, já que vários produtos e matérias-primas usadas nas produção de medicamentos no país são trazidos do exterior. Do início do ano até hoje, o real já se desvalorizou em relação ao dólar em 27,22%. No início do ano, a cotação da moeda norte-americana estava em R$ 1,95 e ontem atingiu R$ 2,48. A matéria-prima do produto farmacêutica que é importada também teve a alíquota de importação reduzida a zero, exceto para aqueles produtos com produção nacional.
No caso da importação do medicamento genérico pronto, a medida do governo provocará uma redução de custo para o setor calculada pelos técnicos do governo em até 11,64%. A alíquota zero terá validade até o dia 28 de janeiro de 2002 e beneficia mais de dois mil medicamentos em mais de 10 mil apresentações (cápsulas, gotas etc).
O decreto publicado traz a lista de todos os produtos beneficiados com a medida. Entre os que terão alíquota zero de importação estão a dipirona, cortisona, morfina, sais de cafeína, medicamentos contendo ampicilina, penicilina, rifampicina. Também estão na relação as vitaminas K, b9 e seus derivados, não misturados.
Os laboratórios argumentavam que o impacto da variação cambial nos produtos farmacêuticos estava até impedindo o lançamento de novos produtos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma) aproximadamente 50% dos remédios genéricos que estão no mercado são importados já prontos.
Os preços dos remédios estão "congelados" no Brasil desde o início do ano, quando o governo autorizou um aumento médio de 4,4%. Governo e empresas firmaram um acordo no ano passado para que não fossem adotados reajustes de preços.

 

Preços de remédios iguais podem variar até 440%
Fonte: Jornal de Brasília - 03/08/2001

Farmacêutico do Paraná pesquisa medicamentos e publica relação de preços na Internet.

Cuidado, consumidor. Ao entrar em uma farmácia com a sua receita médica, nunca deixe de fazer uma cuidadosa pesquisa de preços. Remédios com substância ativa e indicação médica equivalentes, mas comercializados em apresentações diversas por vários laboratórios, apresentam uma variação de preços que chega a 440%, sem levar em consideração os chamados medicamentos genéricos.
Por isso, se o tratamento mais adequado para seu problema não pode ser feito com um dos genéricos já à disposição no mercado nacional, insista junto ao seu médico para que ele receite, entre os medicamentos com idêntica eficiência, aqueles que tenham menor preço.
É essa a cruzada que o professor e farmacêutico paranaense José Gilberto Pereira lançou através do site da internet www.medicart.com.br. Além de uma série de informações sobre saúde e medicamentos, o endereço oferece uma relação comparativa de preços de remédios baseados numa mesma substância ativa.
Essa relação está disposta de forma a facilitar a comparação, agrupando as apresentações equivalentes e dispondo-as em ordem crescente de um valor referencial ali definido.
O professor da Universidade Federal do Paraná colocou à disposição do público um serviço ágil, gratuito (sequer exige a identificação do usuário) e que já conta com o cadastramento de mais de 75% das substâncias ativas, de uso não hospitalar ou restrito. A base de dados está em constante atualização.
Para apresentar de forma clara a variação de preços dos remédios, a pesquisa realizou cálculos simples e determinou o valor de um comprimido em cada uma delas. Desta forma, fica mais fácil o consumidor se orientar, não fazendo diferença se a caixa do remédio "A" tem 20 comprimidos e a da marca "B" tem 50.
Tabelas precisam ser expostas
Em vigor há quase dez anos, a portaria nº 37, de 11 de maio de 1992, do então Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, obriga as farmácias e drogarias a manterem à disposição dos consumidores listas oficiais de preços máximos. Acontece que as farmácias dão a sua própria interpretação ao termo "à disposição". Como qualquer pessoa que já comprou um remédio pode testemunhar, as relações de preços nunca estão à mostra do cliente e, na maioria dos casos, sequer são oferecidas como fonte de consulta.
De todo modo, dificilmente um leigo teria como identificar, numa relação como as hoje existentes (ordenadas alfabeticamente por nome comercial do medicamentos, e não pela substância ativa, por exemplo), quais seriam os produtos equivalentes aquele receitado pelo médico para o seu tratamento.

Alguns remédios comuns
Ácido Acetil Salicílico (AAS)
Variação: 440%
Marcas mais conhecidas: Aspirina, Somalgin, AAS
Há genérico? Não
Além de combater a dor e a febre, age contra a trombose e a artrite. O número de apresentações não é tão expressivo, porém a diferença de preço é. Das cerca de 60 apresentações, 20 são de 500 mg. Os preços variam de R$ 0,10 a R$ 0,54.

Diclofenaco Sódico
Variação: 400%
Marcas mais conhecidas: Voltaren, Biofenac, Fenaren
Há genérico? Sim (comprimidos e injetável)
Usado principalmente como anti-inflamatório e analgésico. São praticamente 50 apresentações, das quais mais de 15 são de comprimidos de 50 mg. O preço da unidade (dose) mais barata é de R$ 0,12 e da mais cara R$ 0,59.

Dipirona
Variação: 240%
Marcas mais conhecidas: Novalgina, Magnopyrol, Baralgin, Maxiliv, Analgex, Conmel
Há genérico? Sim (em gotas, injetável ou solução)
Possui um grande número de apresentações comerciais (comprimidos, gotas, xarope, injetável, solução etc.). Atua contra a dor e a febre. Está presente de forma pura (sem estar associada a outra substância ativa) em mais de 120 apresentações comerciais. Dessas, mais de 20 referem-se às doses de 500 mg, em embalagens de 4 a 200 unidades. O comprimido mais barato custa R$ 0,10 e o mais caro R$ 0,34.

Amoxicilina
Variação: 215%
Marcas mais conhecidas: Novocilin, Amoxina, Hiconcil, Velamox, Amoxil,
Há genérico? Sim (comprimidos, suspensão ou cápsulas)
Antibiótico de uso intensificado durante o inverno, por causa das infecções decorrentes de gripes e resfriados: São mais de 130 apresentações. Para as cápsulas de 500 mg, o custo varia de R$ 0,69 a R$ 2,18.

Paracetamol
Variação: 160%
Marcas mais conhecidas: Tylenol, Acetofen, Tylephen, Febralgin, Anatyl.
Há genérico? Sim (em gotas)
Também atua contra dor e febre, presente em mais de 100 apresentações. Nas quase 20 apresentações de 750 mg do sal, o preço de cada comprimido varia de R$ 0,35 a R$ 0,92.


 
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