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Genéricos na Imprensa
Notícias

 

04/08
Isenção de imposto não vai diminuir preços de remédios
04/08
Direto da Fonte
04/08
Imposto cai, preço não
04/08
Causa própria
04/08
Lafepe vai quintuplicar produção



Isenção de imposto não vai diminuir preços de remédios
Fonte: Jornal da Tarde - 04/08/2001

Fim da tarifa de importação de 548 itens do setor farmacêutico não se refletirá nas farmácias, pois preços estão congelados

Mesmo com o fim da tarifa de importação para 548 itens do setor farmacêutico nos próximos seis meses, decretado anteontem pelo governo, nenhum consumidor passará a comprar remédios mais baratos nas farmácias.

A isenção da taxa não será refletida nos preços porque eles estão congelados até o fim do ano. E, depois, também não há garantia de que os medicamentos ficarão mais baratos nem de que sejam mantidos os valores atuais.

"Não dá para prever o que ocorrerá com os preços quando o congelamento acabar", afirma o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), Ciro Mortella. "Não sabemos como o dólar nem a economia brasileira irão se comportar."

Ele explica que, mesmo comprando os medicamentos e a matéria-prima a preços menores, as indústrias não poderão repassar a redução para a população.
"Para o consumidor, nada muda até o começo do ano que vem", afirma. "Esta medida foi decretada apenas para desonerar as indústrias, que vinham tendo prejuízos muito grandes com a alta do dólar, e não para reduzir o preço ao consumidor."

Prejuízos

De acordo com Mortella, do começo do ano até agora, a indústria acumulou de 7% a 9,5% de prejuízo. "O decreto do governo terá um impacto de apenas 1,5% e continuaremos com a defasagem", diz. "O problema da indústria, que é o congelamento do produto final mesmo com o preço dos insumos variando com o dólar, permanecerá."

O assessor-econômico do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sincofarma), Geraldo Monteiro, também confirma que o preço dos medicamentos será mantido até o fim de dezembro.
"Até lá, não poderão ocorrer reajustes, mesmo que o dólar continue alto."
Ele explica que os remédios importados também têm seus preços congelados. "O governo está tentando encontrar alternativas para que os prejuízos não sejam tão grandes e para diminuir o repasse quando o congelamento acabar."

Apesar do preço permanecer o mesmo, Monteiro afirma que as vendas nas farmácias não param de cair. "De janeiro a julho, as vendas físicas (por unidade) caíram 3,41% em relação ao ano passado", diz. "E o faturamento real do mesmo período teve uma redução de 2,49% em relação a 2000."

Para ele, a maioria dos brasileiros ainda não tem acesso aos medicamentos.
"A população está comprando menos remédios, mesmo com o aumento na venda de genéricos, não só por causa de seus preços, mas porque muitos estão desempregados ou não têm renda suficiente para estes gastos."
Daniela Tófoli




Direto da Fonte
Fonte: O Estado de S.Paulo - 04/08/2001

DESTAQUE
O ministro José Serra participa, na quinta-feira, no Rio, do primeiro seminário a tratar política e juridicamente o direito de Propriedade Intelectual, promovido pelo Instituto Liberal e pela Firjan. Deve sair, mais uma vez, na defesa intransigente dos genéricos e do licenciamento compulsório para fabricação de remédios, como no caso da aids. E falar sobre as medidas para diminuir o impacto da alta do dólar nos custos dos laboratórios, com produtos e matérias-primas importados, o que poderá reduzir em até 3,75% os preços dos remédios para os consumidores.

 

Imposto cai, preço não
Fonte:
Jornal de Brasília - 04/08/2001

Rodrigo Montengro:

O governo decidiu reduzir para zero a tarifa de importação de 548 medicamentos por um prazo de seis meses. A medida, válida a partir de ontem, será complementada nos próximos dias com a redução de 2,5 pontos porcentuais nas tarifas dos demais itens do setor. Mas isso não significa que os consumidores pagarão menos pelos remédios: as indústrias e as farmácias alegam que a medida não chega sequer a compensar suas perdas com a alta do dólar.
Negociada nos últimos dois meses na Câmara de Comércio Exterior (Camex), a iniciativa tem o objetivo de neutralizar o impacto da alta do dólar nos custos das empresas do setor e, com isso, impedir pressões mais fortes sobre os preços dos remédios aos consumidores a partir de janeiro de 2002 e também a dispersão dos investimentos na fabricação de genéricos no País.
A isenção da Tarifa Externa Comum para os remédios foi determinada por meio de decreto. Da lista divulgada pelo governo, 147 itens são remédios genéricos de uso continuado. O restante é composto por princípios ativos, os insumos essenciais da indústria farmacêutica, e também por medicamentos prontos - nenhum deles de uso eventual. A redução dos 2,5 pontos porcentuais deverá beneficiar todos os demais itens tarifários do setor farmacêutico - cerca de 2,5 mil.
As empresas e o Ministério da Saúde concordam em que a valorização do dólar em relação ao real estava reduzindo as margens de lucro das empresas do setor. Como os preços dos remédios estão congelados até 31 dezembro deste ano, a tendência seria uma pressão mais forte em favor de reajustes no início de 2002. Segundo uma carta enviada pela Associação Brasileira da Indústria Farmacêuticaà Camex, mesmo com as medidas o setor não conseguirá reduzir a defasagem do câmbio.
Nas farmácias do Distrito Federal não se sabe nada em relação a este assunto. "Ainda não recebemos nenhuma lista com preços ou nomes dos produtos que podem sofrer alguma alteração ", afirma o gerente da Drogaria Genérica, 302 Sul. De acordo com o gerente da Vison Drogaria, 102 Sul, "como é algo muito recente, nem nós fucionários, nem os compradores estão sabendo do que esta acontecendo", diz o gerente da Vison.


Causa própria
Fonte: O Globo - 04/08/2001

O Conselho de Farmácia do Distrito Federal ingressou com ação na Justiça contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A entidade pleiteia o cancelamento do registro de genérico dado à ciclosporina do Laboratório Abbott, alegando, entre outras razões, que o teste de bioequivalência do produto foi feito pela própria multinacional.

 


Lafepe vai quintuplicar produção
Fonte:
Jornal do Commercio (PE) - 04/08/2001

Será feita uma readaptação do setor de produção de medicamentos sólidos, com investimentos de R$ 8 milhões a serem repassados pelo Ministério da Saúde
O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) vai quintuplicar sua produção de medicamentos sólidos a partir do próximo ano. A ampliação será possível graças ao processo de readaptação do setor, que atualmente fabrica 20 milhões de unidades mensais. A obra, orçada em R$ 8 milhões, deverá ser concluída em setembro de 2002. A liberação dos recursos por parte do Ministério da Saúde (MS) foi confirmada ontem pela manhã, na sede da instituição, em solenidade que reuniu o vice-presidente da República, Marco Maciel, o governador Jarbas Vasconcelos, o secretário estadual de Saúde, Guilherme Robalinho, o presidente do Lafepe, Tito Lívio, e o coordenador de Programas Estratégicos do MS, Fernando Cárdenas.
"Nenhum laboratório público do País tem qualidade igual à da nossa fábrica", destacou Robalinho. Ele também demonstrou empolgação ao falar sobre a construção da unidade de medicamentos líquidos, primeira etapa da ampliação. A fábrica será inaugurada em novembro e recebeu investimentos da ordem de R$ 3,7 milhões do MS e R$ 850 mil do Governo do Estado
O presidente do Lafepe antecipou a solicitação de recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Estamos negociando a construção de uma fábrica de líquidos injetáveis, de pequeno e grande volumes, e de um setor para produção de imunobiológicos. Além disso, pretendemos transferir 20 produtos da lista de similares para a de medicamentos genéricos. Cada uma delas custa R$ 100 mil", detalhou. "Ao todo, pediremos R$ 11 milhões."
CONVÊNIO - A diretoria do Lafepe assinou ainda um acordo de cooperação técnica com o laboratório indiano Torrent, o quinto maior do mundo, no valor de US$ 506 mil (R$ 1,26 milhão). A quantia será empregada na aquisição de medicamentos semi-acabados para a produção de anti-hipertensivos e antibióticos. Também ficou acertada a compra de matéria-prima de medicamentos e intercâmbio de tecnologia.


 
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