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Preços de remédios vão aumentar nesta semana; para economizar, a saída é pesquisar os programas de desconto SILVANA MAUTONE Dia 9, entra em vigor o aumento autorizado pelo governo de até
3,58% para os remédios de uso continuado e antibióticos
e de 3,72% para os demais. Para quem não pode prescindir
dos medicamentos, a saída para aliviar o bolso é ficar
atento aos programas de descontos oferecidos por associações,
farmácias e convênios. Não é raro encontrar pessoas que comprometem a maior
parte da sua renda com a conta da farmácia. "Isso é
particularmente comum entre os aposentados, que, devido à
idade, acabam consumindo mais remédios", diz João
Inocentino, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas. A entidade lançou no mês passado um programa para
aquisição de medicamentos mais baratos. Pagando uma
taxa de R$ 0,50 ao mês, o aposentado tem direito a comprar
alguns medicamentos com até 47% de desconto. Segundo Inocentino, para vários aposentados o programa permitirá uma economia significativa no orçamento familiar. "Qualquer redução de gasto hoje em dia vale a pena", concorda o aposentado José Maria Neto, 54, que recebe seis salários mínimos (R$ 1.080) e tem uma despesa com medicamentos que ele próprio considera baixa -pouco mais de R$ 30 ao mês. "No caso do medicamento que eu tomo para controlar a pressão,
o preço normal é R$ 33,10. Com o desconto, eu passei
a pagar R$ 17,60", diz. O projeto, que conta com a participação de dez laboratórios
e de sete redes de farmácias, foi lançado em 10 de
setembro na Grande São Paulo. Em outubro, passou a funcionar
também nas cidades paulistas de Bauru, Santos e Piracicaba. Quem não é aposentado também pode procurar
outras formas para comprar medicamentos mais baratos. A Abramed
(Associação Brasileira de Defesa e Assistência
aos Usuários e Consumidores de Medicamentos), por exemplo,
oferece preços, em média, 40% inferiores ao da tabela
sugerida pelos laboratórios. "Em alguns casos, eles
chegam a 70%", diz Marcos Oliveira, diretor-presidente da associação. A Abramed atua em cinco cidades, entre elas Rio de Janeiro, Goiânia,
Brasília, Cuiabá e Campo Grande. No Estado de São
Paulo, por enquanto, funciona apenas em Jundiaí. As principais redes de farmácias geralmente têm algum
plano de desconto para medicamentos (costumam variar entre 10% e
30%) ou de facilidade para pagamento. A Farmais, por exemplo, lançou
em outubro uma parceria com a financeira Fininvest. Com o cartão da rede, o Farmais Card, o consumidor poderá
dividir as compras acima de R$ 30 em até três vezes.
Também terá crédito pré-aprovado, que
poderá ser sacado em caixas eletrônicos, de no mínimo
R$ 100 (o valor depende de análise cadastral). Nesse caso,
o juro cobrado, porém, é salgado: 13% ao mês. Em julho do ano passado, a Drogaria São Paulo estendeu o
programa de desconto para aposentados a todo consumidor. Mantém
uma lista de cerca de mil produtos, incluindo os genéricos,
com descontos entre 20% e 30%. A Droga Raia também possui um cartão que garante
descontos a aposentados (15%) e consumidores em geral (10%) na compra
de qualquer medicamento. O cartão permite ainda que o consumidor
possa fazer o pagamento com cheque pré-datado para 30 dias. Segundo levantamento da empresa de pesquisas Target Marketing, este ano, o consumo anual per capta de remédios na classe E será de US$ 20,03, enquanto na classe denominada A1, composta pelos mais abastados, esse gasto chegará a US$ 348,72.
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