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Genéricos na Imprensa
Notícias
"O governo ter multo
mais do que deixou de fazer"
Fonte: O
Globo - 05/08/2001
ENTREVISTA
José Serra
Jorge Bastos Moreno
BRASÍLIA
O
GLOBO: O senhor defende o debate sucessório só para
o início do ano.
JOSÉ SERRA: É insensato transformar a eleição
14 meses antes no centro da vida pública. É ruim para
o pais.
· A preservação da aliança é
fundamental ou o PSDB pretende reformular a parceria? SERRA: Acho
que o PSDB gostaria de manter as alianças atuais. Mas não
deve e não vai interferir nas decisões de outro partido.
· O senhor ainda é contrário à reeleição?
SERRA: Acho que a questão mereceria ser revisada. Mas não
vou propor o debate agora. Não vejo chance de alterações
no ano que vem. Além disso, não daria nhenhenhém,
mas sim um tititi danado.
· O candidato oficial à sucessão deve ter seu
perfil ligado ao governo?
SERRA: Claro. Ele pode não ser o continuismo, mas será
a continuidade.
· A que o senhor atribui o crescimento de Antony Garotinho
e a queda de Ciro Comes nas pesquisas?
SERRA: Não me dediquei a analisar essas pesquisas. Elas hoje
valem muito pouco.
· Qual o principal cabo eleitoral contra o governo. a crise
de energia ou o desemprego? SERRA: Desde o inicio eu disse que a
crise não teria o impacto que se previa. O principal cabo
eleitoral contra o candidato do governo vai ser o que governo terá
deixado de fazer. Mas o principal cabo eleitoral a favor será
o que o governo fez. E fez bem mais do que deixou de fazer. Será
fácil mostrar isso.
· É injustiça dizer que o governo é
dependente do FMI?
SERRA: Continuo defendendo a idéia de que investimentos de
empresas estatais que não dependem financeiramente do governo
não deveriam ser considerados déficit. Mas não
adianta mudar o critério unilateralmente. Se o FMI publicar
outro número, a imprensa vai adotar. E os investidoras vão
acreditar nele.
· O senhor é a favor do novo acordo?
SERRA: Sou. Ele é importante para melhorar as expectativas
dos financiadores privados internacionais e também em relação
ao preço do dólar em reais.
· Como parlamentar licenciado, qual a sua opinião
sobre os escândalos do Congresso? SERRA: Tendem a continuar
até a campanha eleitoral pegar fogo no ano que vem. Mas a
corrupção está em crise, cada vez mais cerceada
e encolhida, até pelas mudanças que o governo promoveu.
· Qual a sua avaliação do governo?
SERRA: Terão sido oito anos de tolerância com opiniões
adversárias, cultivo da democracia e respeito às liberdades
civis e políticas. Ao contrário do que acontecia no
passado, as crises que chegam ao Palácio do Planalto saem
menor do que quando entram. Fique certo de uma coisa: vai haver
muita saudade do Fernando Henrique.
· Os genéricos ainda não são encontrados
facilmente. O que está faltando?
SERRA: Estamos apenas no começo da batalha. Fazemos publicidade,
falamos aos consumidores para pedirem, estimulamos os médicos
a receitarem. Essa resistência vem sendo vencida aos poucos.
· Em quanto tempo teremos genéricos para doenças
graves, como câncer e Aids?
SERRA: Já começaram. Só não sei os nomes
de memória.
Patente do Prozac agora
é pública
Fonte: Correio
Braziliense - 05/08/2001
O
antidepressivo mais famoso do mundo chegará as farmácias
com preços mais baratos, pelo menos nos Estados Unidos. A
agência norte-americana para controle de drogas e alimentos
(Food and Drugs Administration) quebrou a patente do Prozac, autorizando
cinco indústrias farmacêuticas a produzir a versão
genérica da droga: a fluoxetina. O Prozac é a droga
mais lucrativa da história a perder a patente. Anualmente,
a indústria fabricante da droga, a Eli Lilly, fatura U$ 2,2
bilhões em vendas. Hoje, cada pílula de Prozac custa
cerca de U$ 2,50, nos Estados Unidos. As versões genéricas
serão vendidas pela metade do preço. A Eli Lilly quer
levar o caso à Suprema Corte dos Estados Unidos. (Washington
Post)
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